Diplô Online
Violência de gênero e a nova fronteira técnico-científica na Amazônia
Os números, consolidados por diferentes métodos de pesquisa, evidenciam a persistência de violações sexuais enraizadas em desigualdades estruturais, apontando a urgência de medidas de proteção à infância e à adolescência
Depois do carnaval: a ressacada da complexidade tributária
A regulamentação da reforma tributária inaugurou um novo ciclo no sistema de tributação sobre o consumo no Brasil, guiado pelos princípios da cooperação federativa e da justiça tributária. No entanto, a transição para esse novo modelo ainda convive com práticas herdadas do antigo regime, capazes de comprometer os avanços prometidos pela EC nº 132/2023
Unidade para derrotar a extrema direita
O desafio da nossa geração está nítido: precisamos barrar o avanço da extrema direita e derrotar o fascismo no Brasil e no mundo
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Os fantasmas de Verena Cavalcante
Ótimo exemplar de literatura fantástica, Como nascem os fantasmas foge das obviedades da literatura ocidental e nos mostra que a ficção fantástica no Brasil tem infinitas possibilidades
Se oriente, rapaz
Inverta o seu olhar do mundo, na tradição de Paulo Freire, Darcy Ribeiro e Eduardo Galeano
Representação feminina pelo âmbito político: parlamentares e civis dentro da Câmara dos Deputados
A representação feminina por meio de mulheres eleitas constitui um campo relevante de investigação tanto para a academia, quanto para a prática política. No entanto, deve-se observar também a perspectiva das mulheres civis dentro dos ambientes legislativos – a forma que são representadas e possuem suas pautas votadas (enfatizando a agenda de Gênero)
Entre o vazio e o espelho: Renato Amado fala sobre ‘Nonada’, romance que mergulha na finitude e nas contradições humanas
Autor carioca e doutor pela Brown University reflete sobre o processo de escrita, a solidão contemporânea e o machismo estrutural em seu novo livro, publicado pela Editora Cajuína
O renascimento do Cavalo de Troia
Em 2017, como muitos outros países, a Alemanha criou uma base jurídica para o uso governamental estratégico de malware do tipo Cavalo de Troia. Foi estabelecido o “Cavalo de Troia estatal” no código nacional de processos criminais, que permite o seu uso até várias dezenas de milhares de casos por ano. Hoje, seu o uso é permitido, por exemplo, em casos que anteriormente teria sido realizada uma vigilância clássica de telecomunicações – interceptar uma chamada telefônica.
Tripudiar do capitalismo
Desde o Golpe de 16, a prisão de Lula e eleição de Bolsonaro, o Brasil se tornou laboratório de um projeto de realização máxima de ganhos privados por grandes grupos financeirizados e internacionalizados
A desigualdade social e a erosão da democracia
Não se trata de um problema de falta de ferramentas para conter o crescimento da desigualdade social. Pode-se taxar os super-salários, taxar grandes fortunas, elevar o salário mínimo. Há meios de sobra para conter a escalada da desigualdade social.
A realidade a ser enfrentada pelo próximo presidente do Panamá
- Eleitores escolhem neste domingo mandatário para os próximos cinco anos tentando encontrar as diferenças entre as agendas conservadoras da maioria dos candidatos
Prisão em flagrante ou preventiva: quem a polícia prende e quem a justiça solta?
O perfil que entra e que por esse filtro perpassa é, portanto, efeito dos processos de criminalização, estratificação de classe, racialização e generificação, que se produzem e se articulam de forma coextensiva e indissociável, sendo o sistema de justiça criminal um dos vetores dessa produção
Pior que crack! Como essa droga f*** meu cérebro
Sinto que cheguei ao fundo do poço, sou um dependente químico de likes, confesso que enfio o nariz na timeline, chapado de alertas e musiquinhas, compulsivo das redes sociais, viciado por joguinhos, obcecado em checar a caixa de entrada do e-mail, baqueado de séries, injeto selfs na veia a todo momento, trago mensagens instantâneas, lombrado por memes e embriagado por correntes, noiado nos grupos e fissurado no stories.
Estado e nação: um estranho caso
Desde o início do século XX, pelo menos, sempre que há alguma grave ameaça à ordem econômica e política, sempre que o mundo aparenta desestabilizar-se para os “indivíduos comuns”, o nacionalismo, organizado geralmente sob a forma de partidos, aparece como uma solução que estivesse em estado de repouso, de modo que, de dentro do Estado, a nação passa a atacá-lo.
A necessária recuperação do debate estrutural na América Latina
Por trás da visão de exploração e exportação de petróleo cru está novamente aquele ideário liberal e de posição subordinada do Brasil na divisão internacional do trabalho
Por que não a Filosofia?
Se quisermos debater seriamente o lugar da Filosofia no Brasil, teremos que situar os contextos em que as teorias apareceram, quais foram os projetos de nação a que elas serviram, quais interesses elas atenderam, com quais valores se comprometeram. Diferentes tradições filosóficas disputaram não apenas ideias, mas também a política.
É o petróleo, estúpido (sobre a Venezuela)
No país de Saddam, lançaram toneladas de bombas explosivas e mortais. Ao mesmo tempo, e como complemento de um ataque sincronizado, despejaram sobre nossas cabeças toneladas de bombas ideológicas, que nos fizeram pensar apenas no “risco Saddam”, na “ausência de democracia” no Iraque e em “direitos humanos”.
Populismo de direita e carnavalização da política: O popular em meio a distopia
Nas redes sociais estão sendo desconstruídas hierarquias e autoridades estruturadas pelas democracias representativas dos séculos XIX e XX sem qualquer projeto, apenas um riso sarcástico sobre os escombros que produz (e venera). Uma distopia que muitos ancoram em uma matriz ideológica presente na própria estrutura algorítmica da tecnologia digital. Porém, uma tecnologia responde à formas societárias, à relações e desejos sociais e pressões institucionais, e seu desenvolvimento é aberto a contextos de pressões que se sucedem.
As grandes mentes de esquerda do século XX
Podemos até não concordar com o socialismo, mas o “fato científico” é que muita gente que contribuiu para a evolução da mente humana era socialista. Sartre, filósofo francês de extrema influência, dizia: “Se os comunistas têm razão, então eu sou um louco solitário em vida. Se eles estão errados, então não há esperanças para o mundo”.
O colóquio do amor
O conhecimento formal e acadêmico é essencial, mas não pode ser limitado àquelas horas de sala de aula. Nasceu aí a educação transformadora
Não formar cidadãos para formar bandidos: o projeto de nação do governo
O problema está no outro não em nós. Portanto, é preciso que os maus (uma invenção de quem manipula o saber) sofram para que eu goze. Algumas pessoas não devem ter direito ao gozo. Transferimos a razão de todo o mal para os sujeitos supostamente saqueadores e os colocamos fora do muro
Um porrema para Adorno
Resenha do livro Porremas, de Diego Barboza, Manuela Oiticica e Rafael Maieiro (orgs.), Rio de Janeiro, Mórula
O perigo da participação social
Pois que, na contramão da história republicana e democrática, mais uma vez o governo Bolsonaro mostrou que despreza a participação social. O Decreto n. 9.759 pretende extinguir e estabelecer diretrizes, regras e limitações para colegiados na administração federal, entre eles conselhos, conferências, fóruns e comitês gestores. E o que não for extinto, morrerá à míngua.
As confusões por trás da política de reajuste de preços da Petrobras
Rumos da atual política de preços e o futuro do parque de refino nacional levam a uma tensão contínua dos atores do mercado nacional de derivados
Tecnoinaptocracia
Começamos muito mal. Muito. Muito. O básico é deixado de lado, o necessário é deixado de lado
O grau zero da destruição
Bolsonaro expressa o âmago de seu projeto: a destruição da política nos moldes como existiam, para o estabelecimento da política nos moldes bolsonaristas

