Diplô Online
Do sertão ao horror distópico
O novo romance do escritor cearense João Matias expõe Brasil entre descaso ambiental, violência e retirantes
O litígio como forma de enfrentar a crise do clima
Na COP30, sociedade civil se reúne para pensar possibilidades de litígio como estratégia para enfrentar as mudanças climáticas
COP 30 e o Acordo de Escazú: soberania, democracia e sustentabilidade em jogo
Transparência, democracia e proteção da vida diante da expansão do crime organizado e da crise climática
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O julgamento de Bolsonaro é o encontro do Brasil com sua própria história
A democracia, ainda frágil, tenta se levantar e buscar justiça. O que o julgamento do Bolsonaro e seus cúmplices nos traz.
Se questo è un Uomo (que ri)?
A Mostra Mundo Árabe de Cinema no CCBB em São Paulo evoca reflexões sobre Palestina
O caso Bolsonaro não é lawfare
Depois de anos imersos em ditaduras sangrentas, não podemos permitir anistia nem amnésia. O caso Bolsonaro não é lawfare
Quando a indumentária revela a crise do multilateralismo
A imagem é uma ferramenta de poder, uma forma de linguagem que constrói realidades, em vez de apenas refletir
O imperialismo dos direitos humanos e a falsidade das suas premissas
A universalização dos direitos humanos (que também aparece como “difusão dos valores da democracia”) não é construída sem intenções: é apenas uma nova justificativa para o exercício de um novo poder mundial, no caso dos Estados UnidosRonaldo Bastos
A barbárie da imagem
A fotografia é um ser mutante. Transforma-se no tempo, como as ruínas em fluxo sensorial, que a cada intempérie, modifica-se, ou a cada apropriação, desloca-se. Nela nada é constante, tudo é perene e contraditoriamente perecível, talvez seja essa sua graça, sua (des)ordem e sua (i)lógica.Fernando Tacca
O espelho encoberto
Ascensão de uma civilização da imagem com a onipresença da televisão, retorno da escrita com a emergência do e-mail e da internet… E se, ao considerar como rivais esses dois meios de comunicação – o texto e a imagem –, terminássemos por perder de vista suas naturezas gêmeas e sua intimidade primordial?Gérard Mordillat
Na Índia, uma experiência revitaliza os vilarejos
No estado indiano de Madhya Pradesh, um sindicato de mulheres lançou em 2011 uma experiência de renda mínima incondicional. A soma transferida não é suficiente para se abandonar o emprego, mas favorece iniciativas individuais ou coletivas e permite viver melhorBenjamin Fernandez
ExxonMobil perturba a sociedade da Papua Nova Guiné
“Uma zona rica em recursos”. Nesses termos a petroleira francesa Total qualificou a Papua Nova Guiné, onde chegou em 2012 para explorar o gás. A gigante norte-americana ExxonMobil se adiantou, acompanhada pelas chinesas. Para parte da população, o dinheiro jorra, à custa de uma desestabilização das relações sociaisCéline Rouzet
O intocável diretor-executivo
Na imprensa, Maurice Lévy é intocável. Ele sabe que pode contar com um conjunto de amigos bastante profundos. Le Monde Diplomatique, já publicou vários artigos críticos ao diretor da Publics (3° maior grupo publicitário do mundo), deve a seus leitores e assinantes a liberdade de perseguir este trabalho irreverente
A organização dos sem organização: oito conceitos para pensar o “inverno brasileiro”
A discussão oscila entre dois extremos: ou a massa é um mero agregado de indivíduos, ou um todo indiferenciado e disformeRodrigo Guimarães Nunes
A educação dos consensos via mídia-partido
A grande mídia, partido político das elites, desempenha nas sociedades contemporâneas um papel privilegiado de “educadora”, forjando consensos e hegemonizando sentidos, no intuito de preservar seu status quoCarlos Eduardo Rebuá
Marxismo de pés no chão
“Nas situações de pretensa normalidade democrática, as classes exploradas podem até não ter a percepção dessa violência. Mas ainda assim ela existe, pois sem o exercício do poder coercitivo não existiria o Estado burguês.” Não é exatamente isso que vemos nos acontecimentos de Rio de janeiro, São Paulo e Porto Alegre?Jorge Barcellos
Tira-Teima
Passados mais de um século dessa visão arcaica quanto à questão racial no Brasil, nos deparamos com mais uma política seletiva, segregacionista e imbecil. O nosso país que é, (in)felizmente, conhecido como o país do futebol está elitizando o público que frequenta os estádiosFabrício Santos
Política, mobilizações e o individualismo antipartidário
Para os “antipartido”, a presença do povo na rua não parecia refletir o tão esperado exercício efetivo do poder popular que revigoraria a democracia brasileira. Pelo contrário, o que se viu foi a expressão de um descontentamento vazio de conteúdo, despolitizado, muitas vezes orientado pela mídia e individualizadoDan Furukawa Marques
No Correio francês, “gente pouco adaptada”
Antes pouco comuns e raramente noticiados, os suicídios nos locais de trabalho se tornam cada vez mais frequentes. Em questão estão a intensificação do trabalho e o isolamento, enquanto os coletivos se quebram em razão da competição por salários. No Correio da França, a hecatombe continua sem que os dirigentes se mexamNoëlle Burgi
As manifestações e as políticas públicas
Por uma questão de justiça, seria atuando sobre a riqueza dessas elites, e não sobre os fundos das políticas que interessam aos que são penalizados, que o governo deveria buscar recursos para resolver jogos como o do transporte urbanoRenato Dagnino
Caciques Guarani do oeste paranaense cobram demarcação de terras e direitos básicos
“O ponto principal é a terra. Nada caminhou e os estudos feitos nunca foram apresentados. Nela está a água, cercada e poluída pelos fazendeiros, e a possibilidade de plantarmos. Estamos, na verdade, retornando para as terras de onde nossos pais e avós foram expulsos”, diz Teodoro Tupã AlvesRenato Santana
Quando os advogados corporativos escrevem as leis
A lei bancária apresentada pelo governo francês foi amplamente inspirada pelo lobby dos bancos. Diferentemente das promessas de Hollande, o sistema atual será modificado apenas na superfície. Uma nova ilustração do peso das consultorias especializadas, que pouco a pouco substituem os eleitos nas funções públicasMathilde Goanec
Por que as ruas e não as instituições?
O recado das “ruas”, vocalizado por um grande número de pessoas unidas em uma sequência de atos públicos, algumas mostrando um comprometimento extremo com a causa compartilhada por muitos, tem grandes chances de reverter a ordem da agenda política e da de políticas públicasMonika Dowbor
O estouro da cidadania nas ruas
Saúdo as manifestações, pois a rua é e sempre será o berço da democracia. Na história, é na rua que se gestam as lutas que acabam não só atingindo o centro político, mas alternando a arena e a agenda da luta, obrigando a todos os sujeitos políticos a fazer uma profunda revisão de suas propostas e práticasCândido Grzybowski
Técnicas para a fabricação de um novo engodo, quando o antigo pifa
Nesse momento, é possível assistir, com nitidez cristalina e ao vivo, cada etapa da linha de produção de uma nova ideologia. E já que a mercadoria ainda não está pronta, é fundamental tomarmos nota de seus componentes para não corrermos o risco de fornecer matéria-primaSilvia Viana
Nota sobre a revogação do aumento
O povo constrói e faz a cidade funcionar a cada dia. Mas não tem direito de usufruir dela, porque o transporte custa caro. A derrubada do aumento é um passo importante para a retomada e a transformação dessa cidade pelos de baixoMovimento Passe Livre São Paulo
Dez considerações sobre as manifestações
As manifestações são contra o aumento. Essa é a demanda imediata. E, de modo mais geral, refletem sobre o direito à cidade e à mobilidadeDébora Prado

