Diplô Online
Big Tech, poder militar e o novo complexo industrial-digital
A crescente aproximação entre grandes empresas de tecnologia e estruturas militares revela uma reconfiguração do poder contemporâneo, marcada pela centralidade dos dados, da inteligência artificial e das infraestruturas digitais
Cultura, branquitude, espetáculo e disputa por influência na América Latina
Populações latino-americanas passam a ser simultaneamente tratadas como mercado consumidor e como ameaça interna, enquanto a valorização cultural convive com xenofobia, deportações e criminalização de migrantes, independentemente do governo dos Estados Unidos
Democracia em risco
O antissemitismo revela uma capacidade singular de atravessar campos políticos distintos e de se adaptar a diferentes linguagens ideológicas. Ele se mantém como estrutura explicativa em cenários marcados pela deterioração do espaço público, pela perda de confiança nas instituições e pela crise da imaginação democrática
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As vítimas de chacinas que a estatística oculta
Se os nomes fossem divulgados, poderíamos identificar quantas dessas pessoas são inocentes e quantas não têm qualquer relação com o crime. Mas, sem isso, elas seguem reduzidas a simples números pela mídia
Jardins dos privilégios e Jardins das resistências
O que une esses extremos é o desafio de pensar uma metrópole que cresceu sem garantir o mesmo direito ao verde e à infraestrutura para todos. A paisagem da desigualdade se desenha nas árvores que faltam e nas histórias que resistem
O sinal de alerta do assédio a Claudia Sheinbaum
Quem se sentirá encorajada a ocupar espaços de alta visibilidade e pressão se souber que a violência é uma ameaça constante, mesmo no topo?
Experiências de resistência e exclusão na formação do Brasil republicano
A Proclamação da República brasileira representou fundamentalmente uma modernização conservadora que adaptou estruturas coloniais de dominação às exigências do capitalismo mundial em expansão, mantendo as classes subalternas em posição sistemática de exclusão política, econômica e social
Povos indígenas na mira de um governo ilegítimo
A distância entre o clima de normalidade propagado internacionalmente pelo governo e a realidade vivida no país vai se descortinando. Nesse esforço diplomático, a audiência na Corte Interamericana de Direitos Humanos revelou, menos que um evento fora da curva, uma tendência nesses tempos sombrios
Um pedido de desculpas oportunista
Joesley eximiu-se parcialmente da culpa, acusando o sistema brasileiro de não facilitar o progresso do empreendedor
O que está por trás das denúncias da Globo contra Michel Temer e seus prováveis desdobramentos
Nos últimos 65 anos, a Rede Globo ocupou o espaço de um dos principais atores políticos, sempre participando com grande poder de decisão em momentos-chaves. Com o fim do regime militar, por exemplo, teve início a luta pelas “Diretas Já” e a Globo impediu que as imagens de comícios nas ruas fossem exibidas na TV, nos seus jornais e rádios
O aumento da violência no campo tem a cara do Golpe
O relatório “Conflitos no Campo Brasil 2016” da CPT traz índices recordes e ainda mais preocupantes: aumentaram todos os tipos de conflito (maiores números dos últimos 10 anos, o de terra maior em 32 anos de documentação) e todas as formas de violência no campo em relação a 2015. Os assassinatos tiveram um aumento de 22%, menor índice de aumento em 2016, mas o maior número desde 2003. As agressões tiveram o maior índice de aumento: 206%
Fim dos direitos no campo?
4 milhões de trabalhadores assalariados rurais, dos quais apenas 40% têm carteira de trabalho assinada e os outros 60% vivem na informalidade, podem perder seus direitos básicos caso seja aprovado o Projeto de Lei 6442/2016. A extensão da jornada para 12 horas diárias e o já previsto aumento dos anos de contribuição para a Previdência Social devem acarretar uma sobrecarga de trabalho, sobretudo, para as mulheres do meio rural
Do céu ao (buraco do) inferno
Em sua primeira viagem internacional, o presidente dos EUA, Donald Trump, negocia a paz e dá um empurrão na OTAN. Enquanto Trump era recebido na quarta-feira pelo premiê belga Charles Michel e pelo rei Felipe da Bélgica, cerca de 9 mil pessoas protestavam sob o slogan e tendência no Twitter #TrumpNotWelcome
13 pontos para embasar qualquer análise de conjuntura
O complexo financeiro-empresarial não tem opção partidária, não veste nenhuma camisa na política, nem defende pessoas. Sua intenção é tornar as leis e a administração do país totalmente favoráveis para suas metas de maximização dos lucros.
As reformas, os direitos e a economia: o que sobrará depois?
Com a possibilidade de eleições indiretas em uma sucessão que provavelmente seguirá a mesma linha de Temer, as medidas que estão sendo impostas são sistematicamente rejeitadas pela ampla maioria da sociedade e derivam do acordo explícito entre um Executivo ilegítimo, um Legislativo não representativo e confederações patronais.
Poderes desequilibrados, democracia frágil
O historiador, membro da Academia Brasileira de Letras e professor da Universidade Federal de Minas Gerais, José Murilo de Carvalho, analisa atuação do Ministério Público e da Polícia Federal contra a corrupção, o desequilíbrio entre Executivo, Legislativo e Judiciário, e a desigualdade social como entrave à democracia
O que significa a prisão de Desireè?
Desireè pode ser presa a qualquer momento. Mas o que significa sua prisão dentro da política de encarceramento em massa promovida pelo Estado brasileiro?
O poder de morte da PM-SP – Parte I: Mandato policial
A PMSP é reconhecidamente uma das forças públicas de segurança mais letais do mundo. Como esse padrão se manteve mesmo com a transição entre o regime ditatorial para o democrático? Trata-se de um problema jurídico-político complexo, em que a morte dos “bandidos” não pode se perpetuar como paradigma de segurança e “justiça”
O poder de morte da PM-SP – Parte II: Mecanismos de controle do uso da força
A partir da transição democrática no Brasil, como se tratou o problema da violência policial nas políticas de segurança pública do estado de São Paulo? Mesmo sendo signatário de acordos internacionais, a violência nas ações policiais é um problema constatado no Brasil como um todo. Quais são os limites de ação de grupos internos e externos de controle frente às instituições e às condições de atuação das forças policiais?
O poder de morte da PM-SP – Parte III: Controle externo e controle interno
É possível controlar o uso da força policial? O uso da força pela polícia, destarte a legalidade do mandato, tem servido como instrumento de morte num virtual combate ao “crime”. Ainda que denúncias, pesquisas e movimentos sociais se articulem contra a violência promovida pelo Estado, o problema se mantém. Quais são as possibilidades perante a permanente “exceção” da ilegalidade da ação policial?
Serão felizes as mães?
O dia das mães representa um momento chave da sociedade do espetáculo centrado na imagem das mercadorias. Mães felizes ganhando perfumes, chocolates, alimentos, cosméticos. Como se o presente fosse o único sentido objetivo de materialização do afeto condicionado pelo dinheiro
Participe do debate sobre os impactos do governo Temer na cultura do país
O jornal Le Monde Diplomatique Brasil, a Editora Veneta e o Instituto Pólis reúnem artistas para discutir Cultura em tempos de golpe
As condições de mulheres com deficiência e idosas na prisão
Se o sistema já é inadequado e impeditivo de tantos direitos para as mulheres de uma forma geral, o gravame é ainda mais acentuado para aquelas com deficiência e idosas, cada qual com as suas especificidades.
“Ultrapassar fronteiras é uma questão humana”
A saúde das populações refugiadas que atravessam fronteiras em busca de sobrevivência traz consigo imagens que lembram as da Segunda Grande Guerra; são imagens de êxodo, de pessoas se deslocando se movendo, enfrentando muros, arames farpados, acampando à beira da estrada, sem atendimento, a não ser aquele oferecido por organizações da sociedade civil, com todos os limites de recursos que elas possuem.
Nenhum hectare a menos
Sob Temer, interesses privados e paroquiais instalados no Congresso e no Executivo passaram a operar sem nenhum filtro, freio ou contrapeso. Todos os sonhos dos ruralistas começam a se realizar; nenhuma proposta é ousada demais.
Por que trabalharemos até morrer?
Devido às características do mercado de trabalho brasileiro, a capacidade de contribuição dos trabalhadores é bastante limitada. Consideremos apenas o alto nível de informalidade, a rotatividade elevada e a baixa remuneração. Isso implica que, ao chegar aos 65 anos, parte das pessoas não terá atingido os 25 anos de contribuição exigidos e não poderá se aposentar

