Diplô Online
Em nome da Pedagogia
A crescente diversidade das pedagogias revela tanto a vitalidade do pensamento educacional quanto a fragilidade do próprio conceito. Afinal, o que ainda significa chamar algo de pedagogia?
Quando a esperança virou aposta?
Casos de sofrimento psíquico grave, risco de suicídio, começam a aparecer com uma frequência que obriga a pergunta incômoda: a gente está mesmo entendendo o tamanho do que está construindo?
25 anos de ofício e meio milhão de exemplares de Socorro Acioli
O último lançamento de Socorro Acioli, Amar é Inadiável, articula sua visão sobre o amor em suas múltiplas dimensões
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A conta da vigilância
Os responsáveis por transformarem as políticas de segurança em um verdadeiro quarto escuro promovem o caos ao não oferecerem nada além de um belicismo irracional para combater o crime em suas regiões
O Robodebt brasileiro e o Estado algorítmico da austeridade
O governo por algoritmo tende a tratar o indivíduo e a sociedade como sistemas inteiramente previsíveis, reduzindo a complexidade da vida social e eliminando o papel do tempo, da contingência e do imprevisto
Da política nacional do meio ambiente à governança ecossistêmica
O desenvolvimento econômico não pode permanecer dissociado da conservação dos sistemas naturais que sustentam a vida e a própria economia
Bets: a pandemia do século
A Espanha conquistou a Copa do Mundo de 2026. Mas, antes mesmo da decisão, outra vencedora já estava definida: as bets. No Brasil, um terço da população apostou dinheiro em plataformas de apostas esportivas durante o Mundial, revelando a dimensão de um mercado que se expande na mesma velocidade que seus custos sociais
Qual a cor do teu feminismo?
Quantas vezes defendemos sororidade, mas nos calamos quando a denúncia envolve raça?
Meu irmão, meu amigo, meu camarada… Manoel Neto!
A herança escravocrata, de racismo estrutural, o processo discriminatório e racista de civilização nos trópicos, o racismo que mata, desde sempre, no Brasil! Foi isso que matou Manoel
O ser, o tempo e a civilização: reflexões sobre a liberdade e o direito
Entre o indivíduo e a coletividade, entre a liberdade existencial e as exigências da vida social, o direito se afirma como instância mediadora por excelência
Quando já não se trata de curar
Cuidar é um ato profundamente humano – e inevitavelmente político
Deslocamento urbano, trabalho e a jornada que não aparece no contracheque
A jornada territorial não atinge todos da mesma forma. Ela obedece a uma hierarquia de classe que se materializa no espaço urbano
Manoel Rocha Neto, o racismo estrutural te matou e isso dói profundamente
É preciso fazer algo urgentemente para evitar mais dores à população negra e mestiça. O assassinato de Manoel pelos/as racistas dói, não somente para sua família biológica, mas para todos e todas que lutam por igualdade racial e justiça social
As cadeiras de plástico e a semiótica do comum nas artes
A arte traz consigo a tarefa de provocar uma nova distribuição dos espaços materiais e simbólicos
O Decreto nº 12.600/2025 e o futuro do patrimônio indígena
Este artigo analisa os impactos territoriais, arqueológicos e jurídicos associados à política hidroviária prevista no Decreto nº 12.600/2025, com foco na bacia do Tapajós e nos povos indígenas potencialmente afetados. Parte-se da hipótese de que a transformação do rio em corredor logístico estratégico produz uma reconfiguração normativa do território, tensionando direitos constitucionais e colocando em risco patrimônios materiais e imateriais vinculados à presença indígena histórica na região
Para resistir aos abusos das Big Techs, precisamos de “santuários da atenção”
As transformações impulsionadas pelas big techs avançaram em ritmo muito mais acelerado do que a capacidade de nossas instituições e da própria cultura de assimilá-las e regulá-las. Para enfrentá-las, será necessário construir novas formas de ação coletiva, em todas as escalas da vida social – da esfera interpessoal à cultural e à política
Por uma aceitação radical da diferença
Dialogando com as reflexões de Erving Goffman sobre estigma e desvio, até que ponto a chamada normalidade é um dado da natureza – e não uma construção social que transforma diferença em doença, incômodo em diagnóstico e singularidade em algo a ser corrigido ou excluído?
Como a privatização das infraestruturas vem transformando a urbanização
A suspeita de uma forte associação entre a ampliação dos ganhos dos investidores e a precarização dos serviços urbanos nos levou a investigar as transformações na economia política das infraestruturas urbanas e suas especificidades resultantes de uma trajetória particular de entrelaçamento entre privatização e financeirização
Primeira infância e desigualdade: a conta que o país insiste em adiar
Em um país marcado por profundas disparidades sociais, muitas crianças crescem em contextos de pobreza, insegurança alimentar e exposição à violência
1912, o Carnaval que nunca acabou
O carnaval já foi também palco de disputas políticas e símbolos nacionais. Em 1912, a morte do Barão do Rio Branco transformou a folia em luto – e acabou produzindo um episódio inédito na história brasileira: um carnaval celebrado em dose dupla, entre homenagens, tensões republicanas e o sarcasmo característico dos cariocas
O grito desesperado de uma “mãe de Sharia”
O caso de Karin Aranha exemplifica o drama das chamadas “Mães de Sharia”. Após trabalhar no exterior para sustentar a família, ela retornou ao Brasil e descobriu que o marido havia fugido com o filho para o Egito, levando também suas economias. Desde então, Karin enfrenta uma longa e difícil batalha judicial internacional para tentar reaver a guarda da criança e garantir o direito de exercer a maternidade
Operações secretas, consentimento fabricado e a glória do Irã
Os interesses geopolíticos, em oposição à preocupação humanitária, são os principais motivadores do confronto ocidental com o Irã
A dificuldade heroica de viver
O Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo, decidiram, em editoriais publicados em 25 de fevereiro, enquadrar a mobilização indígena como “vandalismo”, “bandalheira”, “gritaria”, “chantagem”, “baderna”, “truculência”, “força bruta”, “radicalismo” e “obstáculo ao desenvolvimento”
Educação humanista na recuperação do civismo digital
Como retomar a paideia e ancorar a ágora na educação brasileira? Retomar a paideia não é nostalgia grega: é reaprender a sustentar o comum, manter-se incluso e respeitar as regras: a paidia
Hip-hop, juventude e disputa de cidade em Belo Horizonte
O hip-hop tornou-se, nas últimas décadas, o principal fenômeno juvenil do país porque articula identidade, crítica social, técnica e possibilidade de mobilidade simbólica e material ao mesmo tempo
Sem justiça para os catadores, não há justiça ambiental
O paradoxo é evidente: enquanto governos e empresas promovem metas climáticas e políticas de economia circular, ignoram os trabalhadores que há décadas tornam essa economia possível
O sistema alimentar que não amadurece: vamos falar de bananas?
Comer é um ato político: reconhecer as relações de poder por trás dos alimentos é o primeiro passo para transformá-las

