Diplô Online
A “taxa das blusinhas”, a indústria têxtil e as disputas de discursos no Brasil
O que fazer diante dos muitos interesses envolvidos no descontentamento popular com o aumento de impostos, de um lado, e na pressão de grupos setoriais em defesa dos empregos e da indústria nacional, de outro?
O que Lula pode aprender com Portugal para vencer a ultradireita em 2026
O que o presidente brasileiro pode, de fato, aprender com essa experiência para evitar que o mesmo fenômeno avance no Brasil em 2026?
Etelvina, acertei no milhar!
No sambinha popularizado por Moreira da Silva, Barbolino, em sonhos, fica rico e resolve viver viajando – “E os nossos filhos, oh, que inferno; eu vou pô-los num colégio interno.”
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Banco Master, Estado capturado e o medo do poder constituinte
No capitalismo contemporâneo, as crises deixaram de ser exceções para se tornarem parte do próprio funcionamento do sistema, que tolera, incentiva e depois socializa riscos privados por meio da atuação do Estado. O paralelo entre a crise do subprime e o caso do Banco Master no Brasil evidencia como operações financeiras arriscadas se reproduzem sob a expectativa implícita de suporte público
A emergência de alternativas no centro da crise climática e democrática
A 1ª Conferência Internacional sobre a Transição para Longe dos Combustíveis Fósseis foi o encontro perfeito de centenas de pessoas dispostas, engajadas, pedindo para fazer junto, chutando a porta para que as coisas sejam realizadas, para que ninguém mais morra, ninguém fique para trás, perca seu território, sua vida, sua história
O Riso e a Faca e a tentativa de contrariar os mapas hegemônicos
Com um longo histórico em documentários e prestes a lançar seu novo longa de ficção “O riso e a faca” no Brasil, em 30 de abril, o diretor e roteirista Pedro Pinho discute em artigo os ecos do colonialismo europeu que presenciou durante sua experiência ao filmar na África Ocidental. Eleito um dos dez filmes do ano pela celebrada Cahiers du Cinéma e premiado no Festival de Cannes 2025, O riso e a faca acompanha Sergio, um engenheiro ambiental português que se muda a trabalho para uma metrópole na Guiné-Bissau, onde estabelece uma relação com dois moradores locais, Diára e Gui. Inspirado na música de Tom Zé, o longa é uma coprodução entre Portugal, França, Romênia e Brasil, assinada pela produtora Tatiana Leite, da Bubbles Project. Rodado entre o deserto da Mauritânia e a Guiné-Bissau, o filme mergulha na complexa relação entre a Europa e África, investigando novas expressões que essa dinâmica ganhou ao longo dos séculos
N. Netta conta detalhes sobre novo romance de autoficção que aborda aborto, silenciamento e autonomia
A obra marca a estreia literária de N. Netta, que reflete sobre corpo, silêncio e liberdade em diálogo com Annie Ernaux e Colombe Schneck.
Brasil, França e os caminhos para a cinematografia do futuro
Parceria inédita entre o Projeto Paradiso e as Escolas Kourtrajmé celebra 200 anos de relações Brasil–França e inaugura um laboratório internacional que aposta na diversidade como força motriz do audiovisual do futuro
Fazer viver, deixar morrer: a farmacopolítica da existência
A matemática da saúde pública segue submetida à matemática do lucro
O debate brasileiro frente ao reposicionamento militar dos EUA na América Latina
A recente ampliação do aparato militar norte-americano no Mar do Caribe, justificada pelo discurso de enfrentamento ao tráfico de drogas e de proteção da democracia frente ao governo de Nicolás Maduro, indica a retomada de uma doutrina hemisférica de primazia e contenção, típica da Guerra Fria
Quando o risco toca o sagrado
A ameaça da crise climática e do descaso do poder público aos terreiros de religiões de matrizes africanas e a luta pela proteção desses territórios sagrados, em Manaus
Quais as consequências do recuo estratégico de Trump no Tarifaço?
Com a perda da agenda da defesa da soberania para Lula no caso do Tarifaço, a extrema direita brasileira tenta se organizar em torno da segurança pública
Onde a criança que lia vai precisar reler tudo…
Leia trecho inédito do livro Escrever em país dominado, do autor martinicano Patrick Chamoiseau, vencedor do Prêmio Goncourt em 1992 e uma das vozes mais importantes do pensamento pós-colonial contemporâneo. A obra foi lançada no Brasil em novembro pela editora Bazar do Tempo
Reflexões sobre a Infraestrutura Urbana: saneamento básico
O saneamento básico é um dos maiores problemas das grandes cidades e metrópoles. Não apenas no mundo pós-revolução industrial, mas desde a formação das primeiras aglomerações humanas
Entre o pessimismo que leva ao conflito e o otimismo da cooperação
Na “guerra do clima”, existem os otimistas, os pessimistas e os negacionistas. O pessimismo da razão é bem-vindo, porque permite pressionar o discurso político e cobrar efetividade. O negacionismo se distingue do mero pessimismo por ser uma reação de resistência à crise climática, contraditória e simplista, não colaborando para o enfrentamento de uma questão de tamanha complexidade
O jornalismo que me levou ao cuidado
Entre a escuta e a palavra, uma jornalista descobre que o cuidado também floresce no silêncio – no gesto simples de estar junto
Dia Nobre: “Eu não queria colocar a violência no centro; queria que a voz dessas mulheres ganhasse destaque”
Boca do Mundo é o romance de estreia de Dia Nobre, autora que também é historiadora. Ao construir a narrativa, Dia mobiliza não apenas sua formação acadêmica – que lhe dá rigor, contexto e profundidade – mas também as vivências que carrega desde a infância. Esses dois elementos se entrelaçam de maneira orgânica: a pesquisadora e a mulher que cresceu observando o mundo se encontram na escrita, dando ao livro uma densidade sensível e, ao mesmo tempo, enraizada na realidade social que retrata
Pitangas verdes: o amadurecimento negado às mulheres
Pitangas Verdes, vencedor do concurso literário Vila-Labrador, aborda a violência estrutural e a responsabilidade precoce a que as mulheres são submetidas, e oferece outro caminho: o de imaginar
50 anos da declaração de Independência
Em 28 de Novembro de 1975, por meio Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente (FRETILIN), Timor-Leste declarou a sua independência após séculos do colonialismo português
O ataque à soberania chega à segurança pública
Dois grandes debates da sociedade brasileira parecem ter se cruzado no polêmico PL Antifacção: o combate ao crime organizado e os ataques à soberania nacional brasileira
A cruz, a cerca e o fuzil
A tese da Teocracia Agropastoril Miliciana alerta para um fato alarmante: a polícia brasileira está sendo catequizada para servir a Deus acima da Constituição
Porque bandido bom não é bandido morto
O caso de Paulo Alberto é mais do que uma tragédia pessoal. É o retrato de um país que aprendeu a conviver com a injustiça e a chamá-la de Justiça
O fardo do homem branco e os 134 anos do STF
A ausência de pessoas indígenas e negras nos debates públicos, nas instituições e no STF reforça a ideia e o estereótipo do homem branco, único “capaz” de estar à frente das instituições, de levar o fardo do Brasil nas costas. E o que isso tem a ver com o Supremo Tribunal Federal e a mais nova nomeação do presidente Lula, a terceira, para o maior cargo da Justiça brasileira? Tudo
Os caminhos para o Governo Federal implementar a Tarifa Zero universal no Brasil
É possível financiar a Tarifa Zero em todo o país? E, principalmente, quem pagaria a conta de um sistema universal?
A autora Vitória Gomes reflete sobre relações entre gênero, memória e colonialidade
Em entrevista, pesquisadora mostra como a exclusão das mulheres na história é uma política de dominação antiga e sistemática
Um filme que estará lá quando a gente voltar
O Agente Secreto, em sua intersecção entra a realidade da ficção e a ficção da realidade, apresenta-se como uma espécie de filme-arquivo sobre o estado de espírito de uma época, mas cujo espectro, para o bem e para o mal, ainda assombra o Brasil que conhecemos hoje

