Diplô Online
Resiliência não basta
O problema começa quando o desastre deixa de ser uma ruptura excepcional e passa a integrar o horizonte cotidiano
Brincar como política do cuidado
Quando uma criança deixa de brincar, não perde apenas uma brincadeira. Perde uma forma de existir
Os limites éticos e o custo humano do progresso científico
O avanço biomédico, muitas vezes cultuado como o farol da civilidade, esconde em seus porões atrocidades justificadas por uma lógica puramente técnica, gélida e desprovida de empatia
Newsletter
Cadastre-se para receber os conteúdos do Diplô
Mulheres como agentes da resiliência climática que deveriam estar no centro das decisões
O ponto não é trocar a imagem da vítima pela imagem da heroína. É entender que vulnerabilidade não é sinônimo de passividade
Uma obra feita em espiral
A poesia de Orides Fontela constrói-se por recorrências, deslocamentos e retornos. Longe de constituírem obras isoladas, seus livros formam um percurso marcado pela retomada de imagens, pela depuração da linguagem e pela reorganização contínua de um mesmo núcleo simbólico
‘Helianto’, de Orides Fontela
Texto inédito de orelha da Marília Garcia para nova edição do livro Helianto, publicado originalmente em 1973
Consciência, empreendedorismo e trabalho sem explorar trabalhador
O empreendedorismo costuma ser apresentado como uma história de inovação, crescimento e geração de riqueza. No entanto, por trás dos números e dos modelos de sucesso, existem trajetórias marcadas por desigualdades, disputas por espaço e diferentes formas de compreender o papel de uma empresa na sociedade
As cidades bolsonaristas
Uma análise do enraizamento do bolsonarismo em pequenos e médios municípios, mostrando como estruturas de poder local, desigualdade, patriarcado e ressentimento social transformam o voto em adesão faccional e alimentam o extremismo político no interior do país
Trump e a criação do modelo paleoconservador de projeção de poder
Uma “operação de polícia global” conduzida pelo Departamento de Justiça que substituiu o messianismo democrático neoconservador
A COP30, a Universidade e a Amazônia como horizonte de governança climática
A realização da COP30 em Belém reconfigurou o cenário político da governança climática global
A política externa dos EUA e a música como leitura do poder
A música política atravessa diferentes momentos históricos sem perder relevância interpretativa
Kast, Maduro, chacina do Alemão, política de segurança de Trump e o algoritmo
A violência ocupa um lugar central na história recente das sociedades latino-americanas, não apenas como fenômeno material, expresso em índices de criminalidade e letalidade, mas como experiência social permanente, mediada por discursos, imagens e afetos. Mesmo quando não vivida diretamente, ela se impõe por meio da mídia, do consumo cultural e da circulação incessante de narrativas que associam crime, medo e ordem pública
DI: delírio e intolerância
A retórica religiosa, como símbolo, é utilizada para escamotear conflitos que, em sua essência, continuam sendo disputas por poder econômico, político e cultural. O maior trunfo de Mamdani é ter conseguido ganhar a eleição de Nova York furando o império da grande mídia e do “dindim”. E as investidas de Trump têm por objetivo nos lembrar que, por enquanto, a América Latina ainda é o seu quintal
Jacques Fux: ‘Vejo que a literatura nasce da memória familiar, mas alcança um campo universal’
Em entrevista, autor fala sobre obras recém-publicadas, inteligência artificial e psicanálise
Nem cristão, nem judeu: quando Roma criou o aniversário de Jesus
Desde que Roma criou um aniversário para Jesus, a comemoração se espalhou pelos continentes, assumindo formas distintas, ora preservando elementos das culturas locais, ora simbolizando processos de sincretismo, a mistura entre tradições religiosas, rituais e imaginários distintos
A dimensão pública do presépio
Mais do que um símbolo religioso, o presépio é um dispositivo cultural, pedagógico e histórico cuja presença no espaço público revela tensões centrais do mundo contemporâneo
Educação, direitos humanos e o horizonte político de 2026
Às vésperas de 2026, a escola é convocada à defender a democracia enquanto suas instâncias de decisão são neutralizadas
‘O livro é uma metáfora da Argentina’, reflete a autora de ‘Os Sorrentinos’
Escritora convidada do mês de dezembro da Amora Livros conversou com o Le Monde Diplomatique Brasil sobre a criação de seu romance de estreia e sua tradução para o português, prevista para 2025
A insurreição da consciência, a arte e a liberdade de construir uma nova existência
Quando a política deixa de ser mediação e passa a ser captura, a sociedade é empurrada para a apatia ou para o desespero
Estado de sítio e golpe de Estado possuem longa relação no Brasil
Entre legalidade e exceção, a história do estado de sítio no Brasil revela como o instituto foi reiteradamente mobilizado em disputas de poder, ora para conter golpes, ora para legitimá-los – um passado que ajuda a compreender sua reaparição no entorno da tentativa golpista de 2022
A identidade branca como política de Estado
O projeto aprovado não é um equívoco técnico nem um debate legítimo sobre políticas públicas. É uma tomada de posição política clara em defesa da preservação de privilégios raciais historicamente construídos neste estado
A operação nos Complexos do Alemão e da Penha e seus impactos sobre a mobilidade urbana
A chacina do Alemão e da Penha expôs como operações policiais de grande letalidade desorganizam a vida urbana e aprofundam desigualdades, atingindo de forma desproporcional quem depende do transporte público
A história de Margot, cuidadora trans entre resistência e afeto
Num país que envelhece rapidamente e ainda carece de políticas sólidas para o cuidado, histórias como a de Margot revelam o que permanece essencial: a capacidade de ver o outro
Gasto público gera renda, não maior taxa de juros
A disputa em torno da dívida pública e da política fiscal no Brasil opõe visões radicalmente distintas sobre o papel do Estado na economia: de um lado, regras rígidas ancoradas na ideia de escassez; de outro, a compreensão de que o gasto público pode expandir a renda, a poupança e a própria base de sustentação da dívida
Opacidade dos trapos e da morte em ‘O Agente Secreto’
O Agente Secreto evidencia, assim, a divisão social do olhar. Quem é desaparecido e quem é visto morrendo; quem vira estatística e quem vira cena; quem é reduzido a rumor e quem ganha imagem nítida aberta em carne. É nesse contraste entre o que se dá a ouvir e o que se dá a ver que o filme finca seu gesto político mais incisivo
Sede abundante
A chamada “falência da água” é uma crise de alcance global: diversas regiões do planeta enfrentam a convergência entre limites naturais e escolhas humanas mal calibradas

