Diplô Online
Crise do capitalismo, rentismo e a obstrução da soberania popular
A crise estrutural do capitalismo ultraneoliberal, o avanço do neofascismo e a erosão democrática impõem urgência à análise. Este texto se propõe a uma leitura crítica de um processo histórico em aberto, marcado pela profunda contradição entre capital e trabalho, entre soberania popular e o poder absoluto das finanças. Ancorada na perspectiva marxista da totalidade, a análise compreende a crise em sua articulação entre economia, ideologia, política e cultura (estrutura e superestrutura). O recorte temporal, de janeiro de 2023 a 2025, examina a decomposição democrática após os atos golpistas, percebidos como sintoma de uma crise mais ampla
Legalismo autocrático: o caso de Minas Gerais, no Brasil
A blitzkrieg (guerra-relâmpago) nos interiores de Minas Gerais tende a aumentar, afinal, trabalhadores da COPASA não deixarão seus empregos morrerem em câmara lenta e se engajam em mais uma campanha intensa. O debate já chega em prefeituras e câmaras de vereadores – e quem é que vai requerer pedir voto?
Aline Bei: “quando uma presença se estabelece, uma outra ausência se torna presença naquilo, naquela relação”
Em Uma delicada coleção de ausências, a autora retoma a escrita poética e fragmentada que marcou sua estreia em O peso do pássaro morto, mas agora mergulha ainda mais fundo nas feridas silenciosas da memória, da perda e da herança familiar
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Amara Moira: ‘encontrei nos livros a acolhida que não tive em outras esferas da vida’
Autora de E se eu fosse puta e Neca: Romance em bajubá é a oitava entrevistada do especial do Le Monde Diplomatique Brasil
A precarização do nosso sistema de aposentadoria
Atualmente, um número alarmante de idosos continua trabalhando, não por escolha, mas por necessidade. Diante disso, como garantir dignidade a uma geração que envelhece à margem da proteção social?
Insurgências quânticas para uma tecno-alquimia da resistência
Este texto não é apenas reflexão filosófica nem manifesto tecnológico. É um chamado insurgente a uma nova consciência, necessária para um novo paradigma que ultrapasse o racionalismo instrumental e reinstaure o encantamento na máquina por meio de uma nova relação entre técnica, humanos e natureza, não antropocêntrica, e não utilitária
A construção de soberania em tempos de finança plataformizada
As dimensões da soberania, da eficiência, da inclusão e da difusão capilar do PIX no território brasileiro explicitam o reforço da posição de liderança do país no segmento das tecnologias informacionais bancárias e financeiras
As moradias-fortalezas dos ricos
Conseqüência direta de uma mutação demográfica (imigração), do desemprego e da exclusão social, surge, na França, uma nova elite urbana, que vive em verdadeiros ’bunkers’ para classe média alta: são os “guetos para ricos”…Hacène Belmessous
Cresce o peso militar na Indonésia
Facções islâmicas radicais vêm realizando uma série de atentados nas Filipinas e na Indonésia. A recente ação terrorista, que matou quase 200 pessoas em Bali, abalou o governo de Megawati Sukarnoputri, abrindo caminho para a volta dos generaisSydney Jones
Há 40 anos, a crise dos mísseis…
Quando George W. Bush parece decidido a atacar o Iraque – sem levar em conta as conseqüências – é bom lembrar que, há quarenta anos, em outubro e novembro de 1962, a crise dos mísseis de Cuba colocou a humanidade à beira de um confronto nuclearDaniele Ganser
A ofensiva contra o serviço público
Apesar de o balanço das privatizações ter se revelado negativo para os usuários no mundo inteiro, o governo francês anuncia a venda total ou parcial das poucas empresas públicas ainda existentes, entre elas a lucrativa Air France, a “jóia da família”Bernard Cassen
Por trás do mito chileno
Após duas décadas de governo democrático, o Chile é um país bem visto e respeitado no mundo inteiro. No entanto, o custo do sucesso econômico implicou na adoção de uma política de “justiça na medida do possível”, que engessou o progresso socialNira Reyes Morales
A difícil relação Igreja-Estado
O patriarca sempre se senta ao lado do prefeito nas cerimônias oficiais. O governo presta juramento sobre o evangelho. O Ministério da Educação responde pelos assuntos religiosos. Tantas realidades simbólicas explicam porque é difícil separar o Estado da IgrejaValia Kaimaki
O novo muro da vergonha
O governo israelense está construindo um muro – uma fortificação com arame farpado, espessura de oito metros de concreto e torres de controle a cada 300 metros – em torno da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental, encurralando, de forma definitiva, dezenas de milhares de palestinosMatthew Brubacher
Novas ameaças ao pluralismo da imprensa
O surgimento de informativos gratuitos na França tem provocado polêmica, mas o risco que eles representam para os jornais pagos é insignificante em relação ao representado pelo enfraquecimento do sistema de distribuiçãoMarie Bénilde
Mera propaganda?
Vários corredores interessam diretamente aos Bálcãs, mas somente o X (Décimo), que liga a Alemanha à Grécia através da Croácia e da Sérvia, parece destinado a um desenvolvimento rápidoJean-Arnault Dérens
Desilusões da "primavera" política
Com a libertação dos presos políticos e a promessa de respeitar os direitos civis, Bachar El Assad – filho do famoso líder sírio Hafez El Assad – deu início, há dois anos, à chamada “primavera de Damasco”. Mas as coisas não correram como se esperavaJudith Cahen
A guerra social
As desigualdades atingem proporções inéditas. Um terço da humanidade vive na miséria, 800 milhões sofrem de desnutrição, quase um bilhão de analfabetos, um bilhão e meio não tem acesso a água potável, dois bilhões não conhecem luz elétrica…Ignacio Ramonet
A obsessão "filo-americana"
Jean-François Revel é um abnegado. Membro da Academia Francesa, escritor e jornalista, com presença constante e contínua nos meios de comunicação, não baixa a guarda: é o paladino da defesa dos valores humanitários e generosos do capitalismoSerge Halimi
A “questão real”
Poucas vezes, em sua história, a Bélgica esteve tão perto de uma guerra civil quanto no período que se seguiu ao final da II Guerra Mundial. Dividido, o governo hesitava sobre a conveniência da volta do rei – Leopoldo III – ao trono. Foi a época da “questão real”Serge Govaert
Em nome do patrimônio mundial
A Organização das Nações Unidas para as Ciências, a Educação e a Cultura (Unesco) lança este mês uma campanha para a salvaguarda e proteção do patrimônio mundial. A lista de lugares e monumentos considerados “em perigo”, não cessa de crescerRoland-Pierre Paringaux
Paisagens antes da guerra
Indesejáveis para o regime turco, os curdos são tolerados pelo governo de Teerã (existem 10 milhões no Irã, quase 15% da população do país). Seu sonho é um só: que Bush bombardeie logo o Iraque para poderem voltar para sua terra…Michel Verrier
Correios em ritmo de mercado
Para adaptar os Correios europeus e fancesses a um “mercado cada vez mais competitivo”, seus dirigentes adotaram uma política que prevê privatização paulatina dos serviços. Para os funcionários, nada de ideologias e vigilância totalGilles Balbastre
Um santo fascista e depravado
Uma leitura da obra de José Maria Escrivã de Balaguer, fundador do Opus Dei, recentemente canonizado pelo papa João Paulo II, mostra as fantasias sexuais do homem que teve ligações estreitas com o general Franco, ditador fascista da EspanhaJuan Goytisolo
A redenção da "raça operária"
Em seu romance ’Travail’, Emile Zola expõe, numa narrativa sobre o movimento operário do final do século XIX, sua genialidade e suas contradições, oscilando entre uma admiração reverente por Fourier e o determinismo brutal do capitalismo incipienteAlain-Marie Carron
As raízes do nacionalismo
O nacionalismo norte-americano sempre oscilou entre um pragmatismo brutal e um idealismo retórico. O que aconteceria se as pessoas levassem ao pé da letra o caráter progressista da Declaração da Independência?Normal Birnbaum
A "questão real"
Poucas vezes, em sua história, a Bélgica esteve tão perto de uma guerra civil quanto no período que se seguiu ao final da II Guerra Mundial. Dividido, o governo hesitava sobre a conveniência da volta do rei – Leopoldo III – ao trono. Foi a época da “questão real”Serge Govaert

