Diplô Online
A dor da cor: a maior chacina da democracia brasileira e o Rio de Janeiro
Como uma megaoperação legitima a morte, ou mais ainda, as vidas que não podem ser consideradas ou perdidas, se não forem primeiro, consideradas como vida
Enquanto o mundo celebra o verde, o Rio respira cinzas
A contradição entre o discurso “verde” do Brasil às vésperas da COP30 e a realidade da violência racial nas periferias do Rio de Janeiro se evidencia nos massacres do Alemão e da Penha, que expõem como a necropolítica transforma vidas negras em alvos descartáveis. É preciso reafirmar: não há justiça climática sem justiça racial, nem sustentabilidade possível enquanto o Estado seguir devastando corpos e territórios
Amanhã a babá não trabalha
Nas coberturas à beira–mar, a vida segue, porque o sangue derramado não mancha o piso de mármore
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Por que, pelos critérios da ciência política, Lula está certo?
Confira a lista com oito motivos que explica o porquê a estratégia de Lula está alinhada a tendências identificadas pela ciência política
Amazônia, água, e a irresponsabilidade do Congresso Nacional brasileiro perante o futuro compartilhado do continente sul-americano
A aprovação pelo Congresso do PL 2.159/2021 facilitará a repetição de cada vez mais desastres como estes, e o mais grave: aproximará o Brasil de maneira irreversível do ponto de não retorno da Amazônia, algo que tem sido avisado há anos pela mais rigorosa ciência climática mundial
Quatro décadas até “A Morte da Natureza” no Brasil
O livro A morte da Natureza: mulheres, ecologia e a revolução científica está em lançamento pelas editoras Igrá Kniga e Expressão Popular por meio de uma campanha de financiamento colaborativo
A cultura como fator da realpolitik
A globalização insere-se no contexto contraditório de Estados-nação e processos político-econômicos supra-nacionais. Homogeneização e diferenciação caminham juntas. Mas que forma assumem a convergência da tradição cultural e as novas tecnologias?Constantin Von Barloewen
O novo "grande jogo"
A atual guerra alterou a lógica da competição estratégica na Ásia central. O comércio do petróleo e os projetos de oleodutos perderam parte da sua importância, enquanto as bases aéreas, os serviços de informações e o poder militar viram a sua aumentarVicken Cheterian
As controvérsias de Washington
Em oposição à política de Bush, há uma corrente que tem por alvo o Iraque e outros países árabes, origem dos homens de Bin Laden e de outros grupos terroristas. É, portanto, no Oriente Médio que os Estados Unidos devem travar e ganhar essa guerraPaul-Marie de La Gorce
O novo “grande jogo”
A atual guerra alterou a lógica da competição estratégica na Ásia central. O comércio do petróleo e os projetos de oleodutos perderam parte da sua importância, enquanto as bases aéreas, os serviços de informações e o poder militar viram a sua aumentarVicken Cheterian
Um panfleto contra a guerra
Autor de um texto proibido em 1917, o escritor Lucien Descaves, da Academia Goncourt, só publicou seu panfleto antibelicista, Ronge-Maille vainqueur, em 1920. Como La Fontaine, Descaves utiliza-se de ratos para instruir os homens. Abaixo, alguns aforismosLucien Descaves
Van der Keuken, cineasta solidário
Cineasta, fotógrafo, crítico e escritor holandês, nascido em 1938, Johan van der Keuken dirigiu cerca de 50 filmes em quarenta anos. Filmes de fusão ? fusão de mundos, fusão de corpos ? que nos lembram que “fazemos parte do mesmo tecido”Philippe Lafosse
A vida pregressa de Ariel Sharon
Sharon simplesmente decidiu aproveitar uma oportunidade “de ouro”, quando os olhos do mundo inteiro estavam fixos em Nova York e em Washington, para fazer “reinar a ordem” em Jenine: 13 mortos e cerca de 200 feridos, alguns em estado graveAmnon Kapeliouk
A esquizofrenia das Nações Unidas
Todo verão, a ONU reúne o Conselho Econômico e Social, do qual fazem parte o FMI e o Banco Mundial, que, através de suas políticas de ajuste estrutural, reduzem a zero, constantemente, os frágeis avanços em matéria de desenvolvimento humano obtidosJean Ziegler
A capitulação da ONU
Ao considerar os ataques de 11 de setembro “uma ameaça à paz e à segurança internacionais”, o Conselho de Segurança assume a confusão introduzida por George W. Bush e assina sua capitulação diante dos Estados UnidosMonique Chemillier-Gendreau
Uma onda macartista nos EUA
O governo Bush elaborou um plano tripartite para erradicar o terrorismo: além da criação do Departamento de Defesa do Território e dos milhares de interrogatórios e detenções em curso, o Congresso acaba de aprovar dispositivos liberticidasMichael Ratner
Um freio à especulação
Seis dias após os atentados de 11 de setembro ? e num cenário que se apresentava o pior possível para o mundo dos negócios ? a Bolsa de Valores de Nova York reabriu com um certo otimismo: o índice Dow Jones só caiu 7,13%Ibrahim Warde
A rede da Europa Oriental
No continente europeu, o espaço do tráfico de mulheres abrange países “fornecedores” (Rússia, Ucrânia e Romênia), países de trânsito (essencialmente os países da ex-Iugoslávia e a Albânia) e os países destinatários (Itália, Alemanha, França…)François Loncle
A história secreta da NSA
O autor de Body of Secrets consegue persuadir o leitor de que a agência nunca teve por vocação principal proteger os Estados Unidos de ameaças, mas promover a guerra enquanto instrumento político, minando os “direitos fundamentais” dos outros paísesNicky Hager
Lições e desvios da moral
A dívida em relação ao passado se impõe. Somos solicitados a honrar uma certa memória para que sejamos responsáveis por ela, porém o convite tende a metamorfosear-se em imperativo e a responsabilização em culpaSamuel Tomei
Uma memória de luto
O sentido conferido à morte no campo de honra, procurando torná-la tolerável e convertendo-a em um símbolo, obscureceu-se à medida que aumentou a distância em relação ao evento. Essa morte, atualmente, é vista cada vez mais como uma perda irreparávelCarine Trevisan
Uma guerra de religiões?
A utilização desordenada, como se fossem sinônimos, dos termos islã, fanatismo, terrorismo, fundamentalismo, integrismo e islamismo, suscita, no mínimo, a confusão; ou, na pior das hipóteses, um racismo antimuçulmanoEric Rouleau
Os números da indústria do sexo
No total, a prostituição mundial representa um faturamento anual de 5 a 7 bilhões de dólares (entre 13,7 e 19,2 bilhões de reais). Segundo a Interpol, uma prostituta renderia em média cerca de 250 mil reais por ano ao seu proxenetaFrançois Loncle
Regulamentaristas e abolicionistas
Na verdade, a exigência que reivindicam sobre “o direito fundamental de dispor de seu corpo” atende objetivamente aos interesses dos proxenetas, principalmente por não permitir às próprias prostitutas que se emancipem do mundo do crimeFrançois Loncle
Taliban, uma criação do Paquistão
No final da década de 70, em colaboração com os serviços secretos paquistaneses, a CIA e os países do Golfo levantaram bilhões de dólares e recrutaram milhares de voluntários que se juntaram aos mujahidin no AfeganistãoVicken Cheterian
Os alvos da guerra
À primeira vista a desproporção entre as forças dos dois adversários lembra a de um abismo. Trata-se, inclusive, de uma situação militar inédita, pois esta é a primeira vez que um império não declara guerra a um país, mas a um homem…Ignacio Ramonet

