Diplô Online
O custo ambiental de ocupar
Quando determinados empreendimentos passam a ocupar extensas áreas naturais, surge um questionamento inevitável: quais interesses prevaleceram para que essa ocupação se consolidasse e quais foram os custos invisibilizados durante esse processo?
Literatura, luto e finitude: Lilian Dias fala sobre os atravessamentos emocionais de seu novo romance
Obra da autora retrata a relação íntima entre um titereiro e seus bonecos enquanto revisita amores, perdas e a beleza da despedida
Por que a redução da maioridade penal no Brasil alimenta as engrenagens do crime organizado?
Diante de um sistema prisional falido e de facções criminosas hipertrofiadas, a redução pura e simples da maioridade penal surge não como solução de contenção, mas como um perigoso mecanismo de retroalimentação da própria violência urbana
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União Europeia promete refino local no Mercosul
Bruxelas e os países do Mercosul articulam parcerias estratégicas voltadas ao processamento local; o objetivo de fundo é quebrar a dependência de Pequim no refino de lítio e terras raras
Lei 14.701 e terras indígenas: a Justiça na trilha do Bem Comum
Não é justo que os povos indígenas continuem esperando pela demarcação e proteção de suas terras enquanto novos obstáculos prolongam uma dívida histórica do Estado brasileiro
Alguns pontos sobre a Lei Geral do Licenciamento Ambiental no Brasil (Lei nº 15.190/2025)
As emergências climáticas, impulsionadas pelas próprias ações humanas, refletem alterações no comportamento socioambiental que extrapolam os padrões historicamente observados, resultando na intensificação de eventos extremos
A Boiúna na Sorbonne
João de Jesus Paes Loureiro, homem que levou a Amazônia para o mundo, não porque a universalizou, mas porque nunca a traiu
Bambu é ativo ambiental invisível na Amazônia
Arquiteto Alejandro Luiz Pereira da Silva, criador do Instituto do Bambu, analisa o potencial da planta no enfrentamento das mudanças climáticas
Por que o número de mortes assusta, mas não a legitimidade de executar sumariamente moradores de favelas?
Não podemos aceitar nenhuma dessas mortes. Só matam mais de cem porque diariamente matam vários “uns” e nenhuma transformação concreta acontece
Quinhentos e oito anos depois de Lutero, ainda vendemos a fé?
A revolução religiosa continua, agora com novos pregadores, novos templos e novas controvérsias
O que acontece quando ouvimos as vítimas
Aqueles que detêm o poder intencionalmente não contam a história completa, para que, em vez de reconhecer a injustiça, você enxergue apenas a versão do opressor
A injusta guerra de narrativa sobre a chacina no Rio
Análise de cobertura do grupo Globo revela um alinhamento com o discurso oficial e ignora moradores que presenciaram a chacina mais letal da história do Brasil
Machado de Assis, Narcisismo e imortalidade
A medicina procura salvar vidas considerando que a vida tem muito mais valor do que a imagem, e foi com a ideia de salvar vidas que o médico Freud iniciou a psicanálise
Operação no Rio: uma chance para tirar da pauta as questões trabalhistas
A operação no Rio serviu para colocar de volta a extrema direita no debate público. O tema da violência urbana, do “bandido bom é bandido morto”, vem à tona para desviar a conscientização da classe trabalhadora sobre os temas que realmente irão resolver o problema da sua precarização
A chacina do Rio como clímax das narrativas da extrema-direita
A eficácia da Operação no sentido de combate ao crime foi nenhuma: o número dois do Comando Vermelho, alvo declarado, conseguiu escapar. A operação se mostrou uma tragédia em sua letalidade e um fracasso em seu objetivo declarado. Mas um sucesso de propaganda
O Rio, a Garota de Ipanema e a necropolítica
Os recursos do Estado devem ser usados com planejamento, inteligência e para buscar atingir os líderes e criminosos de “alto escalão” que atuam em toda a cidade em favor do crime organizado. Mas não é isso que se observa nos últimos anos na cidade do Rio de Janeiro. Há tempos o poder público promove várias ações semelhantes que não desmantelam as facções do crime organizado
O massacre da Penha e a necropolítica como política oficial do Rio de Janeiro
Um governo que aposta na morte como espetáculo e na brutalidade como política pública
Descolonizar o patrimônio comum: por uma ética compartilhada nas profundezas
Sob o pretexto de explorar o “patrimônio comum da humanidade”, o fundo do mar torna-se o espelho submerso da colonialidade global — e a América Latina, o seu possível lugar de resistência
Amazônia, entre o diálogo com o mundo e a urgência climática do século
O mundo precisa compreender que a Amazônia não é um vazio a ser ocupado, mas um território habitado
Cadê o dinheiro para o Clima?
A lógica colonial segue a mesma, o dinheiro não chega e a conta não fecha
A chacina fluminense e o estado permanente de guerra
No Brasil não temos pena de morte como mecanismo legal, mas existe uma autorização social, política e econômica para chegar nas favelas e regiões periféricas “atirando na cabecinha”
A dor da cor: a maior chacina da democracia brasileira e o Rio de Janeiro
Como uma megaoperação legitima a morte, ou mais ainda, as vidas que não podem ser consideradas ou perdidas, se não forem primeiro, consideradas como vida
Enquanto o mundo celebra o verde, o Rio respira cinzas
A contradição entre o discurso “verde” do Brasil às vésperas da COP30 e a realidade da violência racial nas periferias do Rio de Janeiro se evidencia nos massacres do Alemão e da Penha, que expõem como a necropolítica transforma vidas negras em alvos descartáveis. É preciso reafirmar: não há justiça climática sem justiça racial, nem sustentabilidade possível enquanto o Estado seguir devastando corpos e territórios
Amanhã a babá não trabalha
Nas coberturas à beira–mar, a vida segue, porque o sangue derramado não mancha o piso de mármore
A continuidade anti-capitalista entre Francisco e Leão XIV
Em vez da ruptura, Leão XIV propõe a continuidade anti-capitalista – uma fidelidade que se expressa não em slogans, mas em coerência espiritual e ética
Um retorno necessário na estrada da vida
O analfabetismo e a baixa escolaridade da população jovem, adulta e idosa ainda marcam a história deste país, que tendo proclamado a República em 1889, não tornou ainda republicana a garantia de direitos fundamentais, como o acesso à educação às pessoas pobres, pretas e periféricas
A esperança verde que vem de Belém
Realizar a conferência no coração da Amazônia é reconhecer que as respostas à crise climática passam pelos territórios e pelos povos que há séculos protegem a floresta

