No tempo das ilusões perdidas: Saúde e guerra
É preocupante que a Assembleia Mundial da Saúde deixará de lado a formulação de novas resposta a futuras pandemias.

É preocupante que a Assembleia Mundial da Saúde deixará de lado a formulação de novas resposta a futuras pandemias.
Como viver no país que luta para que não haja luto
O mesmo governo paulista que defende vacinas e se opõe ao governo Bolsonaro segue um roteiro perturbador quando o assunto é a retomada das atividades escolares presenciais, as reais condições de segurança sanitária nas escolas ou a efetividade do ensino remoto durante o período de suspensão das atividades presenciais
Pazuello, sem formação qualquer na área da saúde, assumiu o Ministério mais importante na pandemia porque era necessário que houvesse uma disposição, dentro de uma cadeia de comando, de respeitar a hierarquia e assumir os riscos em nome de um “projeto ideológico”, sem responder pessoalmente às consequências desses atos
No epicentro mundial da pandemia de Covid-19, trabalhadores em frigoríficos no Brasil podem ficar sem pausas de recuperação ao frio, medida mais importante de proteção à saúde no setor
Essa cegueira situacional levou o país a ser avaliado como a pior gestão pública do mundo na condução da pandemia
Insensatez negacionista do governo central, que atua contra o combate à pandemia, se dá por omissão ou por ação e é intencional, um programa de governo. A não aplicação efetiva e oportuna de políticas e medidas de contenção caracteriza a omissão. Por outro lado, esse mesmo governo adota ações contrárias ao combate da pandemia
A pandemia do novo coronavírus teve o condão de repor a questão da universalidade dos problemas mundiais e, nesse sentido, fazer renascer ou intensificar a tendência, também anterior ao problema atual, de desenvolvimento de novas percepções e perspectivas de compreensão e encaminhamento de solução para os problemas
A gestão da crise sanitária apoia-se na obrigação de cada um se proteger e proteger os demais, especialmente os “mais vulneráveis”. O governo francês apela ao altruísmo e, em caso de negligência, a punições. Mas esse chamado à responsabilidade revela uma incitação virtuosa ou um empreendimento de redefinição do cidadão?
O Brasil entrará em 2021 com aproximadamente 180 mil mortes ocasionadas pela Covid-19, a maioria nas periferias. Até novembro de 2020, entre 15 mil e 20 mil pessoas haviam morrido por causa da doença nas periferias paulistanas. Há um evidente entrelaçamento entre cidade, sociedade e pandemia. Pensar a cidade que queremos levando em conta o caos em que estamos é o desafio imediato que se coloca para os setores progressistas da sociedade e para moradoras e moradores das periferias
As principais autoridades políticas e sanitárias, às quais caberia a obrigação de formular políticas de controle, carrear recursos, viabilizar meios, gerenciar processos e coordenar ações, incorreram em sérios equívocos e omissões, numa sucessão de erros que resulta em sofrimentos, sequelas e mortes totalmente desnecessárias
A escola pública atende os segmentos populares, os filhos dos trabalhadores que, com a flexibilização da quarentena, precisam voltar ao trabalho. A “normalidade” econômica não pode ser produzida sem os trabalhadores e sem a escola que recebe seus filhos. Por isso, a abertura não está separada da flexibilização da quarentena. Ela é um de seus principais sustentáculos
No calamitoso cenário da América Latina e do mundo, como pode Cuba, enfraquecida economicamente e sob embargo, destacar-se de maneira tão exitosa?