O grande desfile de lágrimas
Chorar é o suficiente para dizer a verdade? Essa questão poderia explicar por que, em um período em que a mentira domina a vida política e as redes sociais norte-americanas, as lágrimas tenham inundado a cena

Chorar é o suficiente para dizer a verdade? Essa questão poderia explicar por que, em um período em que a mentira domina a vida política e as redes sociais norte-americanas, as lágrimas tenham inundado a cena
As primeiras escolhas de Joe Biden para postos-chave de sua administração (Relações Exteriores, Finanças, Meio Ambiente) ameaçam decepcionar quem espera mudanças profundas na Casa Branca. Entretanto, mesmo uma política pouco ambiciosa enfrentará muita resistência de um Partido Republicano que não sofreu a derrota que se esperava
A disputa interna dos democratas reflete o impasse da política partidária contemporânea
Para o Brasil, a vitória de Biden tem importância simbólica, política e econômica
A eleição presidencial nos Estados Unidos ocorre em um cenário extremamente polarizado. O pleito é visto por diversos analistas políticos, inclusive os escritores deste artigo, como uma batalha a ser travada por muitos cidadãos americanos pela retirada de um presidente com legado de ingerências na política exterior
A nomeação pelo presidente Donald Trump de uma nova juíza para a Suprema Corte dividiu os Estados Unidos, especialmente porque ela pode desempenhar um papel decisivo em caso de contestação dos resultados das eleições de 3 de novembro. E, por enquanto, nenhum dos dois campos parece disposto a aceitar uma derrota
A negligência de Donald Trump e Jair Bolsonaro diante da crise sanitária reforçou a ideia de que os “populistas” seriam hostis à ciência, particularmente a médica. A história dos Estados Unidos e a do Canadá lembram o contrário: os populistas lutaram para democratizar o saber e a saúde, enquanto as corporações de médicos trabalham para reservá-los aos ricos
Derivada do grego kakistos (superlativo de “mau”) e kratos (“poder”), a palavra significa “o governo dos piores”. Inventada no século XVII para descrever a ascensão política de cidadãos menos qualificados ou menos escrupulosos, ela ganhou um novo fôlego com as eleições de Donald Trump e Jair Bolsonaro
Sob demagogos como Trump, Bolsonaro, Erdoğan, Narendra Modi e Viktor Orbán, vivemos em um momento no qual a violência estatal, a repressão generalizada e uma onda de ilegalidade e crueldade contra aqueles considerados descartáveis se tornaram a marca registrada de uma política fascista atualizada
O processo de impeachment de Donald Trump começou a tramitar em janeiro no Senado, enquanto, a partir de 3 de fevereiro, iniciam-se as primárias que devem definir seu adversário nas eleições presidenciais de novembro. Ambos os eventos são dominados por suas ações, comentários e personalidade. Contudo, se alguns democratas têm como único programa combatê-lo, outros veem bem mais longe
Hillary Clinton recentemente acusou Tulsi Gabbard, parlamentar democrata candidata nas prévias para as eleições presidenciais de 2020, de ser uma agente russa… É nesse clima que o Congresso iniciou um processo de impeachment contra o presidente Donald Trump. Uma conversa dele com seu homólogo ucraniano serve de prova de acusação