Retratos de um Partido Republicano fragmentado na CPAC
Evento revelou fidelidade inabalável a Trump, mas deixou de fora outros republicanos de vulto

Evento revelou fidelidade inabalável a Trump, mas deixou de fora outros republicanos de vulto
Aborto, educação, justiça penal, acolhida aos imigrantes: à medida que os diversos estados do país adotam decisões opostas conforme sejam republicanos ou democratas, uma questão não sai da cabeça dos dois campos: vale a pena agir de forma obstinada para fazer coexistir estados tão desunidos?
Bolsonaro e Trump nunca tiveram a intenção de corrigir os problemas relacionados à desigualdade econômica e à exclusão política crescentes em seus respectivos países, mas sim se valer destes para se locupletar com base na promoção de um salvacionismo mais que tudo auto interessado
Tensão entre sionismo e neonazismo também está na base do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, que inspira o presidente brasileiro.
Como a relação histórica da política externa dos EUA para a América Latina se relaciona com o posicionamento brasileiro no que diz respeito à crise da Covid-19?
Caso o Brasil se mantenha afinado com a agenda da direita internacional e privilegie esse alinhamento, em detrimento da subordinação explícita adotada, até então, em relação aos Estados Unidos – o que parece provável –, a discrepância entre o posicionamento dos dois países produzirá ruídos irreconciliáveis neste momento
As reações que a invasão do Capitólio por partidários de Donald Trump em janeiro ainda provoca e a vontade deste de seguir ditando os rumos do Partido Republicano parecem indicar que o ex-presidente continua obcecando a imprensa. Esse jogo perverso envenena a vida pública norte-americana há cinco anos
Novo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden afirmou logo de início sua vontade de reconciliar um país dilacerado, rompendo ostensivamente com a herança de seu predecessor. Concretizar esses dois objetivos será delicado, pois republicanos e democratas se odeiam e a amargura paranoica de uns conforta as tentações disciplinadoras de outros
No entanto, quando os direitistas norte-americanos se indignam com isso, sentimo-nos quase tentados a perguntar-lhes: não foram vocês e seus pensadores de Chicago os responsáveis pela ideia de que o poder público não deve reprimir o poderio das empresas nem a fortuna de seus proprietários, legitimados a seu ver pela livre escolha dos consumidores? Pois bem, hoje vocês próprios se tornaram vítimas desse “populismo de mercado”.
Tendência é abandonar a produção nos países onde se buscava incentivos fiscais e arrocho dos direitos trabalhistas e voltar a instalar montadoras nas sedes das empresas
O presente texto faz parte da segunda fase da série de artigos do Grupo de Pesquisa “Discurso, Redes Sociais e Identidades Sócio-Políticas (DISCURSO)” na qual realiza-se a análise dos porta-vozes dos discursos científico e negacionista ao lidar com a pandemia da Covid-19 a partir da análise de discursos desenvolvida por Laclau e Mouffe. Dessa forma, neste artigo será analisado um dos principais porta-vozes internacionais do discurso negacionista sobre a pandemia: Donald Trump, presidente dos Estados Unidos da América até finais de 2020.
Devemos considerar essas instâncias de poder, no âmbito dos estados, como expressão da democracia? Em vista da repetida incapacidade de Washington aprovar um orçamento, seria tentador responder que sim. Mas, em compensação, a margem de manobra deixada para os cinquenta membros da Federação contribui para silenciar vozes dissidentes e enfraquecer a representação democrática