Europa
Por alguns bilhões a mais
No momento em que a crise dos subprimes sacudia os EUA, entrava em vigor uma norma europeia para desregulamentar o mercado financeiro em nome da concorrência. Graças a ela, os bancos desenvolvem “plataformas opacas” nas quais as ações trocam de mãos a toda velocidade e sem qualquer tipo de controle
A quem serve o Banco Central Europeu
Alheio a deliberações democráticas, o Banco Central Europeu precisa encarnar o objetivo da estabilidade monetária, a qual conduziu a zona do Euro para a beira do abismo. Entretanto, a crise reforçou o poder do BCE a ponto de, às vezes, a sorte dos assalariados do Velho Continente parecer ser jogada em FrankfurtFrançois Ruffin|Antoine Dumini
Os laboratórios da esquerda italiana
A partir dos anos 80, a Itália passou por mudanças: grandes indústrias foram decompostas em pequenas empresas, sindicatos cada vez mais divididos e desconectados dos partidos políticos. Desintegrado, o movimento operário perdeu aquilo que era sua força. Com a globalização, os novos trabalhadores ficaram sós e sem vozFrancesca Lancini
O que os russos pensam de 1917
Segundo a mídia e os manuais escolares, a experiência comunista não teria passado de um intervalo assustador. Essa não é a opinião, de acordo com estudos sociológicos, dos cidadãos russos. Um certo apego à revolução de outubro persiste, e até se reforça, apesar do esquecimento e da propaganda
Espanha, quando os escritores se engajavam
Quais escritores estão se mobilizando em favor da Palestina? Esse silêncio perturbador – com notáveis exceções – marca uma ruptura com a longa tradição de engajamento que floresceu na Guerra Civil Espanhola. Na época em que Malraux, tal como Hemingway, Bernanos e Mauriac se levantaram contra Franco
O nasserismo na história do Egito
1952-1972: qual é, ao término deste período, o balanço da revolução dos Oficiais Livres egípcios, dois anos após a morte de Nasser e quando El Sadat introduz uma mudança pró-EUA? Além da época e sua fraseologia, como não pensar nisso em 2011? A história se constroi em profundidade, a longo prazo…
O 4 de agosto de 1789, a abdicação dos riscos
As dinâmicas revolucionárias às vezes se apoiam em alianças surpreendentes. Assim, nada predispunha os deputados reunidos em 1789 a derrubar um sistema secular de dominação. Como os representantes da nobreza e do clero, incitados pelos delegados do Terceiro Estado, acabaram abolindo os privilégios?
Os caminhos da liberdade
As revoltas árabes se propagaram da Tunísia ao Egito e em seguida ao conjunto do mundo árabe. Nenhum país foi poupado e, apesar das dificuldades, um período sombrio começa a dissipar-se
O que muda com o despertar árabe
Após um longo período de imobilismo, o mundo árabe saiu da letargia. Os movimentos de contestação, que não pouparam nenhum país, afetam também os equilíbrios regionais e internacionais. E incidirão no futuro do conflito Israel-Palestina
A Otan na engrenagem Líbia
Em abril de 2011, um mês após os primeiros bombardeios, a operação anti-Kadafi na Líbia – sucessivamente franco-britânica, depois norte-americana e finalmente endossada pela Otan – estagnou-se diante da resistência do regime e do amadorismo da insurreição
E a desregulamentação continua…
Desde 2010, graças à desregulamentação, metade das transações financeiras da Europa aconteceram por vias opacas. “Percebemos que não somos mais capazes de cumprir nossa tarefa fundamental de supervisionar os mercados financeiros”, admitiu Jean-Pierre Jouyet, presidente da Autoridade dos Mercados Financeiros da FrançaPaul Lagneau-Ymonet

