E na Argélia, para onde vai o dinheiro?
Com o aumento dos preços do petróleo, a Argélia acumulou um verdadeiro tesouro de guerra

Com o aumento dos preços do petróleo, a Argélia acumulou um verdadeiro tesouro de guerra
O fim do regime de Muamar Kadafi confirma a força das revoltas no mundo árabe, mas ainda há muito o que fazer na construção da paz. O Conselho Nacional de Transição, que promete eleições, precisará desmontar um a um os pilares do regime e aprender a trabalhar com as tribos que tiveram papel decisivo na vitóriaPatrick Haimzadeh
Enfrentamentos recentes entre sunitas e alauitas em Homs expuseram os riscos de guerra civil na Síria. Entretanto, a maioria dos manifestantes rejeita tais desvios e reclama por democracia. O poder reafirma querer reformas profundas, mas a sua credibilidade está minada pela violência da repressãoAlain Gresh
No contexto das revoltas árabes, o referendo de 1º de julho sobre a Constituição marroquina permitiu ao rei Mohammed VI exibir ao menos uma ilusão de democracia. Mas um olhar sobre Marrakech, cidade transformada pelo jet-set parisiense em uma nova Saint-Tropez, ilustra de forma crua as desigualdades que rondam MarrocosAllan Popelard e Paul Vannier
A crise econômica iniciada em 2008, o acidente nuclear de Fukushima e as revoltas populares no mundo árabe convergem para um questionamento do capitalismo mundial. Apesar das diferenças que guardam entre si, os três grandes acontecimentos que agitam o mundo revelam de maneira gritante os limites de uma mesma lógicaDenis Duclos
Assim como a resistência nacionalista árabe na Síria do século XX, a atual sublevação popular é marcada pelo lugar que a mesquita ocupa nas mobilizações, pelo papel motor da juventude e de setores sociais economicamente em crise ou distantes da capital, e pela participação das mulheresM. Zênobie
O “despertar árabe” inflamou os movimentos de protesto no Iêmen e precipitou a divisão das estruturas de controle do Estado. A juventude atiçou o fogo da revolta nas cidades. Nesse momento, nada pode dissimular a força das aspirações e a extensão das transformações provocadas pelo levanteLaurent Bonnefoy|Marwan Bishara
Muito apreciados pelos jovens telespectadores, os canais de entretenimento árabes veem triunfarem suas estrelas da música que esbanjam sensualidade, enquanto num canal vizinho pregadores carismáticos se destacam como os porta-vozes de um islã soft. E essas audiências não são nem um pouco estanques…
O que até agora era chamado, com desdém, de “a rua árabe” se transformou em “povo”, mesclando todas as classes sociais e todas as faixas etárias. Será essa uma nova “Primavera Árabe”, esperada há tanto tempo, desde a vitória sobre as forças coloniais britânicas e francesas?Samir Aita
O que até agora era chamado, com desdém, de “a rua árabe” se transformou em “povo”, mesclando todas as classes sociais e todas as faixas etárias. Será essa uma nova “Primavera Árabe”, esperada há tanto tempo, desde a vitória sobre as forças coloniais britânicas e francesas?Georges Corm
Serge Halimi
No espaço de semanas, o mito da passividade dos povos árabes e da sua inaptidão à democracia voou em estilhaços pelos ares. Pela primeira vez desde os anos 1970, não se poderá mais analisar a geopolítica sem levar em conta, ao menos parcialmente,as aspirações de povos e países que voltaram a ser donos do seu destino.Alain Gresh