Diplô Online
América do Sul vive rotina de estados de exceção
A nova onda da exceção expressa o meio que os governos lidam com os anseios frustrados de suas populações e com o poder do crime organizado
Roberto DaMatta e a atemporalidade da sua obra
Na visão do pensador, o carnaval não simboliza ou personifica algo individual, mas é um “ritual-chave” que se manifesta coletivamente. Não é uno, mas pelo uno, manifesta sua universalidade. No espaço do carnaval conquistamos a inversão social, viramos a mesa, obtemos a suspensão momentânea das estruturais sociais hierárquicas e da desigualdade econômica, adquirindo uma liberdade temporária
A importância do Conaquei para tornar a qualidade da Educação Infantil um compromisso nacional
É fundamental atuar diariamente, em parceria com as redes públicas, escolas e educadores, para consolidar uma visão sistêmica da Educação Infantil, na qual cuidado e educação sejam indissociáveis. Isso significa superar a lógica restrita à oferta de vagas e infraestrutura, garantindo uma prática pedagógica que promova, de fato, o desenvolvimento integral das crianças
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A política externa dos EUA e a música como leitura do poder
A música política atravessa diferentes momentos históricos sem perder relevância interpretativa
Kast, Maduro, chacina do Alemão, política de segurança de Trump e o algoritmo
A violência ocupa um lugar central na história recente das sociedades latino-americanas, não apenas como fenômeno material, expresso em índices de criminalidade e letalidade, mas como experiência social permanente, mediada por discursos, imagens e afetos. Mesmo quando não vivida diretamente, ela se impõe por meio da mídia, do consumo cultural e da circulação incessante de narrativas que associam crime, medo e ordem pública
DI: delírio e intolerância
A retórica religiosa, como símbolo, é utilizada para escamotear conflitos que, em sua essência, continuam sendo disputas por poder econômico, político e cultural. O maior trunfo de Mamdani é ter conseguido ganhar a eleição de Nova York furando o império da grande mídia e do “dindim”. E as investidas de Trump têm por objetivo nos lembrar que, por enquanto, a América Latina ainda é o seu quintal
Jacques Fux: ‘Vejo que a literatura nasce da memória familiar, mas alcança um campo universal’
Em entrevista, autor fala sobre obras recém-publicadas, inteligência artificial e psicanálise
A Rússia e a China na guerra contra o Ocidente
É preciso observar como o movimento imanente da economia chinesa vai reagir frente às consequências políticas e econômicas do conflito na Ucrânia. A integração da China à economia global impedirá Pequim de ajudar a Rússia?
A dupla dinâmica migratória não é contemplada pelo governo brasileiro
Paralelamente ao êxodo dos ucranianos, há um movimento considerável e ainda pouco visível dos russos e belarussos saindo de seus países com medo das repressões e da insegurança econômica e política provocada por ações do governo Putin e pelas extensas sanções ocidentais
Os conflitos “ignorados”
Atualmente existem, aproximadamente, 28 países que estão passando por conflitos armados nos continentes africano e asiático. Mas, não vemos a mesma cobertura da mídia para a crise de refugiados que eles geram, como vemos com a Ucrânia
A indústria de semicondutores na guerra contemporânea: as sanções dos EUA
Para compreendermos a política dos EUA relativamente à Rússia e à China, é preciso associar os aspectos da guerra que se vinculam ao lado comercial da indústria de semicondutores com a inserção destes países na indústria global
Bitcoin: a utopia tecnocrática do dinheiro apolítico
Confira resenha do livro de Edemilson Paraná, Bitcoin: a utopia tecnocrática do dinheiro apolítico (Autonomia Literária, 2020)
O calcanhar de Aquiles das democracias autoritárias
A prisão de Julian Assange é uma resposta institucional de blindagem de um status quo marcado pelo agudo conflito entre segredo incondicional e revelação escandalosa. O WikiLeaks – fundado por Assange – vazou centenas de documentos que comprovam a morte de civis por soldados norte-americanos em diferentes guerras, entre outros documentos considerados secretos pelo governo dos EUA
A guerra na Ucrânia, as outras e a saúde global
Conflito e doenças andam dolorosamente juntos em diferentes conflitos espalhados pelo mundo, não só na Ucrânia. Eles são muito menos visíveis do que no cenário europeu, centro mundial do capitalismo, mas não menos importantes
Ofuscamentos das tensões pelo fetiche estatal na guerra da Ucrânia
A fetichização tem predominando e até substituído a realidade na determinação das relações sociais e das visões de mundo. Estas idealizações estão longe de constituir a totalidade dos mecanismos utilizados pelos capitais – e pelos Estados nacionais como seus porta-vozes – em sua marcha expansionista
Por que, para o realismo internacional, é compreensível o que Putin está fazendo?
É possível compreender o que Vladmir Putin está fazendo sob a perspectiva da teoria realista das relações internacionais – o que não implica aprovar suas ações ou muito menos torcer para que deem certo. Nesse caso, parte-se do princípio de que o Sistema Internacional é formado por Estados que atuam conforme interesses próprios, visando única e exclusivamente à sua segurança nacional
A Ucrânia, os direitos humanos e o cinismo Ocidental
O que mais chama a atenção é a reação desproporcional à invasão russa. Não há dúvida que uma invasão é um fato deplorável e com consequências terríveis para a população. Contudo, vale a pena lembrar que invasões e guerras já foram e são praticadas pelo EUA e seus aliados e em nenhum desses casos a UE ou Washington se dispôs a colocar sua máquina política e econômica para impedir massacre e violações dos direitos humanos de palestinos, por exemplo
Nova velha ordem internacional e as interpretações da invasão
O que motiva mudança no relacionamento entre as nações, ou o ordenamento das relações internacionais não é, de fato, a superação da situação de conflitos, mas a natureza dos conflitos em sua expressão real
Russofobia e “choque de civilizações”
O conflito assume inequívocos traços russofóbicos, expressos não apenas nas sanções econômicas e políticas, mas sobretudo naquelas de caráter cultural. Essas retaliações se voltam não apenas contra o Estado, mas também contra a totalidade da população russa
Não existe desastre natural
Após as chuvas que assolaram Petrópolis em fevereiro, republicamos artigo clássico do geógrafo Neil Smith, o qual reflete sobre a naturalização da catástrofe social evidenciada por um evento natural de grandes proporções
Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos não utiliza verba disponível para o combate à violência de gênero
Com a menor verba dos últimos quatro anos, os recursos voltados ao combate da violência contra a mulher também passam por execuções mais baixas do que os valores autorizados e atraso nas remessas aos estados e municípios.
Acabar com o agronegócio para destruir o capitalismo
O fortalecimento da agroecologia – que deve contar inclusive com incentivos do Estado e suas políticas públicas – é o caminho para o início de uma possível revolução social
As guerras e a produção da vida nua
O conceito de vida nua é pertinente para a análise de fenômenos contemporâneos como esses que estamos vivendo atualmente, que utiliza um estado de exceção como política de governo
Debate sobre a Ucrânia apaga papel do capitalismo no conflito
Uma Ucrânia próxima ao Ocidente fornece vantagens incomparáveis aos Estados Unidos e ameaça os interesses dos produtores russos. Já uma Ucrânia dominada pelo Kremlin daria controle total à Rússia sobre a própria rota de gasodutos
Governo e Congresso na contramão do meio ambiente
O primeiro semestre de 2022 pode deixar em escombros o nosso ordenamento jurídico ambiental.
Resistências e re-existências: mulheres, território e meio ambiente
Confira resenha do livro Resistências e re-existências: mulheres, território e meio ambiente, organizado por Elisangela Paim Soldatelli e lançado em 2021 pela Editora Funilaria e pela Fundação Rosa Luxemburgo
Proteção ambiental da Mata Atlântica
Das estratégias políticas para combater o desmatamento localmente, devemos nos perguntar qual é a mais eficaz e adequada para nós como indivíduos: o voto, o lobby ou a conscientização da comunidade?

