Diplô Online
Apaxes: Luta, resistência e permanência no carnaval de Salvador
O Carnaval de Salvador é como um espaço onde economia, cultura e identidade se entrelaçam, evidenciando como a festa, além de movimentar bilhões e atrair multidões, também é palco de disputas simbólicas sobre memória, representação e pertencimento
Energia, petróleo e a narrativa das guerras modernas
A história ensina que, do domínio do fogo às disputas contemporâneas pelo petróleo, a energia nunca foi apenas um recurso: sempre se configurou como instrumento de poder, de expansão e de imposição da ordem
O mito do desenvolvimento nacional e o PL 2780 dos minerais críticos
Ao privilegiar a extração e a transformação primária desses recursos, o Brasil, por meio do BNDES, se posiciona não como produtor de tecnologia ou de bens de maior valor agregado, mas como fornecedor de insumos para as cadeias industriais de outras partes do globo
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Coimbra e Juiz de Fora: a crônica de uma catástrofe anunciada
Em fevereiro, Coimbra e Juiz de Fora, cidades situadas em lados opostos do mundo, enfrentaram desastres ambientais semelhantes
Reforma tributária e educação: o risco de transferir a conta às famílias
A reforma tributária é necessária diante da complexidade do sistema atual, que gera insegurança jurídica, litígios bilionários e ineficiências econômicas
Mais mulheres no poder é questão de democracia – e de proteção à vida
Quem decide as políticas de proteção a meninas e mulheres ainda são majoritariamente os homens
Desastres climáticos no verão não são mais surpresa: são o resultado da negligência política
Com impactos cada vez mais previsíveis no verão brasileiro, a crise climática exige transformar compromissos internacionais em políticas públicas de adaptação e mitigação feitas com antecedência, não apenas respostas emergenciais
Um país de muitas fomes
Enfrentar a fome hoje é um pressuposto ético e exige a adoção de medidas urgentes, acompanhadas de medidas de efeitos de médio e longo prazo
O que esperar do Chile este domingo?
A convergência e juventude podem e têm que fazer história neste domingo. Pois, ao contrário, o resultado significará um país que desperdiçará uma década, comprometendo uma geração inteira frente ao desafio de mudar a injusta realidade socioeconômica da maioria da população
No país do agro, estoques estratégicos de alimentos viram coisa do passado
O dramático derretimento dos estoques públicos, uma tendência iniciada ainda em 2013, acentuou-se no período Temer e chega ao ápice do desmonte no governo atual.
Por uma agricultura da vida no campo e na cidade
Após décadas de industrialização da agricultura, a maior parte das áreas agrícolas do Brasil está ocupada com grandes extensões de monoculturas transgênicas envenenadas, e o agronegócio segue devastando a terra, a natureza, comunidades e modos de vida
Na contramão mundial, Brasil insiste em desvalorizar manufatura
A baixa competitividade no cenário internacional, a perda de complexidade e a desindustrialização acarretam no aumento da vulnerabilidade e dependência de fornecedores estrangeiros
Esquerda não é sinônimo de comunismo
O comportamento do presidente Jair Bolsonaro e seus seguidores assemelha-se ao que observamos na Teoria da Securitização, desenvolvida pela Escola de Copenhagen, em que temas que não deveriam constar na pauta de segurança nacional são incluídos deliberadamente com fins escusos
Direitos humanos no Brasil: balanço e perspectivas
O governo brasileiro vem desmontando as poucas políticas públicas existentes de combate à violência de gênero, à LGBTfobia, ao racismo e a outras formas de preconceito contra grupos que não se enquadrem no padrão dominante
“Um segundo mandato de Bolsonaro é muito perigoso para a segurança climática”
No Dia Internacional dos Direitos Humanos, Marina Silva nos relembra os marcos e retrocessos da política ambiental no Brasil e faz um panorama da COP26. A ex-ministra do Meio Ambiente destaca três fatores-chave que ameaçam à democracia e à segurança climática do Brasil: a constante protelação de responsabilidades, o atual modelo de desenvolvimento e o mandato do presidente Jair Bolsonaro
2021, presente!
A tragédia se torna ainda mais dramática graças aos desastres do atual governo, o que era esperado, mas não na dimensão que tomou quando combinado com a pandemia
A escravatura atual chama-se fome
O colonialismo aqui iniciou em 1500 com a invasão portuguesa e, como Estado e como nação, seguimos desqualificando as questões estruturais responsáveis pela fome e o sofrimento social do povo
Entre a emergência e a radicalidade
“Eu acho que o que caracteriza minha trajetória é o ativismo”. Assim Jurema Werneck se apresentou quando questionada como gostaria de ser identificada neste artigo. A entrevista, prevista para durar até 40 minutos, ganhou ares de conversa e se estendeu por quase uma hora e meia, via plataforma online. Durante este tempo, falamos sobre um amplo conjunto de temas, passando pela agenda de direitos humanos no Brasil e caminhos para a superação de alguns – e não poucos – desafios para a sua implementação: “A gente tem que voltar aos tempos radicais”.
O emergir de uma nova diplomacia
O que a pandemia ensinou e como podemos nos preparar para os próximos anos?
Quando se fala de linguagem neutra, não é de linguagem neutra que se fala
Aquilo que muitos entendem como ‘natural’ na língua pode ser uma convenção, como no caso do masculino genérico. Leia artigo de Jana Viscardi sobre como a língua também figura como um espaço de disputa de poder
A participação popular na repressão soviética
Resenha do livro Terror e democracia nos tempos de Stálin: a dinâmica social da repressão, de Wendy Z. Goldman
O retrato da educação e a reforma do ensino médio
Na rede pública, mais da metade dos estudantes (53,5%) utiliza apenas celular para as aulas, enquanto na rede privada são 16%. Outro dado importante é que 50,2% de estudantes da rede privada possuem em casa até três equipamentos (computador, celular e impressora), contra apenas 11,6% da rede pública
Como fazer um país amar a morte
No Brasil, ao lado de uma biopolítica neoliberal que faz viver e deixa morrer, estamos diante de uma necropolítica que faz morrer e deixa morrer, a qual se desenvolve por meio de diferentes práticas e dispositivos que contam com apoio de várias camadas da população
A nova lei antiterrorista
Uma agenda que não deve tardar, mas que falhará (e muito) na preservação da democracia
Roosevelt e Biden: para além de um “touro de ouro”
O governo norte-americano mantém uma espécie de política industrial constante, que vincula o fortalecimento do seu mercado interno e a organização do processo econômico
O racismo ambiental e climático nas favelas do Rio
A crise ecológica não afeta todos de maneira igual. Da mesma forma que grupos vulnerabilizados são alvos do uso desproporcional da força por agentes policiais, também são os que mais sofrem com os impactos das mudanças climáticas e da crise ecológica, sobretudo em função do racismo ambiental e climático
Não há perspectiva de normalidade para quem sempre esteve na barbárie
Ainda que parte da sociedade esteja vislumbrando um horizonte de retorno com o avanço da vacina, há nessa volta uma verdade invisibilizada: não há perspectiva de normalidade para quem sempre esteve na barbárie. A pandemia nas prisões acumulou – e segue amontoando – incontáveis violações de direitos básicos.

