Diplô Online
Um ensaio literário sobre o desejo em Rede de pescar ossos
Segundo romance de Martha Lopes parte da ficção para compor uma espécie de pesquisa literária sobre desejo, maternidade e relações sociais
Por que a geração dos 30 anos não alcançou o padrão de vida dos pais?
O trabalho deixou de funcionar como ponte segura entre o esforço educacional e a estabilidade e passou a operar como filtro que reserva as posições melhores a quem já dispõe de recursos anteriores
Por que a primeira infância deve estar no centro do planejamento urbano?
Pensar cidades a partir das necessidades das crianças pequenas não é uma pauta restrita à infância, mas uma estratégia de desenvolvimento que beneficia toda a sociedade
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A morte nas pontas
No Brasil, “qualidade” virou o nome bonito para políticas que decidem quem importa
Avanço da direita e declínio da democracia
Os regimes democráticos, dominados por uma elite política e econômica, foram em geral incapazes de atender às necessidades da maioria da população, que se tornou presa fácil de fake news e do discurso religioso, principalmente evangélico
A gramática normativa oprime ou liberta?
A gramática estuda o sistema prioritariamente a partir de parâmetros formais. A linguística estuda o sistema prioritariamente a partir de parâmetros funcionais
Pesquisas eleitorais, liberdade científica e os riscos da regulação metodológica
Até que ponto o Estado pode regular a metodologia de pesquisas sem comprometer a liberdade científica, a inovação metodológica e o próprio direito à informação?
Em nome do pai
O ato do dia 1º de março não foi um ato gigante, mas foi emocionalmente intenso. Nas observações de protestos, também é significativo prestar atenção nos discursos e nos símbolos que ali circulam
O Irã na reconfiguração estratégica do Oriente Médio
O que está em jogo é mais amplo: a configuração do equilíbrio regional e a limitação das margens de projeção estratégica iraniana em um sistema internacional em reacomodação
Mochilas cor-de-rosa cobertas de sangue: quando a infância vira alvo
Há princípios que deveriam permanecer inegociáveis, mesmo em tempos de guerra: não se atacam crianças. Não se bombardeiam escolas. Hospitais não são alvos. Combatentes feridos têm direito a tratamento médico. Jornalistas devem poder circular com segurança para cumprir seu trabalho
Entre o clarão dos mísseis e o apagão do Sistema Internacional: a escalada militar no Oriente Médio
A algoritmização da morte e a política de guerras preventivas transformam crises regionais em riscos globais
8 de março em tempos de antifeminismo: por que radicalizar as lutas feministas?
Como algumas mulheres podem negar que o simples fato de nascermos mulheres já nos coloca em uma posição de desigualdade estrutural?
Violência de gênero e a nova fronteira técnico-científica na Amazônia
Os números, consolidados por diferentes métodos de pesquisa, evidenciam a persistência de violações sexuais enraizadas em desigualdades estruturais, apontando a urgência de medidas de proteção à infância e à adolescência
Depois do carnaval: a ressacada da complexidade tributária
A regulamentação da reforma tributária inaugurou um novo ciclo no sistema de tributação sobre o consumo no Brasil, guiado pelos princípios da cooperação federativa e da justiça tributária. No entanto, a transição para esse novo modelo ainda convive com práticas herdadas do antigo regime, capazes de comprometer os avanços prometidos pela EC nº 132/2023
Unidade para derrotar a extrema direita
O desafio da nossa geração está nítido: precisamos barrar o avanço da extrema direita e derrotar o fascismo no Brasil e no mundo
A misoginia do campo psicanalítico no divã: uma convocação
Do jovem analista de unhas pintadas, blusas floridas, desconstruído, que usa saia ao velho burguês com sotaque de gringo, as histórias são de arrepiar
A importância de uma super federação de esquerda no Brasil
Derrotar a extrema-direita e avançar com a democracia brasileira
Qual a cor do teu feminismo?
Quantas vezes defendemos sororidade, mas nos calamos quando a denúncia envolve raça?
Meu irmão, meu amigo, meu camarada… Manoel Neto!
A herança escravocrata, de racismo estrutural, o processo discriminatório e racista de civilização nos trópicos, o racismo que mata, desde sempre, no Brasil! Foi isso que matou Manoel
O ser, o tempo e a civilização: reflexões sobre a liberdade e o direito
Entre o indivíduo e a coletividade, entre a liberdade existencial e as exigências da vida social, o direito se afirma como instância mediadora por excelência
Quando já não se trata de curar
Cuidar é um ato profundamente humano – e inevitavelmente político
Deslocamento urbano, trabalho e a jornada que não aparece no contracheque
A jornada territorial não atinge todos da mesma forma. Ela obedece a uma hierarquia de classe que se materializa no espaço urbano
Manoel Rocha Neto, o racismo estrutural te matou e isso dói profundamente
É preciso fazer algo urgentemente para evitar mais dores à população negra e mestiça. O assassinato de Manoel pelos/as racistas dói, não somente para sua família biológica, mas para todos e todas que lutam por igualdade racial e justiça social
As cadeiras de plástico e a semiótica do comum nas artes
A arte traz consigo a tarefa de provocar uma nova distribuição dos espaços materiais e simbólicos
O Decreto nº 12.600/2025 e o futuro do patrimônio indígena
Este artigo analisa os impactos territoriais, arqueológicos e jurídicos associados à política hidroviária prevista no Decreto nº 12.600/2025, com foco na bacia do Tapajós e nos povos indígenas potencialmente afetados. Parte-se da hipótese de que a transformação do rio em corredor logístico estratégico produz uma reconfiguração normativa do território, tensionando direitos constitucionais e colocando em risco patrimônios materiais e imateriais vinculados à presença indígena histórica na região
Para resistir aos abusos das Big Techs, precisamos de “santuários da atenção”
As transformações impulsionadas pelas big techs avançaram em ritmo muito mais acelerado do que a capacidade de nossas instituições e da própria cultura de assimilá-las e regulá-las. Para enfrentá-las, será necessário construir novas formas de ação coletiva, em todas as escalas da vida social – da esfera interpessoal à cultural e à política
Por uma aceitação radical da diferença
Dialogando com as reflexões de Erving Goffman sobre estigma e desvio, até que ponto a chamada normalidade é um dado da natureza – e não uma construção social que transforma diferença em doença, incômodo em diagnóstico e singularidade em algo a ser corrigido ou excluído?

