Diplô Online
Uma proposta de paz na Palestina e muitas desconfianças
Os crimes de Israel serão varridos para debaixo do tapete, mas essa não é a pior notícia. A nova proposta de Trump para a “paz” na Palestina anima alguns líderes mundiais, mas chega tarde e é recebida com grande desconfiança pelos palestinos
Healing Fiction, ancestralidade e crítica social: uma conversa com a autora nipo-brasileira Verônica Yamada
Em Tempos Amarelos, a autora reflete sobre sobrecarga de trabalho e traumas familiares no mundo contemporâneo
Androides Sonham com Coca-Cola e Metanol?
Os recentes casos brasileiros de intoxicação por bebidas alcoólicas são o retrato de práticas comerciais e sanitárias bastante negligentes ou até predatórias, que parecem assolar o mercado. Frente a situação, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) de São Paulo, comentou em um tom de “brincadeira” infeliz que “No dia em que começarem a falsificar Coca-Cola, eu vou me preocupar”. A verdade, governador, é que grandes empresas agem com falsidade ou omissão a muito tempo
Newsletter
Cadastre-se para receber os conteúdos do Diplô
Uma política pública para o presente e o futuro das periferias brasileiras
Faz sentido pensar que a população tem direito a acessar a uma cidade mais organizada, bem planejada, em que suas demandas sejam escutadas e suas necessidades cidadãs sejam observadas?
O futuro imposto
As dinâmicas estruturais que definem a configuração sociopolítica do Brasil e seus limites para a construção de um projeto de desenvolvimento capaz de superar o atraso, a dependência e a desigualdade; apontando a dimensão feminina como chave para um futuro civilizado. Por um lado, temos uma interrogação múltipla: qual é o futuro que vem sendo “imposto” desde a era colonial? Continuará inalterável em relação ao seu paradigma dominante? E no nível meta-político, existe alguma alternativa de vivenciarmos um futuro de país que não seja “imposto”, ou seja, através de uma conciliação que priorize os interesses da sociedade?
Micheliny Verunschk: ‘escrever é parte indissociável de quem sou’
Autora de livros como O som do rugido da onça e Caminhando com os mortos é a sexta entrevistada do especial do Le Monde Diplomatique Brasil
Somente nos cinemas
Em A menor das tempestades, novo livro de Josoaldo Lima Rêgo, a estética elucida tempos ásperos
Na Bienal do Livro, um roteiro alternativo
Debate sobre literatura periférica e um punhado de editoras, universitárias e semi-artesanais, valem a visita. Aí persiste o encanto de uma feira que foi indispensável — mas chega aos 40 anos um tanto decadente e deselegante. Talvez por apostar no gigantismo, e se render à lógica de mercadoEleilson Leite
Palavra 42
Hóspedes do vento
Ergueu-se, abriu os braços, não sabendo como saudá-los senão assim, camisa aberta, arreganhado, ele Neno, ele total, a mangueira repleta
Aqui
Perdendo Heitor
Noites que ela guardaria pelo cheiro do cigarro, da terra batida das estradas furtivas, do desodorante impreciso que ele passava, e, por fim, de muito usá-la, aprová-la, repeti-la, ele a tinha declarado única, nunca conhecera carne, cheiro melhor
Aqui
Tantas palavras
Quase ri dessa idéia absurda, outra que me cruzava o pensamento sem que eu soubesse de onde nem por que ela vinha. Mas me contive a tempo diante de um par de olhos que pareciam estar levando bem a sério a aventura
Aqui
O assassino bossa-nova
Espalham rapidamente as fotografias anteriores na mesa e decidem onde colocar a moça. Ela já está com um vestido longo, azul, semelhante aos usados na virada para os anos sessenta
AquiRodrigo Gurgel
Hóspedes do vento
Ergueu-se, abriu os braços, não sabendo como saudá-los senão assim, camisa aberta, arreganhado, ele Neno, ele total, a mangueira repletaChico Lopes
Praias, pandeiros e limoncelos
As primeiras notas foram facilmente reconhecidas. E todos entraram juntos no refrão de No Woman No Cry. Todos, menos o próprio violeiro, que ficou novamente pelo caminho, mais estático que a Vênus de MiloDaniel Cariello
Tantas palavras
Quase ri dessa idéia absurda, outra que me cruzava o pensamento sem que eu soubesse de onde nem por que ela vinha. Mas me contive a tempo diante de um par de olhos que pareciam estar levando bem a sério a aventuraLuiz Paulo Faccioli
O assassino bossa-nova
Espalham rapidamente as fotografias anteriores na mesa e decidem onde colocar a moça. Ela já está com um vestido longo, azul, semelhante aos usados na virada para os anos sessentaMarco Polli
Perdendo Heitor
Noites que ela guardaria pelo cheiro do cigarro, da terra batida das estradas furtivas, do desodorante impreciso que ele passava, e, por fim, de muito usá-la, aprová-la, repeti-la, ele a tinha declarado única, nunca conhecera carne, cheiro melhorChico Lopes
Bom senso e bom gosto
Segundo fórum regional de debates sobre o Plano Nacional de Cultura volta a atrair — agora em Fortaleza — centenas de produtores. Participantes sugerem reduzir o peso do eixo Rio-São Paulo, expressam posições divergentes sobre direitos autorais e questionam sentidos da Lei RouanetMarília Arantes
O petróleo e o tempo
Estaremos ricos, com a descoberta dos imensos campos de petróleo do “pré-sal”? Ficarão para trás os problemas da falta de recursos financeiros? Tudo dependerá de decisões políticas que serão tomadas nos próximos meses. Questão crucial: que ritmo de exploração atende aos interesses da sociedade?André Ghirardi
A História nas sombras da Cultura
Em meio às discussões das diretrizes do Plano Nacional de Cultura em Fortaleza, Márcio Porto, diretor do Arquivo Público do Ceará, denuncia o desprezo com que documentos históricos vem sendo tratados e a História negligenciada nas discussões da Cultura.Marília Arantes
Um portal de papel
Solaris é uma revista-portal que não pode ser encontrada em livrarias ou nas bancas – porque ela é mais uma ação viral que uma publicaçãoFábio Fernandes
A traição da pátria e outras suposições literárias
Os escritores estrangeiros são recebidos aqui ? e não há diferença se bem ou mal: eles são sempre mais importantes ? com um tipo de sorriso bastante comumRenata Miloni
As histórias da história de Biafra
“Meio sol amarelo”, de Chimamanda Ngozi Adichie, põe a história da tragédia de Biafra no mapa da geração GoogleMarina Della Valle
Palavra 41
Notas sobre contos machadianos
Nem tudo da farta produção de Machado de Assis, quase uma centena e meia de narrativas breves, merece ser lido
Aqui
A traição da pátria e outras suposições literárias
Os escritores estrangeiros são recebidos aqui ? e não há diferença se bem ou mal: eles são sempre mais importantes ? com um tipo de sorriso bastante comum
Aqui
Um portal de papel
Solaris é uma revista-portal que não pode ser encontrada em livrarias ou nas bancas – porque ela é mais uma ação viral que uma publicação
Aqui
As histórias da história de Biafra
“Meio sol amarelo”, de Chimamanda Ngozi Adichie, põe a história da tragédia de Biafra no mapa da geração Google
AquiRodrigo Gurgel
Notas sobre contos machadianos
Nem tudo da farta produção de Machado de Assis, quase uma centena e meia de narrativas breves, merece ser lidoDavid Oscar Vaz
“Sérgio nunca estaria conformado. Por isso, identifico-me com ele”
Miguel Coyula, diretor de um dos dois filmes que estão surgindo a partir de Memórias do Desenvolvimento, explica como a obra dialoga com romance de Desnoes. Para cineasta, personagem principal expressa o sentimento — entre anárquico e apático — de sua geração diante da revolução cubanaIana Cossoy Paro
Memórias do Desenvolvimento será dois filmes
Dirigida por Miguel Coyula, obra homônima ao romance está focada em Sérgio, personagem principal, que surge como alguém existencialista e desconforme. Já O pai, a filha e o desconhecido, de Lorenzo Regalado, baseia-se na relação entre Sérgio e a filha que ele descobre ter em CubaIana Cossoy Paro
"Sérgio nunca estaria conformado. Por isso, identifico-me com ele"
Miguel Coyula, diretor de um dos dois filmes que estão surgindo a partir de Memórias do Desenvolvimento, explica como a obra dialoga com romance de Desnoes. Para cineasta, personagem principal expressa o sentimento — entre anárquico e apático — de sua geração diante da revolução cubanaIana Cossoy Paro
Palavra 40
Ficção e ensaio
Em Philip Roth, como em J. M. Coetzee, a arte não redime nem consola
Aqui
Jornada antiépica
Na saga de Serapião Filogônio encontramos ecos de aventureiros arquetípicos, como Odisseu e Enéas
Aqui
Jean Grosjean, dois poemas
Enquanto a paisagem se reduz ao essencial, estes poemas nos falam dos movimentos interiores do “eu”, de suas hesitações
Aqui
Aquém do enigma
Pela terceira vez, teria de construir uma existência nova a partir de uma que já era inteira. Não que rejeitasse o desígnio. A esse ponto, já fervilhava o desejo de demolir noção atrás de noção, invadir uma a uma as camadas da outra vida, superar as definições reduzidas em nome da interminável descoberta
AquiRodrigo Gurgel
Jean Grosjean, dois poemas
Enquanto a paisagem se reduz ao essencial, estes poemas nos falam dos movimentos interiores do “eu”, de suas hesitaçõesPablo Simpson

