Diplô Online
Da escola ao hospital: que São Paulo está em disputa?
O que os programas de Tarcísio e Haddad revelam sobre trabalho, proteção social e o papel do Estado
Narrativas que decidem antes de nós
A indústria cultural e a ausência de pensamento crítico facilitam a aceitação de discursos autoritários em períodos eleitorais. É necessário resgatar o sentimento e a arte como ferramentas essenciais para interpretar o mundo antes que as narrativas decidam por nós. A síntese entre razão e emoção é o único caminho para uma cidadania plena e consciente
O evangelho segundo Vorcaro
Nesse evangelho às avessas, os discípulos não abandonam seus bens para seguir o mestre; aproximam-se justamente porque há bens, influência e possibilidades circulando ao redor dele
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A gramática da catástrofe e o fim do mundo
De que mundo estamos falando quando falamos do fim do mundo?
O direito de mutilar: debilidade, capacidade, deficiência
Leia com exclusividade o início do prefácio de ‘O direito de mutilar: debilidade, capacidade, deficiência’, de Jasbir K. Puar. O livro será lançado no sábado, 29 de agosto, pela Crocodilo Edições, na Tarântula, livraria e espaço de arte, na Faca Peluqueria
Como a “santidade política” virou poder para Michelle Bolsonaro em 2026
Como Michelle Bolsonaro mobiliza publicamente a ideia de “santidade política” na arena brasileira durante 2026, ano marcado pelas disputas eleitorais?
Qual o futuro da Filosofia no Brasil?
A marginalização da Filosofia como disciplina ou modus vivendi não é algo novo, mas um processo de exclusão política, pedagógica e cultural proposital, consciente, dos poderes públicos, tendo como objetivo subliminar seu alcance crítico na sociedade. Uma sociedade sem a capacidade de pensar por si, de ter um pensamento próprio crítico, é mais fácil de manipular e controlar ideologicamente
Imperialismo e a crise da imaginação
Em contextos de crise internacional, reaparecem velhas respostas travestidas de pragmatismo. Diante do acirramento de conflitos, da instabilidade geopolítica e do enfraquecimento das promessas de segurança global, soluções baseadas na ampliação do poder militar voltam a ser apresentadas como inevitáveis e racionais
Autismo: a chave da sobrevivência humana?
O transtorno do espectro autista (TEA) costuma ser tratado ora como patologia, ora como desvio a ser corrigido. No entanto, pesquisas científicas recentes vêm tensionando esse enquadramento, ao compreendê-lo como uma forma de neurodivergência relacionada à própria dinâmica evolutiva humana e profundamente influenciada pelo ambiente
Feminicídio virou rotina no Brasil
O feminicídio é a expressão mais extrema do machismo estrutural que organiza a sociedade brasileira. Ele nasce da desigualdade nas relações de poder, da cultura da posse, da naturalização da violência doméstica e do silenciamento das mulheres
Para onde foram as mobilizações pela educação pública?
Sob a lógica do teto de gastos e das prioridades fiscais, os investimentos públicos passam por uma seleção política que raramente é neutra. No campo da educação, essa dinâmica tem produzido um deslocamento sistemático de recursos da educação básica para o ensino superior, aprofundando desigualdades sociais e consolidando a precarização da escola pública como parte de um projeto neoliberal mais amplo, com impactos diretos sobre a democracia
Nega Pataxó entregou o seu peito à lança: a impunidade do crime do Invasão Zero na Bahia
Dois anos depois, a memória de Nega Pataxó não se organiza apenas em torno da violência de sua morte, mas em torno daquilo que ela continua a produzir. Sua última imagem – o corpo estendido no pasto, o maracá ainda erguido – não é apenas vestígio da violência, é um acontecimento que desloca e instaura sentidos
Imperialismo sem civilização
O imperialismo sem civilização também se manifesta por meio do que podemos chamar de encontros imperiais. O mundo contemporâneo já não é estruturado por um único centro hegemônico capaz de impor sua narrativa universal, mas por zonas de fricção onde diferentes projetos imperiais (antigos e emergentes) se cruzam, se sobrepõem e se confrontam
Um lobo com fome de literatura
Lobo Mau com dor de dente concilia fundo e forma, de modo que o projeto gráfico, assinado pelo próprio autor, não é meramente ilustrativo, mas conta a parte da história que o texto “engoliu”
A engenharia gramatical do texto
O ensino de gramática ocupa um lugar central na educação linguística e tem sido, ao longo da história, objeto de intensos debates teóricos e metodológicos. Este artigo analisa as principais características das perspectivas tradicionais e críticas do ensino gramatical, bem como suas implicações pedagógicas
O Trumpismo do grande irmão do Norte e as veias abertas da América Latina
Caracas, 03 de janeiro de 2026! Data histórica em que as veias abertas da América Latina voltaram a sangrar. O grasnido de morte voltou a ecoar pelas terras da mátria latina! O Big Stick mais pesado e mortal do que nunca, agitado por um hipócrita ancião belicoso com alma de cowboy! Que reivindica tudo a sua volta, como seu grande quintal!
Quem lucra com a mentira sobre as saídas temporárias?
O pânico não nasce dos fatos. Nasce da manipulação cirúrgica deles. Entre o fetiche pela vingança e a segurança real, o Brasil escolhe o conforto do erro
Os ataques dos EUA à ordem de segurança global e os desafios para o Brasil
As ações do novo governo Trump não deixam dúvidas sobre a intenção de atingir fortemente os pilares da ordem internacional criada no pós-guerra, em especial o multilateralismo global, representado pela ONU, e o sistema de segurança, caracterizado pela institucionalização do poder de veto das potências nucleares no Conselho de Segurança
Democracia e esgotamento
O livro Tempos de Exceção – ensaios sobre o contemporâneo (Editora Cosmos, 2025) foi escrito por Brunno Almeida Maia
Soberania inuit, terras raras e o “Domo de Ouro” na fratura entre EUA e União Europeia
Os inuit sabem que a briga não é por um “pedaço de gelo”, como alega Trump. O que está em disputa não é a paisagem branca, mas o que ela esconde. A Groenlândia abriga vastas reservas de terras raras, metais críticos indispensáveis para a transição energética, a indústria digital e a economia de baixo carbono
O dia que nunca pensamos que chegaria
A um mês do julgamento no STF do caso Marielle e Anderson, Brasil encara a possibilidade histórica de romper um ciclo de impunidade
Janeiro Branco e o chamado à saúde mental coletiva em um mundo de assimetrias
No que a violência estrutural se conecta com a saúde mental coletiva?
Memorial Brumadinho: memória e luta por justiça sete anos após a tragédia
O Memorial é um espaço de empatia, de presença e de educação. Um lugar que afirma que a vida deve estar acima do lucro, dos dividendos e dos interesses econômicos. Um espaço que guarda com dignidade os segmentos corpóreos das pessoas que morreram de forma violenta no rompimento da barragem em Brumadinho, Minas Gerais; poupando os familiares da violência de serem chamados repetidas vezes ao IML para receber partes de corpos
Entre sombras e permanências: quando a pobreza cai, mas permanece
A queda recente da pobreza sugere avanço social, mas a leitura desagregada revela a persistência das desigualdades raciais e de gênero
Por que o ICE deve ser compreendido como terrorista?
A morte de Good é um exemplo extremo de como agências federais com poderes amplos e vagamente delimitados podem empregar força letal contra populações civis sem responsabilização transparente – e de por que qualquer cidadão sensato afirma que essas agências operam de maneiras que aterrorizam comunidades
Produção de desigualdade cognitiva: o desafio da inteligência artificial para a educação
A rápida difusão da inteligência artificial tem sido apresentada como um destino tecnológico incontornável. No campo educacional, porém, seu avanço está longe de ser neutro ou inevitável: suscita cautela, alarme e disputas profundas sobre seus efeitos formativos. Embora o discurso dominante celebre a IA como instrumento de produtividade e democratização do conhecimento, uma análise histórica e sociológica revela um risco distinto e mais profundo: a inauguração de um novo regime de desigualdade, menos visível e mais radical
Sete livros para entender a Amazônia escritos por autores da região
Os sete livros apresentados neste texto servem como introdução aos estudos regionais e levantam tanto velhas quanto novas problemáticas: o capitalismo internacional, o movimento indígena, a cosmologia ancestral, a colonização, a devastação ambiental, a relação entre ideias e sociedade e o colonialismo interno

