A importância de lutar pela esperança mesmo em tempos de autoritarismo bizarro
A esperança no ano novo torna-se uma forma de reconhecer a natureza incompleta do presente e abre a possibilidade de “esperançar” por um outro futuro

A esperança no ano novo torna-se uma forma de reconhecer a natureza incompleta do presente e abre a possibilidade de “esperançar” por um outro futuro
Será preciso uma guerra mundial para que a grande mídia audiovisual francesa questione os candidatos à eleição presidencial de 10 de abril sobre sua política externa? Enquanto a insistência nos limites provocados pela globalização se torna uma obsessão, o tratamento dispensado a outros países não para de se degradar – tanto em tempo como em qualidade
Os europeus, alarmados com uma possível intervenção russa na Ucrânia, são os grandes ausentes das negociações abertas entre Moscou e Washington. Alinhando-se com os Estados Unidos, Paris e Berlim levaram a Rússia a tratar diretamente com os norte-americanos e fizeram o Velho Continente voltar a ser o terreno de enfrentamento entre duas potências
Enquanto desde os anos 1990 o Brasil era visto como um contribuidor para a governança global, com todas as tensões e dificuldades implicadas nesse processo, hoje há consenso entre os países democráticos de que estamos à margem do processo de construção de normas globais, de mecanismos de resolução de conflitos e do provimento de bens públicos internacionais
Essa nova correlação de forças da geopolítica mundial levou, anos depois, ao fortalecimento de setores neofascistas que chegaram ao poder em diversos países, como os EUA com Trump, Brasil com Bolsonaro, e Polônia, Hungria no leste europeu, além da Ucrânia. No mesmo caminho, encontramos a Turquia, a Índia, as Filipinas, entre outros.
Na Alemanha, o progresso eleitoral dos ecologistas e sua provável participação na próxima coalizão vão mudar a política externa do país? Na França, assim como no outro lado do Reno, exercícios de poder anteriores já colocaram em questão a primazia dada pelo programa desse grupo político à busca pela paz por meio da diplomacia
A instrumentalização da ambígua Lei de Segurança Nacional parte necessariamente de uma manipulação das funções do Estado de Direito, por desconsiderar completamente a leitura constitucional que deve sempre antever qualquer interpretação legal
Milícias vigiam as fronteiras, grupos organizados perseguem comportamentos “imorais”, patrulheiros solitários substituem forças políticas “sobrecarregadas” ou “frágeis demais”: em todo o mundo, pessoas tomam a justiça nas próprias mãos em nome de uma concepção em geral reacionária da lei, uma prática estimulada e amplificada pelas redes sociais
O Tribunal Permanente dos Povos (TPP) chegou ao Brasil para julgar o crime de ecocídio contra o Cerrado e a ameaça de genocídio cultural dos povos indígenas e comunidades tradicionais. Nessa entrevista, Gianni Tognoni e Simona Fraudatario, do TPP, falam sobre histórias de sessões passadas e comentam conquistas concretas para os povos cujas vozes o Tribunal ajudou a amplificar