Novembro 2021

Edição 172

R$ 18,00Comprar

PLASTICIDADE FRANCO-ALEMÃ

Enfim, a Grécia volta a ser exemplar

Edição 172 | Grécia

EDITORIAL

Austeridade às favas!

Edição 172 | Brasil

ENTENDA A POLÍTICA DO GOVERNO BOLSONARO PARA O BIOMA

O passo a passo da destruição da Amazônia

Edição 172 | Brasil

No primeiro dia de governo, Bolsonaro editou MP para reorganizar os órgãos da Presidência e os ministérios. No segundo, um decreto reformulou a estrutura e as competências do Ministério do Meio Ambiente, desfazendo algumas das principais estruturas e atribuições da pasta. Iniciava-se, assim, o pesadelo da destruição sistemática e incessante das principais bases da política socioambiental brasileira


FRAUDES E TRAGÉDIAS

Empresas do ouro enriquecem, indígenas padecem

Edição 172 | Brasil

Ao contrário do que apregoa o discurso do governo federal, o garimpo ilegal praticado nas TIs não é atividade exclusiva de uma massa de homens pobres que enfrentam a floresta em busca de sobrevivência. É, na verdade, um empreendimento empresarial que envolve uma gama de atores altamente capitalizados


SITUAÇÃO ATUAL, DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

O setor florestal madeireiro na Amazônia e em Mato Grosso

Edição 172 | Brasil

A exploração ilegal de madeira tem sido, historicamente, a porta de entrada para a expansão agropecuária na região amazônica, com a abertura de estradas para acesso às florestas seguida da ocupação e desmatamento ao longo dessas vias, que são em grande maioria ilegais


MAIS ALÉM DA GUERRA CAPITALISTA CONTRA A VIDA

A Amazônia, apesar do Brasil

Edição 172 | Brasil

Muito se tem dito em defesa da Amazônia, mas já se ouviu o que os povos amazônicos têm a dizer sobre isso? Essa problematização nos indica duas ideias deste ensaio: o modo como Brasil produziu historicamente formas de encobrimento da Amazônia e o modo como os povos amazônicos, apesar de toda a violência, construíram um legado teórico e político que nos oferece outros horizontes de sentido para a vida no planeta


EM GLASGOW, UMA ÚLTIMA CHANCE PARA LIMITAR A CATÁSTROFE?

Clima, uma conferência em busca do tempo perdido

Edição 172 | Brasil

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 26), iniciada no fim de outubro, procura traduzir em fatos o acordo assinado em Paris em 2015. Para limitar as consequências de um aquecimento já em curso, cada país deve se comprometer a reduzir drasticamente suas emissões de gases do efeito estufa nas próximas três décadas. As procrastinações do passado não permitem otimismo


COM O CRESCIMENTO DAS REDES SOCIAIS, UM FENÔMENO MUNDIAL

A era dos autoproclamados justiceiros

Edição 172 | Mundo

Milícias vigiam as fronteiras, grupos organizados perseguem comportamentos “imorais”, patrulheiros solitários substituem forças políticas “sobrecarregadas” ou “frágeis demais”: em todo o mundo, pessoas tomam a justiça nas próprias mãos em nome de uma concepção em geral reacionária da lei, uma prática estimulada e amplificada pelas redes sociais


SETE CANDIDATOS PRESIDENCIAIS PRESOS DESDE JUNHO

Na Nicarágua, uma eleição sem oposição

Edição 172 | Nicarágua

Washington faz questão de reiterar regularmente: nenhum país latino-americano está imune às manobras dos Estados Unidos. O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, acredita que a ameaça justifica a prisão de representantes da oposição, mesmo daqueles que não simpatizam com o imperialismo norte-americano. Para o líder sandinista, a prioridade absoluta é manter a presidência


LIÇÕES DA DERROTA NO AFEGANISTÃO

Menos tropas, mais drones

Edição 172 | EUA

Ao completar a retirada das tropas norte-americanas do Afeganistão, o presidente Joe Biden mostrou que não cederia às pressões dos “falcões”. Não é mais o momento de posicionar efetivos militares em guerras de longa duração. Isso não significa que os Estados Unidos estejam se inclinando em direção ao pacifismo. Longe disso…


“MINORIA-MODELO” ENFRENTA A RETÓRICA ANTICHINESA

Em Nova York, patrulhas comunitárias protegem Chinatown

Edição 172 | EUA

Tendo chegado sem um tostão e conseguido ascender socialmente, os asiáticos que vivem nos Estados Unidos encarnam o sonho norte-americano. Dizem que trabalham duro, são brilhantes na escola, mas também discretos e dóceis. Por trás desses estereótipos, contudo, esconde-se uma sociedade fragmentada e assombrada pela multiplicação de ataques de ódio desde o início da pandemia


EX-COLÔNIA ESPANHOLA VIVE “FRANQUISMO TARDIO”

Guiné Equatorial, uma ditadura esquecida

Edição 172 | Guiné Equatorial

Membro da Organização dos Produtores de Petróleo Africanos, a Guiné Equatorial enfrenta seu oitavo ano de recessão. O país sofre com a corrupção endêmica organizada pela família do ditador Teodoro Obiang Nguema, no poder há 42 anos. Na Espanha, antiga potência colonial, a complacência com o regime começa a diminuir


MAIS DE US$ 1 TRILHÃO INVESTIDOS POR NORTE-AMERICANOS NA CHINA

Pequim usa as finanças para atacar Washington

Edição 172 | EUA

A entrada da China na Organização Mundial do Comércio, em 2001, foi facilitada pela esperança dos Estados Unidos de que a liberalização econômica do país levaria à “abertura política”. Vinte anos depois, é exatamente o contrário: a desregulamentação serve a Pequim, que se apoia nas transnacionais norte-americanas para se opor às tendências protecionistas da Casa Branca


O MITO DA MERITOCRACIA

Um elevador sempre em manutenção

Edição 172 | Mundo

Em geral concentrado no círculo social que envolve as elites, o debate sobre meritocracia tem um ponto cego: a sorte do um terço da população menos escolarizada. Diferentemente dos anos 1960, quando a correlação de forças era favorável aos operários, hoje em dia é quase impossível projetar um futuro sem um título. Seria essa uma das fontes da indignação popular?


A TERCEIRIZAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS, PONTO CEGO DO DEBATE ELEITORAL NA FRANÇA

Quando o Estado paga para desaparecer

Edição 172 | França

Redigir leis, convocar mesários para as eleições, encomendar máscaras, organizar campanhas de vacinação… Cada vez mais as responsabilidades do serviço público são confiadas a consultorias, como a McKinsey. O custo dessa transferência, contudo, está excluído do debate público, assim como a perda do know-how do serviço público


IMPRENSA E CONVENIÊNCIA

E se Assange se chamasse Navalny?

Edição 172 | Russia

Recordemos a comoção internacional provocada pela tentativa de assassinato do advogado Alexei Navalny: outro adversário corajoso do poder, outro denunciante que o Estado ameaça e persegue, mas detido num cárcere russo, e não numa prisão londrina. Tudo se passa como se sua oposição ao presidente Putin houvesse tornado Navalny mais “humano” que Assange, também ele dissidente, mas do “mundo livre”


HISTÓRIAS EM QUADRINHOS

Geração mangá

Edição 172 | França

É um triunfo absoluto. Desde que o mangá começou a se tornar conhecido na França, há aproximadamente três décadas, ele não parou de prosperar e de se diversificar. Se o país de Asterix é o segundo “consumidor” mundial do gênero – atrás do Japão –, ele desenvolve pouco a pouco um processo de criação específica


RESENHAS

Miscelânea – Resenhas

Edição 172 | Brasil