Como parar o fascismo?
Até agora, as pessoas não votaram pelo fascismo ou pela privação de direitos sociais, mas pelo desejo de combater a insegurança e proteger a frágil precariedade alcançada

Até agora, as pessoas não votaram pelo fascismo ou pela privação de direitos sociais, mas pelo desejo de combater a insegurança e proteger a frágil precariedade alcançada
A contradição começa com o fato de que Jair Bolsonaro, líder dos que promoveram a barbárie, afirmava que os direitos humanos seriam o “esterco da vagabundagem”. Diante disso, cabe a pergunta: seus apoiadores integram essa “vagabundagem”?
O desmatamento tem por finalidade tentar vender a área como se fosse legítima, o que dificulta a reversão da grilagem da terra. Este caso demonstra os impactos do agronegócio da soja sobre o meio ambiente e sobre comunidades camponesas, indígenas e quilombolas. Confira a seguir capítulo do livro Direitos Humanos no Brasil 2022, lançado no dia 6 de dezembro pela Rede Social de Justiça e Direitos Humanos
É preciso atentar para a necessidade de nova regulação do sistema econômico no contexto dos problemas ora levantados, principalmente do seu carro-chefe – a economia do agronegócio –, cujos resultados exclusivos perseguidos na linha do resultado exportador em commodities não se confundem com as necessidades reais do país. Confira capítulo do livro Direitos Humanos no Brasil 2022, lançado no dia 6 de dezembro pela Rede Social de Justiça e Direitos Humanos
Bolsonaro disse que não existe fome no Brasil. Ignorando um conjunto de pesquisas que demonstram o contrário, afirma que não vê gente pedindo comida nas padarias e usa como base para esse tipo de pronunciamento a nota técnica assinada apenas pelo presidente do Ipea. Vale destacar que os profissionais do instituto já estão se movendo contra esse documento, insustentável cientificamente
Mídia brasileira segue violando direitos humanos, sobretudo por meio de programas policialescos, sob omissão do Estado e apesar das lutas e resistências. Confira no terceiro artigo do especial Violações e resistências: as faces do direito à comunicação no Brasil
Por onde passa, o regime do presidente Abdel Fattah al-Sisi explora o prestigioso passado antigo de seu país, símbolo milenar de poder. Fonte importante de divisas, a valorização desse patrimônio permite também atenuar as críticas formuladas no exterior a respeito das violações de direitos humanos ocorridas recentemente no Egito
O esvaziamento do principal órgão de combate à tortura, o não cumprimento de compromissos assumidos pelo Brasil com acordos internacionais, o desmonte das políticas de direitos humanos e igualdade racial e o estímulo ao armamento da população somam-se à omissão do sistema de justiça em relação a quadros sistemáticos de violência e violação de direitos
E, agora, lá estava eu novamente escoltado. Alguns me perguntam, ao me verem nesta condição, o motivo para tanto, mais precisamente, querem saber de onde vem o perigo, imaginando ser dos presos
Em seus mais de 30 anos como defensora de direitos humanos junto ao Ministério Público Federal, a subprocuradora-geral da República aposentada Deborah Duprat testemunhou em campo as consequências da destruição das águas por grandes empreendimentos. Duprat lembra-se, especificamente, da tragédia que foi, e é, a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. “É uma coisa impressionante os efeitos devastadores [do empreendimento] sobre as comunidades locais. O principal efeito é a sede. Comunidades que estão à beira de um recurso hídrico importantíssimo como é o [rio] Xingu, e não têm hoje água de qualidade, não têm nem fontes alternativas, dependem de carros-pipas.” A entrevista a seguir foi concedida antes das recentes chuvas torrenciais, alagamentos, rompimento de barragens, vazamento de diques, perdas materiais e mortes em diferentes lugares do país. A sede e o afogamento são efeitos da mesma destruição do meio ambiente – águas, terras e matas – causada por grandes empreendimentos minerários, energéticos, logísticos e pelo agronegócio
O governo brasileiro vem desmontando as poucas políticas públicas existentes de combate à violência de gênero, à LGBTfobia, ao racismo e a outras formas de preconceito contra grupos que não se enquadrem no padrão dominante
Para além de uma formação esterilmente acrítica e puramente técnica, somos marcados pela ausência de noção do que ocorre atrás das grades