Em meio a polêmicas, Brasil retoma política externa pragmática
País vive momento oportuno para se recolocar como ator relevante nas relações internacionais

País vive momento oportuno para se recolocar como ator relevante nas relações internacionais
Uma nova política deverá se refazer livrando-se das posturas retrógradas e conservadoras e retomando posições conquistadas na cena internacional no passado e, sobretudo, reestabelecendo uma diplomacia que esteja atenta às diversas demandas internas da população brasileira e, ao mesmo tempo, resulte de análises inteligentes do contexto internacional
Será preciso uma guerra mundial para que a grande mídia audiovisual francesa questione os candidatos à eleição presidencial de 10 de abril sobre sua política externa? Enquanto a insistência nos limites provocados pela globalização se torna uma obsessão, o tratamento dispensado a outros países não para de se degradar – tanto em tempo como em qualidade
Doutrina geopolítica nacional é diametralmente oposta ao que está sendo exercido em política externa durante o governo Bolsonaro em geral – e, em particular, no caso da retirada do Brasil da Unasul
Naturalmente, todo governante quer ser reeleito e se manter no poder – mas não faz disso seu objetivo principal de governo
Por que o empresariado parece estar satisfeito com os rumos do Brasil de Bolsonaro, apesar dos evidentes retrocessos nos campos doméstico e internacional?
O que antes eram ativos no universo da política externa brasileira, para o novo governo transformaram-se em passivos. Num exercício quase autofágico, capacidades estatais – ou seja, recursos de que dispunha o Estado para promover seus interesses no plano internacional – começaram a ser mobilizadas para extingui-las, em nome de uma alegada renovação
No dia 03 de outubro de 2020 a reunificação da Alemanha completou 30 anos. O que se pode dizer do país e sua inserção na Europa e no mundo após estas três décadas?
Em uma coluna publicada no Le Journal du Dimanche, em 7 de abril de 2021, os embaixadores da Austrália e da Índia na França felicitaram o presidente Emmanuel Macron pelo ingresso no “eixo indo-pacífico” e pela realização de exercícios militares conjuntos. Os contornos dessa aliança, contudo, permanecem borrados e cada um persegue seus próprios objetivos
A política externa enquanto temática estatal se mostra um elemento fulcral no desenvolvimento de um país. Na esteira dos apontamentos que a dizem respeito, realçar o papel nevrálgico desempenhado pelo Ministério das Relações Exteriores é uma questão chave para entender a relevância de instrumentos e instituições estratégicos para o Estado brasileiro
País atingiu o fundo do poço e Bolsonaro e o seu governo continuam a cavar