Diplô Online
Violência política, memória e reparação: que democracia queremos construir?
Quais são as responsabilidades das instituições quando a violência procura determinar quem pode ou não permanecer no debate público?
Inteligência Artificial: poder epistêmico e o dividendo civilizacional
O avanço tecnológico intensifica desigualdades na distribuição de renda e produtividade, exigindo a criação de um dividendo civilizacional para repartir coletivamente os ganhos gerados pela automação
A escrita como um ato de rebeldia e deslocamento
A escrita é produto da leitura, é produto do território, é produto da vivência, é produto da terra onde se pisa, é produto das relações de troca que fazem o sujeito ser sujeito, que faz o sujeito ser corpo, e que corporifica o próprio sujeito
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Soberania digital e autonomia cognitiva em tempos de eleição
Qual foi a última vez que você tomou uma decisão importante de forma autônoma, sem confiar apenas no Google (que já entrega a resposta curta no topo via IA), ou sem consultar o GPT, Claude ou qualquer outro de sua preferência?
Quando o Estado escolhe sua Terra Prometida, quem fica no deserto?
A laicidade não exige que a religião desapareça da vida pública. Ela exige que o Estado não entregue a nenhuma religião o poder de definir, sozinha, a imagem de todos
Sobre as iluminações da linguagem
É na combinação entre densidade e leveza que Pequenas fábulas encontra sua força estética
Qual modelo de segurança pública escolheremos nestas eleições?
Insistir na política do confronto como um modelo de segurança pública significa ignorar a população mais afetada pela violência
Ciência, Iluminismo e emancipação feminina para além do reducionismo decolonial
A ciência moderna seria um instrumento essencialmente colonial? Casos concretos de mulheres de diferentes partes do mundo mostram como a ciência e a razão modernas também foram historicamente apropriadas como ferramentas de emancipação
Inovação pública nos municípios: por que o Brasil ainda aprende pouco com ela?
Uma característica que raramente ocupa o centro do debate sobre a saúde pública brasileira é a capacidade do SUS de produzir inovação pública a partir dos municípios
Resiliência não basta
O problema começa quando o desastre deixa de ser uma ruptura excepcional e passa a integrar o horizonte cotidiano
Brincar como política do cuidado
Quando uma criança deixa de brincar, não perde apenas uma brincadeira. Perde uma forma de existir
Os limites éticos e o custo humano do progresso científico
O avanço biomédico, muitas vezes cultuado como o farol da civilidade, esconde em seus porões atrocidades justificadas por uma lógica puramente técnica, gélida e desprovida de empatia
A conta da vigilância
Os responsáveis por transformarem as políticas de segurança em um verdadeiro quarto escuro promovem o caos ao não oferecerem nada além de um belicismo irracional para combater o crime em suas regiões
O Robodebt brasileiro e o Estado algorítmico da austeridade
O governo por algoritmo tende a tratar o indivíduo e a sociedade como sistemas inteiramente previsíveis, reduzindo a complexidade da vida social e eliminando o papel do tempo, da contingência e do imprevisto
Da política nacional do meio ambiente à governança ecossistêmica
O desenvolvimento econômico não pode permanecer dissociado da conservação dos sistemas naturais que sustentam a vida e a própria economia
Bets: a pandemia do século
A Espanha conquistou a Copa do Mundo de 2026. Mas, antes mesmo da decisão, outra vencedora já estava definida: as bets. No Brasil, um terço da população apostou dinheiro em plataformas de apostas esportivas durante o Mundial, revelando a dimensão de um mercado que se expande na mesma velocidade que seus custos sociais
Matrix, o mito do salvador e a fabricação do ‘outsider’ na política brasileira
Porque a democracia brasileira recorre ciclicamente a figuras que prometem a redenção “de fora”, e como o cinema ajuda a desmontar esse mecanismo de manutenção do status quo
Neira Galvêz transforma inquietações de uma geração em poesia
Em Na espera áspera, Neira Galvêz aborda hiperconectividade, precarização do trabalho e colapso emocional em poemas marcados por ironia e crítica social
O método que sustenta o conflito mais antigo do Brasil
O Supremo Tribunal Federal já disse, mais de uma vez, que o marco temporal é incompatível com a Constituição Federal. Ainda assim, a tese continua voltando. Volta como lei, como pressão parlamentar, disputa procedimental, tentativa de “conciliação” entre direitos originários e interesses econômicos. Agora, volta também pelo plenário virtual do STF
Em defesa dos aeroclubes brasileiros
A mobilização nacional em defesa dos aeroclubes é capaz de ensinar sobre os “nós” da preservação e suas contradições em meio ao avanço de concessões e da hegemonia do setor financeiro-imobiliário. Com embrião nos aeroclubes de Marília (SP) e Canela (RS), o movimento ganhou escala com audiências públicas e eventos diversos em São Paulo, Bauru, São José dos Campos, Brasília, Porto Alegre e Canela, com articulação entre instituições de todas as regiões do país.
Detox digital é a saída?
Paula Sibilia reflete sobre a mudança da moralidade coletiva em Eu Mereço!, novo livro publicado pela Ubu
Sobre terror e tragédia em ‘Obsessão’ (2026)
Em Obsessão, seu mais recente filme, Curry Barker se insere em uma longa tradição de obras que levam a sensação do desejo ao seu ápice.
A Copa do Mundo e o fim da neutralidade do futebol
Entre governos, fronteiras e disputas simbólicas, o Mundial de 2026 mostrou que o futebol nunca esteve fora da política, apenas escolheu quais manifestações considera aceitáveis
Procurei pelo Sul Global e não o encontrei
O que os aproximava não é uma identidade comum, mas uma pergunta compartilhada: como construir autonomia dentro de uma ordem internacional criada pelos impérios?
A Amazônia diante do estado que só chega depois da catástrofe
O Brasil aprendeu a prever a tragédia antes de aprender a evitá-la
O tarifaço contra o Brasil e a nova geoeconomia dos Estados Unidos
A novidade do segundo governo Trump não está no uso do protecionismo, mas na transformação explícita da política comercial em instrumento permanente de disputa geopolítica
O comunismo dos retardatários
A mercadoria utilizou-se do comunismo como forma de desenvolver as sociedades agrárias russa e chinesa – os campônios se aliaram aos comunistas para se livrarem da exploração dos senhores de terra e, mais tarde, se deram conta de que foram traídos, que teriam que elevar ainda mais o seu excedente agrícola, de modo a alimentar “o desenvolvimento das forças produtivas”

