Diplô Online
A carteira assinada cresceu, mas o tempo continua em disputa
O Brasil passa por um conflito que se desloca para a qualidade da formalização, a duração da jornada, a intensidade do esforço exigido e a apropriação social do tempo de vida. A escala 6×1 sintetiza essa disputa ao organizar a vida cotidiana em torno da disponibilidade permanente para o trabalho. O artigo articula gênero, juventude, desigualdade regional e renda para sustentar que a próxima agenda trabalhista brasileira precisa colocar o tempo no centro do conflito democrático em torno dos direitos
A fala que furou a bolha e revelou a disputa por identidades no campo evangélico
A expansão evangélica também construiu uma identidade religiosa diferenciada, longe de ser apenas um conjunto de crenças teológicas, a religião evangélica no Brasil passou a operar como marcador social e cultural, produzindo uma narrativa forte sobre quem é “salvo” e quem é “mundano”
Soberania por subtração: o atraso digital como projeto
Soberania digital será, no Brasil dos próximos anos, sinônimo de subsídio público para infraestrutura estrangeira, com diploma de localização física e nada mais.
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A corrida armamentista e o colapso da segurança pública no Rio de Janeiro
O poder público segue apegado à estética do confronto armado e à retórica vazia da supremacia material
Quando a política se transforma em espetáculo
Ao recorrer a uma encenação, o debate público é deslocado do campo argumentativo para o terreno da provocação
Anistia 79 abrindo as grades dos nossos porões
No filme, todos os militantes têm clareza de que a anistia era uma medida extrema de sobrevivência, ainda que implicasse o custo da impunidade dos torturadores da ditadura
As mulheres metalúrgicas no mercado de trabalho
A análise das remunerações considerando a jornada média das mulheres, evidencia que as desigualdades permanecem, mesmo as mulheres possuindo as mesmas jornadas de trabalho dos homens
A biopolítica do bolsonarismo e a ideologia do “cidadão de bem”
O bolsonarismo tem como lógica de funcionamento a ideia de uma guerra, para a qual a população e os seus principais representantes deveriam estar preparados se quisessem sobreviver
Lula fala sobre democracia e universidade pública na USP
Evento lotou o vão dos prédios de História e Geografia na Cidade Universitária e contou com discursos sobre a relevância da política de cotas, rechaços aos ataques antidemocráticos e provocações a Bolsonaro
A permanência da guerra e a extinção das Forças Armadas
Nas sociedades democráticas, o forte avanço da tecnologia se apresenta como o grande responsável por aproximar cada vez mais os paisanos dos fardados, bem como desfaz progressivamente a distinção entre civis e militares
Atlas das situações alimentares no Brasil
Confira resenha do Atlas das situações alimentares no Brasil: a disponibilidade domiciliar de alimentos e a fome no Brasil contemporâneo, de José Raimundo Sousa Ribeiro Junior, Mateus de Almeida Prado Sampaio, Daniel Henrique Bandoni e Luiza Lima Silva de Carli (Editora Universidade São Francisco, 2021)
Da redescoberta da urbanidade às paisagens de marginalização
O uso do mobiliário urbano como ferramenta de controle do espaço público torna-se uma estratégia de exclusão material que, aliada a políticas de coibição de grupos sociais indesejados, corre o risco de transformar as cidades em lugares cada vez menos acessíveis para a maioria dos pobres
Bolsonaro, o autossabotador
A conquista da posição tão almejada – leia-se, a presidência da República – fez de Bolsonaro o protagonista de uma sucessão interminável de atos inconscientes que o conduziam à sua própria destruição política
Bolsonarismo e o terrorismo estocástico
O terrorismo estocástico revela mais do que uma mera disputa política. Revela uma sociedade adoecida e sedenta de mudança. Revela uma tarefa urgente que somente pode acontecer pela razão, limitando os impulsos da barbárie fascista.
As ineficiências da democracia e das operações policiais nas favelas
Para a ordem estabelecida, que no Brasil hoje é uma espécie de Democracia, é melhor massacrar do que instrumentalizar a favela. Custa menos matar do que reestruturar a sociedade para erradicar a miséria, a pobreza, o racismo e a exploração
O que esperar da progressão de regime sem as “saidinhas”?
É evidente o retrocesso que o projeto de lei que modifica a Lei de Execuções Penais trará, sobretudo para o processo de ressocialização dos presos, que por si só, já é bastante custoso, além de contribuir para a escalada punitivista que assola o Brasil há quase uma década
Caldo de arte e cultura que entorna da Amazônia
Protagonizado por artistas periféricos, Festival “Até o Tucupi” promove ocupação da capital amazonense com arte e cultura
Pedagogia descolonial: uma construção da e a partir da razão histórica
Buscando fomentar um diálogo crítico sobre as pedagogias descolonizadoras, a infância se torna o momento da possibilidade de construção da resistência às imposições hegemônicas, principalmente euro-estadunidenses.
As consequências do acordo trilateral entre Turquia, Finlândia e Suécia na guerra turca contra os curdos
A total omissão internacional acerca dos vários crimes de guerra levados a frente pelo presidente turco Recep Tayyip Erdoğan tem significado passe livre para uma ofensiva militar de caráter inegavelmente imperialista, dado o projeto neo-otomano de Erdogan acerca da recuperação de territórios após o fim do Tratado de Lausanne.
As mentiras que sustentam o corte do ICMS sobre os combustíveis
Os estados estão investindo o mínimo necessário para tapar buracos das estradas, estão com gastos deprimidos por uma alta inflação e terão de enfrentar nos próximos anos uma queda de arrecadação da ordem de 0,85% do PIB em decorrência da redução de alíquotas, sem falar na gradual perda dos ganhos que obtiveram em 2021.
Sorria: essa é a sua vida econômica
Ao filmar as diversas etapas dos ciclos econômicos, documentários ambientalistas permitem ver o ciclo completo do processo, o drama da exploração e da destruição ambiental em uma ponta, em países mais pobres, e a pujança das prateleiras nos supermercados em Londres ou em Bruxelas.
Reflexos do passado, desafios do futuro
Quando vejo minha mãe hoje, seu corpo destruído pelos quinze anos de trabalho duro numa linha de produção, com dez minutos de pausa para ir ao banheiro de manhã e de tarde, sou tomado pelos resultados concretos e físicos da desigualdade social. Entretanto, mesmo a palavra desigualdade é um eufemismo que obscurece a realidade da violência nua e crua da exploração. Quando uma mulher envelhece, seu corpo revela a verdade da existência das classes
Formigas que comem gafanhotos
“É sobre restos que se recusam a restar esta 11ª edição da Mostra Ecofalante de Cinema. Ativismo, o único gesto ético no momento-limite em que vivemos, é o tema que atravessa os cinco documentários em que as mulheres são protagonistas”. Leia artigo escrito pela jornalista Eliane Brum para o catálogo da Mostra Ecofalante
Da rede à crueldade: “Aqui é Bolsonaro!”
O ex-presidente Lula integra a realidade discursiva da bolha bolsonarista nessa função de ser o sintoma a partir do qual o grupo se une e devota toda a energia no ‘mito’ salvador. A devoção a Bolsonaro é libidinal.
Governança ambiental na era das mudanças climáticas
O Brasil está com febre ainda mais alta. Falta governança ambiental e a devastação corre solta. Manifesta-se uma economia canibal, retirando condições vitais para a sobrevivência da espécie humana
O papel da filantropia na transformação da sociedade
O surgimento de fundos locais independentes a partir dos anos 2000 implicou um processo de transformação não apenas da filantropia brasileira, mas também da sociedade civil, porque eles se instalaram como uma alternativa efetiva de financiamento e fortalecimento de pequenas e médias organizações e de movimentos que atuam no campo da justiça social e desenvolvimento comunitário
Negros nos parlamentos ou hipocrisia coletiva?
O Brasil precisa eleger lideranças negras do movimento negro. Pessoas que tenham compromisso com as propostas defendidas pelo movimento e que sejam representações diretas de quem é atingido pelo racismo. Não precisamos e não queremos mais ser representados por quem não vive os problemas que vivemos

