Diplô Online
Soberania por subtração: o atraso digital como projeto
Soberania digital será, no Brasil dos próximos anos, sinônimo de subsídio público para infraestrutura estrangeira, com diploma de localização física e nada mais.
Soberania digital: da fragmentação a reconstituição
Em meio à crescente fragmentação da ordem internacional, a internet – antes celebrada como espaço global, aberto e conectado – transforma-se rapidamente em território de disputa geopolítica, vigilância e soberania estatal. O avanço da guerra cibernética, das regulações digitais e da competição entre grandes potências revela que o domínio online deixou de ser percebido como ambiente neutro para se tornar infraestrutura estratégica de poder
Um mergulho na realidade do lixão e os possíveis caminhos para a dignidade
A pesquisa realizada traça um perfil que reflete a desigualdade brasileira e mostra quem são esses cidadãos sem cidadania, excluídos das políticas públicas mínimas oferecidas pelo Estado
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As mulheres metalúrgicas no mercado de trabalho
A análise das remunerações considerando a jornada média das mulheres, evidencia que as desigualdades permanecem, mesmo as mulheres possuindo as mesmas jornadas de trabalho dos homens
Da violência da dominação – propostas anti-barbárie
Em tempos de Legendários, de redpills e da extrema direita, qual deve ser o nosso papel na sociedade?
A inteligência artificial e a nova fronteira da desigualdade no Brasil
No país muito já utilizaram a IA, mas a média nacional mascara uma desigualdade profunda no acesso qualificado à tecnologia
“Não volte sem ele”: Rafael Caneca fala sobre romance de estreia, em que revisita os campos de concentração do Ceará
Em Não volte sem ele, o autor cearense lança mão da ficção histórica para iluminar um dos episódios mais silenciados da história brasileira
Negros nos parlamentos ou hipocrisia coletiva?
O Brasil precisa eleger lideranças negras do movimento negro. Pessoas que tenham compromisso com as propostas defendidas pelo movimento e que sejam representações diretas de quem é atingido pelo racismo. Não precisamos e não queremos mais ser representados por quem não vive os problemas que vivemos
Linguagem e inclusão
Se a reflexão sobre uma linguagem mais inclusiva é não só legítima mas também necessária, o ponto-chave é compreender quais os meios pelos quais as diversas demandas da sociedade podem ser aceitas concretamente
O discurso que ameaça os direitos indígenas e a Amazônia
A Amazônia mato-grossense se tornou destaque nacional por causa da suposta descoberta de uma cidade antiga, chamada Ratanabá. A existência da cidade perdida seria a razão pela qual o mundo inteiro está interessado na Amazônia brasileira. São discursos e desinformações deste tipo que acabam por atrair a atenção de milhares de pessoas. Eles têm a capacidade, quando aliados a interesses econômicos de exploração de recursos naturais, de causar destruição de territórios e modos de vida que, no contexto em que o fenômeno é criado, são considerados menos importantes
Em ano de copa, a goleada tem que ser contra o tráfico de pessoas
O tráfico de pessoas pode acontecer por meio de ofertas fraudulentas de trabalho, em geral, maquiadas por propostas apelativas. Outra forma menos conhecida é o tráfico de atletas, ou “tráfico humano desportivo” como também é chamado, que ocorre sobretudo no futebol
Assata – uma autobiografia
Leia a apresentação escrita por Ynaê Lopes dos Santos para a autobiografia de Assata Shakur, publicada pela Pallas editora. “Assata Shakur chega ao Brasil num momento em que sua vida e sua experiência são história e também possibilidade”
A outra face externa do agronegócio
Do ponto de vista distributivo, o agronegócio gera poucos empregos, o boom externo das commodities agrícolas não levou o país percorrer as veredas do desenvolvimento inclusivo
A destruição da EJA é um projeto racista
O desmonte das políticas públicas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) é um projeto que se encontra em vias de consolidação e esse plano é racista, pois expulsa e, por consequência, reitera a negação histórica do direito das populações negras e indígenas de buscarem uma vida mais justa através da educação
Repensando os estudos sobre “ideologia de gênero”
O pânico moral sobre “ideologia de gênero, foi construído entre 2011 e 2013 para ser disparado entre 2014 e 2018. É possível reconhecer o início desse pânico, em maio de 2011, como resposta de um então obscuro deputado de extrema-direita ao reconhecimento das uniões entre pessoas do mesmo sexo pelo Supremo Tribunal Federal
O que podemos aprender com a Revolução Orgânica no Sri Lanka
Matéria da BBC coloca a agricultura orgânica como protagonista da crise que levou à queda do presidente Rajapaksa
O acesso dos povos indígenas ao ensino superior
O acesso às universidades por estudantes indígenas, historicamente privados da cidadania em um país historicamente estruturado sobre bases escravistas, racistas e neocolonizadoras, constitui uma das vias de acesso à conformação democrática, que se pretende a partir da visão institucionalizada e normatizada a partir de 1988
Bolsonarismo e a escalada da violência política
A necropolítica é um processo que acompanha a América Latina especialmente desde a segunda metade do século passado. Ditaduras militares no Brasil, Argentina, Paraguai, Chile, Uruguai e Bolívia foram exemplos de regimes de extermínio e de violência política contra opositores
Universidade brasileira sob ataque contínuo preocupa entidades internacionais
O constante declínio acadêmico brasileiro vem tomando uma proporção que a Scholars at Risk (SAR) exigiu formalmente uma atenção da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o tema
Bolsonaro atende às demandas do crime organizado
Sabemos que, em nome das grandes propriedades de terras, a fronteira agrícola consome a vegetação nativa e instaura o pastoreio e a monocultura de soja. A exploração da Floresta Amazônica também conta com inúmeras mineradoras estrangeiras. Porém, no governo Bolsonaro a escala da destruição foi além
Uma ressaca em mil pedaços
Confira resenha do livro Mil olhos, mil braços, de Alê Amazônia, lançado pela editora Autonomia Literária
Respondendo à pergunta “você sabe o que é sentido figurado?”, do presidente Jair Bolsonaro
Nosso objetivo não é somente repercutir, mas sim responder à pergunta “você sabe o que é sentido figurado?”, de Bolsonaro. Ele resume o “sentido figurado” à língua portuguesa. Muitos de nós sabemos que ao falarmos de sentido figurado, sugerimos uma interpretação simbólica e variada com relação ao sentido original ou literário
Os evangélicos vão dominar o Brasil
É sabido que a potência do púlpito ajudou a eleger Bolsonaro. E também é sabido como isso fortaleceu pautas pouco laicas no Congresso nesses quatro anos de miséria na mesa, no bolso e na imaginação
A trajetória textual e política de uma “tatuagem no tororó”
As trajetórias textuais são, também, trajetórias políticas, visto que a entextualização, que faz emergir novos repertórios a partir de um “texto original”, se efetiva a partir de escolhas ideológicas histórica e culturalmente atravessadas por relações de poder
Um voto na terra do medo e da desinformação
É preciso eleger um poder executivo favorável às trabalhadoras e trabalhadores, é indispensável colocar as cores da diversidade dos povos no Congresso Nacional. Eleger expressivamente uma bancada preta, indígena e Lgbtqia+, desde que esses corpos insurgentes empenhem a bandeira contra todas as opressões
Preconceito científico, racismo genético e o capitalismo
As descobertas e os testes genéticos podem representar uma nova eugenia, algo preocupante, pois camufla-se com argumentações científicas em uma sociedade que tem aflorado a cada dia mais discursos racistas e preconceituosos
Órgãos de segurança atuam contra os Guarani Kaiowá no MS
O Massacre de Guapoy deixou um morto e dezenas de feridos. Nos últimos 20 anos foram dezesseis mortes e os casos seguem sem solução e, alguns deles, sequer saíram do inquérito policial

