Diplô Online
Tensões, relações e movimentos de familiares de pessoas presas
Confira o prefácio inédito do livro Nos arredores da prisão: tensões, relações e movimentos de familiares de pessoas presas, da antropóloga Natália Lago e lançado dia 17 de setembro pela editora Hucitec
De Goya a Gaza, a arte resiste a uma violência que sobrevive às guerras: o apagamento da memória de suas vítimas
A primeira morte é imediata. A segunda começa mais tarde, quando os mortos se transformam em números, as ruínas desaparecem e já quase ninguém lembra quem viveu ali
Um ponto de vista comunista
Atlas de Política Experimental, fruto do trabalho de pesquisa desenvolvido pelo Subconjunto de Prática Teórica e lançado em junho pela GLAC Edições, permite desapegar do lamento pela perda de um referencial comum que orientava a política revolucionária
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Literatura e o novo “ciclo” cultural no vale do Jequitinhonha
Com o lançamento da antologia Rio de Palavras II, região vivencia ciclo de vinte anos voltado ao fortalecimento das letras e da identidade regional
Quando o Alzheimer não consegue apagar alguém
E presença, quando a memória começa a falhar, pode ser uma forma profunda de cuidado
EUA avança sobre petróleo venezuelano e acende alerta para a América Latina
Após anos de sanções que estrangularam a economia e sucatearam a PDVSA, principal fonte de receita pública, a Venezuela ainda enfrentou uma invasão que culminou com o sequestro de seu presidente e um terremoto devastador. Em meio a uma depressão econômica profunda, a retomada da produção venezuelana de petróleo é fundamental. Mas, diante de condições tão desvantajosas, até que ponto se pode falar, de fato, em negociação?
Crises da imaginação progressista
O surgimento de lideranças autoritárias é consequência de um cenário de manipulação estética e esvaziamento do debate programático. A superação dessa crise exige que as artes recuperem a capacidade de imaginar futuros coletivos, em vez de se limitarem a comercializar traumas pessoais
O Brasil precisa prender mais?
O “museu de grandes novidades” nas propostas eleitorais em matéria criminal
Entre a romantização e o punitivismo: o que resta à loucura?
Se o louco segue servindo como signo de desqualificação política entre adversários, o que dizer de sua vida política, ou seja, de sua agência como sujeito da polis?
Data Centers ameaçam conta de luz e meio ambiente, sem oferecer Soberania Digital
A expansão dos data centers no Brasil não pode ser lida apenas pela ótica hegemônica do progresso tecnológico ou da atração de investimentos estrangeiros. Trata-se de um fenômeno que impõe custos socioambientais concretos aos territórios que os recebem e que, simultaneamente, aprofunda a dependência do país em relação a atores estrangeiros
Não tenham medo da “quebra de patentes”!
Por que ainda temos medo de utilizar um instrumento jurídico que foi criado justamente para permitir que o interesse público prevaleça quando a exclusividade patentária impede o acesso?
Mendonça e o fim da República
Ao optar pela exposição pública em pleno calendário eleitoral, Mendonça fez da crise do Supremo parte da própria disputa presidencial
Ciência, literatura e cidadania: o que a visita de Marie Curie ao Brasil revela sobre as contradições da modernidade
Por que sociedades capazes de revolucionar o conhecimento da natureza demoraram tanto a questionar as convenções que mantinham as mulheres afastadas de suas principais instituições?
Da escola ao hospital: que São Paulo está em disputa?
O que os programas de Tarcísio e Haddad revelam sobre trabalho, proteção social e o papel do Estado
Narrativas que decidem antes de nós
A indústria cultural e a ausência de pensamento crítico facilitam a aceitação de discursos autoritários em períodos eleitorais. É necessário resgatar o sentimento e a arte como ferramentas essenciais para interpretar o mundo antes que as narrativas decidam por nós. A síntese entre razão e emoção é o único caminho para uma cidadania plena e consciente
O evangelho segundo Vorcaro
Nesse evangelho às avessas, os discípulos não abandonam seus bens para seguir o mestre; aproximam-se justamente porque há bens, influência e possibilidades circulando ao redor dele
Ana Victoria Almeida transforma o parkinson em narrador do seu romance de estreia
Em Me abrace antes da queda, escritora parte do diagnóstico do avô, José Carlos, para criar uma narrativa em que o próprio parkinson conduz a história
Šahrāzād, minha mais nova amiga
A literatura permite caminhar por lugares onde jamais estivemos, sonhar acordado, conhecer novas culturas, entrar na história do autor e fazer amizades imaginárias, como a que fiz com Šahrāzād
Entre a cidade como direito e a cidade como mercadoria
Sobre Urbanismo na corda bamba: crônicas para enfrentar a crise das cidades, de Nabil Bonduki
Rubio, Vieira e a relação Brasil-EUA
Declarações do secretário de Estado norte-americano e do ministro das Relações Exteriores brasileiro revelam concepções mais amplas de política externa e influenciam quais problemas chegam aos presidentes, quais respostas parecem aceitáveis e até onde uma negociação pode avançar
Quando o patrimonialismo e o ressentimento branco chegam ao judiciário, o pacto narcísico da branquitude passa a agir
Enquanto muitos ouviam “que seriam os próximos das famílias”, outros não sabiam nem que poderiam ter O direito de sonhar. Agora, aqueles que não tinham sequer “o direito de sonhar”, ocupam as vagas daqueles que tinham certeza do “espólio patrimonial” material e simbólico do Estado
IA do Google enquadra análise publicada no Le Monde Diplomatique Brasil sobre a Operação Absolute Resolve como satírica e fictícia
Insistentemente, a Visão Geral gerada por IA do Google, continua atribuindo à análise geopolítica do artigo publicado em janeiro no Le Monde Diplomatique Brasil sobre a Operação Absolute Resolve como fictícia. Quando a desinformação vem direto do mecanismo de busca, os limites entre erro algorítmico e Operações Psicológicas tornam-se perigosamente tênues
Uma arma geográfica apontada para a disputa hegemônica no moderno sistema-mundo
Como a ação militar conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã se relaciona com a atual disputa pela hegemonia mundial?
Precisamos fortalecer o “eu feminino” no audiovisual brasileiro
Se as mulheres já partem de um lugar desigual, como o mercado pode ajudar a diminuir essa distância em vez de simplesmente reproduzi-la?
O uso da Favela do Moinho na eleição ao governo de SP
Adversários na eleição, tanto Tarcísio quanto Haddad se apoiam em criminalização de liderança comunitária para campanha
Resenha de ‘Foi um jeito de derreter’, de Jessica Stori
Com publicação pela Telaranha Edições, Foi um jeito de derreter é o segundo livro da escritora, ilustradora e doutora em História Jéssica Stori. A obra é uma novela transdisciplinar, unindo as linguagens da fotografia e da escrita, tendo sido lançada com o apoio do Edital Rumos, do Itaú Cultural
Como a riqueza reproduz a desigualdade brasileira
A desigualdade brasileira não resulta apenas da distribuição desigual da renda produzida pelo trabalho. Ela está assentada em uma estrutura de propriedade que permite a uma pequena parcela da sociedade transformar patrimônio em renda, renda em riqueza e riqueza em poder – processo que também se materializa de forma desigual no território

