Diplô Online
Fazer viver, deixar morrer: a farmacopolítica da existência
A matemática da saúde pública segue submetida à matemática do lucro
O debate brasileiro frente ao reposicionamento militar dos EUA na América Latina
A recente ampliação do aparato militar norte-americano no Mar do Caribe, justificada pelo discurso de enfrentamento ao tráfico de drogas e de proteção da democracia frente ao governo de Nicolás Maduro, indica a retomada de uma doutrina hemisférica de primazia e contenção, típica da Guerra Fria
Quando o risco toca o sagrado
A ameaça da crise climática e do descaso do poder público aos terreiros de religiões de matrizes africanas e a luta pela proteção desses territórios sagrados, em Manaus
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A mão invisível de Adam Smith
A mão invisível, a lei de Say e o equilíbrio geral se dissolvem quando deixam de ser uma abstração teórica
A nova cruzada contra a sociedade civil
A retórica da segurança pública, ao ser confundida com a lógica do contraterrorismo, transforma atores legítimos da vida democrática em potenciais inimigos internos
Por menos Dan Brown e mais Luiz Alfredo Garcia–Roza
Por qual motivo exaltamos tanto Dan Brown e não valorizamos autores nacionais com esse mesmo perfil de escrita? Por que exaltamos Dan Brown e deixamos de lado Luiz Alfredo Garcia-Roza, por exemplo?
Embarcações da Flotilha são capturadas e interceptadas pela Marinha Sionista de Israel
É urgente a imposição da lei internacional
As prioridades na pandemia do Covid-19
Vivemos atualmente o desvendamento da extrema caça às rendas públicas: farinha pouca, meu pirão primeiro – mesmo tirando o pirão de quem tem fome.
O coronavírus infecta o óbvio da vida
A narrativa do filme O poço impressiona pela sua atualidade subjetiva, sobretudo pela mensagem assustadoramente verdadeira que nos vincula ao filme: o individualismo ao extremo leva o outro, de quem dependemos, à morte.
Desventura e cegueira
O coronavírus parou o mundo e vem ceifando vidas por todo o planeta. A economia global diminuiu consideravelmente seu ritmo e os Estados se depararam com uma excepcionalidade que não estava nos planos de governo de nenhum dos governantes atuais
Bolsonaro e a estratégia do caos
O método e o objetivo das ações de Bolsonaro só podem ser entendidos sob a ótica do caos
E se Bolsonaro desejar o caos que a epidemia promete?
Bolsonaro não está interessado em solucionar a questão da pandemia. Pelo contrário, em pronunciamento polêmico na noite do dia 24 de março, o presidente reiterou seu posicionamento contra a política de distanciamento social, que é consenso não apenas internacional, mas também dentro do país, como refletido nas ações de governadores, prefeitos e de seu próprio ministro da saúde.
Simulações indicam que confinamento deve ser máximo
Simulador de longo prazo prevê novos surtos da pandemia. Ferramenta está disponível online e pode ser usada livremente por quem quiser
Crise e reforma
A verdade é que, em maior ou menor grau, democracias contemporâneas se disciplinaram às chantagens do fundamentalismo de mercado (a expressão se popularizou com o sociólogo americano Fred Block). O senso comum econômico – repetido a cada notícia de jornal, incorporado a cada decisão jurídica, normalizado em cada conversa informal – tem cumprido o papel de estabelecer os vínculos entre reformas e políticas liberais e bom desempenho econômico.
Não aceitar o inaceitável
O presidente pede que retornemos às ruas. Numa democracia crítica, elegemos governantes, mas não somos passivos a ele. Devemos interrogar a política com nosso poder de juízo, nossa capacidade de pensar. A diferença de opiniões é cívica e deve alastrar-se como um vírus, deve ser contagiosa, pois as pessoas têm o direito à vida frente aqueles que defendem o intolerável. Não atender ao pedido do presidente é uma declaração de humanidade.
Por um jornalismo histérico
Talvez não seja por acaso que Bolsonaro acuse a imprensa de histeria, essa que se encontra tão confundida com a feminilidade ao ponto que, ao exprimir a palavra de histeria já se configure como uma ofensa às mulheres, conforme ensina o dicionário, “hyster”, do grego, designa útero. Porém, há algo que Bolsonaro ignora para além dos riscos de seu discurso irresponsável, neoliberal e genocida: que há na histeria um potencial político e produtivo.
Tsunami mundial 2020: a primeira onda, a segunda onda
O que precisamos saber e fazer para superar a covidcrise.
Por um futuro que não repita o passado
Em todas as regiões brasileiras, famílias residentes em favelas e cortiços, onde, não coincidentemente, cerca de 70% delas é negra (TETO, 2017), têm o agravante de concentrarem muitas das 3 milhões de famílias em situação de coabitação (quando mais de uma família divide a mesma casa) e das quase 320 mil famílias que vivem com mais de 3 moradores dormindo no mesmo cômodo.
Política da morte e a reconstrução da cidadania
Onde o controle vertical foi experimentado e mantida a circulação das pessoas, houve uma disseminação mais rápida e ampla do vírus, o que fez com que se voltasse atrás ao se perceber o erro – como é o caso da Itália e do Reino Unido. A comparação de China e Coreia do Sul com Itália e Espanha sugere que aqueles que relutaram em suspender o grosso da atividade econômica têm enfrentado desafios maiores que os demais.
Notas sobre uma leitura feminista da pandemia
A estratégia de confinamento orientada pelas autoridades sanitárias vem criando condições de aumento exponencial da violência doméstica, conforme já constatado por registros na China e no estado do Rio de Janeiro. As ligações para o Disque 180 aumentaram em 9% e, na Baixada Santista (SP), a procura ao abrigo para mulheres em situação de violência triplicou.
O distanciamento social como forma de cuidado coletivo
Em tempos de pandemia e de um governo ultra-neoliberal de extrema-direita no Brasil, a pandemia de covid-19 coloca em relevo a fabricação de uma dicotomia visível e ilusória entre o cuidado individual, cujo alvo é manter a biologia individual em um pólo que se considera saudável, e o cuidado coletivo, que visa impedir o espraiamento do vírus por meio do distanciamento e o isolamento social.
A pandemia e o senso de coletividade
A racionalidade neoliberal nos constrói, nos atravessa subjetivamente para que façamos de nós microempresas, empresários e negociantes de nós mesmos. Nosso modo de nos relacionar é individualista porque é competitivo. E a competitividade é um valor generalizado e naturalizado a tal ponto que não percebemos isso.
Bolsonaro, a pandemia e o compromisso com o mercado
A manutenção da disputa política em alta voltagem segue sendo outro alicerce político de Jair Bolsonaro. Na linha do seu jogo de luz e sombra em relação ao Congresso Nacional (Câmara e Senado), e às medidas adotadas pelos governadores, soma-se à sua plataforma discursiva a reiterada minimização dos efeitos da pandemia do novo coronavírus, contrariando mais uma centena de países.
Falta da merenda escolar prejudica as famílias de baixa renda
Sem aulas, os alunos das redes públicas municipal e estadual ficaram sem a merenda, que, para muitas crianças e adolescentes, representa a principal (e às vezes única) refeição do dia.
Reflexões sociológicas da quarentena
Diante da emergência planetária atual provocada pelo Covid-19 mais uma vez o indivíduo da sociedade global contemporânea vai experimentar sua existência em termos de crise. Trata-se de uma nova experiência de crise. Inédita. Que, em razão da magnitude dos efeitos globalizados em níveis sanitários, econômicos, sociais, políticos proporciona às pessoas repensarem suas vidas em relação às dimensões temporais passado, presente e futuro. A atual pandemia as obriga em assumir uma disposição de reflexividade diante de algumas questões fundamentais. Sobressai, entre outras, a da controvérsias públicas em torno das ciências.

