Diplô Online
Ler Kafka sem se render
Michael Löwy fala sobre literatura, espiritualidade e crítica. As respostas revelam mais o observador do que o atravessado
Quando as cidades lideram a transição ecológica
Premiação internacional evidencia o avanço das cidades na agenda climática e revela como iniciativas locais vêm redefinindo os rumos da transição energética e da justiça ambiental rumo ao pós‑COP30
Agentes de IA e indústria 4.0
Em tempos de IA, tem sido ainda mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do próprio capitalismo – cujo modus operandi, este sim, ameaça tanto a(o)s trabalhora(e)s quanto a natureza
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Melhor momento de Lula revela o que a esquerda pode ser hoje
Lula se mostra à altura da tarefa de mostrar o que a esquerda pode ser e como ela pode recuperar vigor através de pautas populares
Globo recupera Fórmula 1 em meio a nova era de direitos de transmissão
Fórmula 1 retorna à Globo, mas o consumo de esportes passou a ser multiplataforma, interativo e comunitário, sobretudo entre o público jovem
Pensar Fanon, uma obra indispensável
O livro Pensar Fanon, lançado neste ano pela Ubu em comemoração aos cem anos do autor dos clássicos Pele negra, máscaras brancas e Os condenados da terra, oferece um mapa interessante do percurso das ideias fanonianas nos últimos cinquenta anos
Vivência imigrante em Londres inspira crônicas por Sandra Acosta em novo livro lançado pela editora Patuá
Estações – Crônicas de uma vida em Londres é novo lançamento da editora Patuá fala sobre observações do cotidiano, pertencimento e cultura
Prisão em flagrante ou preventiva: quem a polícia prende e quem a justiça solta?
O perfil que entra e que por esse filtro perpassa é, portanto, efeito dos processos de criminalização, estratificação de classe, racialização e generificação, que se produzem e se articulam de forma coextensiva e indissociável, sendo o sistema de justiça criminal um dos vetores dessa produção
Pior que crack! Como essa droga f*** meu cérebro
Sinto que cheguei ao fundo do poço, sou um dependente químico de likes, confesso que enfio o nariz na timeline, chapado de alertas e musiquinhas, compulsivo das redes sociais, viciado por joguinhos, obcecado em checar a caixa de entrada do e-mail, baqueado de séries, injeto selfs na veia a todo momento, trago mensagens instantâneas, lombrado por memes e embriagado por correntes, noiado nos grupos e fissurado no stories.
Estado e nação: um estranho caso
Desde o início do século XX, pelo menos, sempre que há alguma grave ameaça à ordem econômica e política, sempre que o mundo aparenta desestabilizar-se para os “indivíduos comuns”, o nacionalismo, organizado geralmente sob a forma de partidos, aparece como uma solução que estivesse em estado de repouso, de modo que, de dentro do Estado, a nação passa a atacá-lo.
A necessária recuperação do debate estrutural na América Latina
Por trás da visão de exploração e exportação de petróleo cru está novamente aquele ideário liberal e de posição subordinada do Brasil na divisão internacional do trabalho
Por que não a Filosofia?
Se quisermos debater seriamente o lugar da Filosofia no Brasil, teremos que situar os contextos em que as teorias apareceram, quais foram os projetos de nação a que elas serviram, quais interesses elas atenderam, com quais valores se comprometeram. Diferentes tradições filosóficas disputaram não apenas ideias, mas também a política.
É o petróleo, estúpido (sobre a Venezuela)
No país de Saddam, lançaram toneladas de bombas explosivas e mortais. Ao mesmo tempo, e como complemento de um ataque sincronizado, despejaram sobre nossas cabeças toneladas de bombas ideológicas, que nos fizeram pensar apenas no “risco Saddam”, na “ausência de democracia” no Iraque e em “direitos humanos”.
Populismo de direita e carnavalização da política: O popular em meio a distopia
Nas redes sociais estão sendo desconstruídas hierarquias e autoridades estruturadas pelas democracias representativas dos séculos XIX e XX sem qualquer projeto, apenas um riso sarcástico sobre os escombros que produz (e venera). Uma distopia que muitos ancoram em uma matriz ideológica presente na própria estrutura algorítmica da tecnologia digital. Porém, uma tecnologia responde à formas societárias, à relações e desejos sociais e pressões institucionais, e seu desenvolvimento é aberto a contextos de pressões que se sucedem.
As grandes mentes de esquerda do século XX
Podemos até não concordar com o socialismo, mas o “fato científico” é que muita gente que contribuiu para a evolução da mente humana era socialista. Sartre, filósofo francês de extrema influência, dizia: “Se os comunistas têm razão, então eu sou um louco solitário em vida. Se eles estão errados, então não há esperanças para o mundo”.
O colóquio do amor
O conhecimento formal e acadêmico é essencial, mas não pode ser limitado àquelas horas de sala de aula. Nasceu aí a educação transformadora
Não formar cidadãos para formar bandidos: o projeto de nação do governo
O problema está no outro não em nós. Portanto, é preciso que os maus (uma invenção de quem manipula o saber) sofram para que eu goze. Algumas pessoas não devem ter direito ao gozo. Transferimos a razão de todo o mal para os sujeitos supostamente saqueadores e os colocamos fora do muro
Um porrema para Adorno
Resenha do livro Porremas, de Diego Barboza, Manuela Oiticica e Rafael Maieiro (orgs.), Rio de Janeiro, Mórula
O perigo da participação social
Pois que, na contramão da história republicana e democrática, mais uma vez o governo Bolsonaro mostrou que despreza a participação social. O Decreto n. 9.759 pretende extinguir e estabelecer diretrizes, regras e limitações para colegiados na administração federal, entre eles conselhos, conferências, fóruns e comitês gestores. E o que não for extinto, morrerá à míngua.
As confusões por trás da política de reajuste de preços da Petrobras
Rumos da atual política de preços e o futuro do parque de refino nacional levam a uma tensão contínua dos atores do mercado nacional de derivados
Tecnoinaptocracia
Começamos muito mal. Muito. Muito. O básico é deixado de lado, o necessário é deixado de lado
O grau zero da destruição
Bolsonaro expressa o âmago de seu projeto: a destruição da política nos moldes como existiam, para o estabelecimento da política nos moldes bolsonaristas
Presidente anuncia uma tragédia ainda maior do que a que já vivemos nas ruas e estradas
No seu primeiro pronunciamento ao vivo em redes sociais, Bolsonaro dedicou boa parte do seu papo para o anúncio de duas medidas absurdas e temerárias para a segurança no trânsito: o desligamento de radares nas rodovias federais e o aumento do tempo de validade da Carteira Nacional de Habilitação
Intermitentes e imprevidentes
O governo terceirizado de Temer não conseguir finalizar a devastação. Foi um intermitente “bem sucedido”, mas inconcluso. Deixou para seu imprevidente sucessor
Bolsonaro e a antipolítica
Na medida em que o jornalismo de maior visibilidade opta por divulgar, em uma perspectiva restrita, os escândalos de corrupção e desconstruir a imagem da política como um todo, qual seria a saída para nós, cidadãos comuns?
De onde vem o nosso super-ministro da economia?
Paulo Guedes navega na solidariedade com os interesses financeiros. Passar a previdência para o controle dos bancos privados, desvincular as receitas do Estado para que possam se apropriar do financiamento da educação, saúde e outras políticas sociais, buscar a apropriação da gestão do FGTS – tudo em nome de reduzir o déficit do Estado, aumentando o rombo que precisamente os bancos geram, é bastante coerente.

