Diplô Online
O STF e o futuro da ação climática voluntária
Políticas públicas ou decisões judiciais tem o poder de enfraquecer iniciativas que ajudam a proteger a floresta, colocam em risco não apenas o patrimônio ambiental brasileiro, mas também a segurança hídrica, energética e alimentar do país
Quem decide a Bíblia? Estado, Igreja e um debate de dois mil anos
O que se deve dizer é que a Bíblia Sagrada, enquanto artigo de fé, é também, justamente por isso, objeto de um manuseio teológico que não se deixa excluir das intenções de seus tradutores
Racismo e terrorismo religioso no Brasil
A violência religiosa contra as religiões de matriz africana não é meramente um problema de intolerância isso quer dizer, que o terrorismo religioso no Brasil é equiparável, conceitualmente, ao racismo religioso
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A era das anexações
O presidente dos EUA violou gravemente o Direito Internacional ao realizar uma operação militar em território venezuelano, caracterizada como crime de agressão por ferir a soberania de um Estado independente e a Carta da ONU
“Michelangelo e seus homens” – Novos olhares para os desenhos
Desenho em Michelângelo é também desígno, sinônimo de raciocínio, construção do pensamento, construção de imagens e, pode ser acrescentado, busca pela perfeição
Economia política na era digital
A expansão das tecnologias digitais e do uso massivo de algoritmos não apenas transformou a economia contemporânea, mas reconfigurou profundamente as relações sociais, o mundo do trabalho e as formas de exercício do poder
O congresso Pós-COP30: o Brasil que promete e o Brasil que devasta
O Congresso demonstra que as regras ambientais brasileiras podem ser reescritas ao sabor da madrugada, da bancada e da barganha
O incloroquinável Napoleão de hospício contra o mundo
Bolsonaro é um genocida. Na era digital, comparável apenas a Mubarak (não à toa, os dois únicos presidentes até hoje censurados pelo Twitter). Um a um, de aperto em aperto de mãos, com ou sem contágio vai exterminando o próprio povo. Vale-se de um vírus para tanto, o mesmo que assola as fronteiras para além de seu umbigo
Cartografia dos óbitos da Covid-19 em São Paulo
As inadequadas condições sanitárias em muitas residências, o desprezo orquestrado pelo surto pandêmico, a exposição e falta de alternativa em relação à informação de baixa qualidade e as urgências não mitigadas em tempos de crise são alguns dos fatores que contribuem para esse padrão de dispersão socialmente orientado: uma dispersão geográfica, portanto, mais do que geométrica, apesar de alguma coincidência entre elas. O padrão socioespacial tem um corte de classe e a doença já faz dos mais pobres as suas principais vítimas
Erosão na parceria entre China e a cooperação Sul Global
Nos períodos em que defendeu uma projeção mais autônoma e ativa na política internacional e atuou para modificar os regimes internacionais em favor dos países do Sul e do próprio país, o Brasil construiu uma aliança importante com os países do Sul Global alicerçada em uma autossuficiência coletiva e ganhos mútuos e num modelo de relações internacionais fundado na cooperação político-diplomática, econômica-comercial e científico-acadêmica.
Doenças são negligenciadas pela indústria farmacêutica
Em mais de 140 países, um total de 1,5 bilhão de pessoas precisam, todos os anos, de intervenções contra as chamadas doenças tropicais negligenciadas (DTN), segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde. Atingindo desproporcionalmente pessoas e regiões em situação de vulnerabilidade social, essas doenças são assim chamadas exatamente por não serem de interesse da grande indústria farmacêutica, que não vê boas possibilidades de lucro na pesquisa e no desenvolvimento de tecnologias em saúde direcionadas a elas.
A distopia liberal, as economias de guerra e o pós-crise já em disputa
Diante dos diferentes desafios (sanitário e econômico), parece haver um consenso entre muitos analistas: não há solução para a crise pela via do mercado. Da utopia à distopia liberal, ao que tudo indica caberá a Covid-19 jogar a pá de cal no neoliberalismo e na globalização econômica iniciada há quatro décadas
A importância da Filosofia em meio à crise da Covid-19
Há algum tempo vem-se dizendo no Brasil que a Filosofia e as artes não servem para nada e deveriam ser negligenciadas; contudo, se prestarmos atenção, é justamente a esses saberes que estamos recorrendo nesse período. Não me interessa aqui a visão exposta por Aristóteles na Metafísica segundo a qual as coisas inúteis são superiores porque são um fim em si mesmo e por isso a Filosofia é superior a todos os saberes, afinal a Filosofia não seria serva para servir a algo, mas soberana.
Os reflexos da pandemia sobre migrantes e refugiados
Impõe-se verificar se o ser humano pós-pandemia de Covid-19 privilegiará o vocabulário da solidariedade global, hospitalidade universal e o caminho da sonhada cidadania global ou esse indivíduo pós-pandêmico pode preferir discriminar, rejeitar e violar direitos
A dupla cegueira para lidar com a pandemia nas favelas
Dupla cegueira impede que se enxergue a face que o vírus assume em territórios favelados. A primeira cegueira diz respeito ao não reconhecimento das especificidades desses territórios, o que se revela na insistência com que as autoridades governamentais defendem o alcance universal das medidas de confinamento; a outra tem a ver com a dificuldade de se enxergar as favelas como territórios dotados da presença de agentes públicos e de capital social
A violência como propaganda imperialista nos filmes hollywoodianos
Hollywood apresenta para o mundo as formas de resolver problemas imaginários despertando os nossos desejos de vingança, de violência, os quais a realidade impede a concretização
Equador: quando o crime é se acostumar ao horror
Enquanto Moreno continua o processo de negar a realidade e os detentores da dívida equatoriana se fazem cada vez mais ricos, em Guayaquil o horror está nas ruas, nas casas e nos olhos de um povo, ferido uma vez mais pela infâmia das elites dominantes
Era uma vez em Hollywood…
A constatação a que chega Žižek é que a queda da China nos obrigará a “reinventar o comunismo baseado na confiança nas pessoas e na ciência”
Danem-se os liberais, é hora de imprimir moeda
Neste momento de crise econômica, social e sanitária, o mais efetivo para se promover a agilidade da despesa pública necessária aos anseios da classe trabalhadora e aos programas de saúde dos brasileiros é imprimir moeda para colocar nas mãos dos trabalhadores para que minimamente possam garantir suas condições materiais de subsistência
É a demanda, Paulo Guedes!
O coronavírus, como um tsunami, vem atingindo um país após o outro. Ainda não há vacina que impeça sua transmissão, tampouco remédios comprovadamente eficazes para o tratamento da Covid-19. Felizmente, temos no gasto público uma poderosa ferramenta para enfrentar a pandemia e seus efeitos econômicos devastadores
A Covid-19 e o direito à cidade dos pobres
Henri Lefebvre, um dos mais importantes pensadores da problemática urbana contemporânea, chegou à conclusão de que o encontro, a concentração e a centralidade constituiriam elementos inseparáveis dessa forma de sociabilidade edificada durante o século XX.
“Não temos tempo de temer a morte”: missão Covid-19
A morte da confiança nos mercados oferece oportunidade única para um Estado empreendedor
Coronavírus e o oportunismo neoliberal
O coronavírus, que por muito tempo será erroneamente descrito como causador da recessão desta década de 20, foi para o neoliberalismo um oportuno estopim para a correção de preços da bolha financeira gigante que já era esperada a estourar, e deu uma sobrevida ao sistema que estava vendo ganhar espaço propostas alternativas, inclusive em potências como os EUA.
Biopolítica, política internacional e fim da exceção humana
A formulação que separa os homens da natureza e se ancora no princípio da exceção humana é enfraquecida diante da pandemia
A cidadania vertical no Brasil e o coronavírus
A ideia do isolamento vertical não é (nem nunca foi) nova no Brasil. Especialmente, quando nós relacionamos essa proposta de isolamento ao que denomino como cidadania vertical.
A retomada das práticas alimentares ancestrais pelos Guarani Mbya
Não é possível pensar a questão da segurança alimentar sem nos depararmos com a vulnerabilidade das comunidades indígenas frente ao cenário de crise de saúde e sanitária que se aproxima
Covid-19 e a emergência climática: conexões e desafios
As consequências e os prognósticos noticiados acerca da pandemia de Covid-19 podem ser relacionadas com o debate sobre as mudanças ambientais provocadas pelos seres humanos no planeta no último século.

