Diplô Online
Um rio pode ir à Justiça?
A pergunta parece absurda até se descobrir que Equador, Bolívia e Colômbia já a responderam, e que uma emenda constitucional propõe o mesmo no Brasil desde 2023
Tristes e teimosos
O Brasil precisa aprimorar a investigação e a responsabilização dos autores de violência contra pessoas LGBTQIA+
‘Hora Crepuscular’, de Suiany Tavares: a poética do tempo
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Preços silenciosos: sigilo não é política de acesso
A estratégia de confidencialidade de preços promovida pelo Ministério da Saúde e órgãos de controle transfere a lógica do segredo para o Estado, asfixia o controle social e blinda as margens de lucro abusivas das grandes farmacêuticas
“Ser autista está na forma como seguro o garfo. Por que não estaria na minha literatura?”
Vencedora do Prêmio LOBA 2025, Milena Martins Moura defende uma representação não didática da neurodivergência na poesia
Uma agenda pendente da reforma tributária
É indispensável que o Congresso Nacional aprove uma lei complementar para regulamentar a destinação futura dos recursos dos Fundos de Combate à Pobreza
O que separa o perigoso do diferente?
Em uma sociedade cada vez mais polarizada, a convivência entre liberdade, pluralidade e proteção contra discursos e práticas destrutivas tornou-se um dos maiores desafios das democracias e das organizações. Como distinguir a discordância legítima de comportamentos que ameaçam as próprias regras da convivência?
Por que o ICE deve ser compreendido como terrorista?
A morte de Good é um exemplo extremo de como agências federais com poderes amplos e vagamente delimitados podem empregar força letal contra populações civis sem responsabilização transparente – e de por que qualquer cidadão sensato afirma que essas agências operam de maneiras que aterrorizam comunidades
Produção de desigualdade cognitiva: o desafio da inteligência artificial para a educação
A rápida difusão da inteligência artificial tem sido apresentada como um destino tecnológico incontornável. No campo educacional, porém, seu avanço está longe de ser neutro ou inevitável: suscita cautela, alarme e disputas profundas sobre seus efeitos formativos. Embora o discurso dominante celebre a IA como instrumento de produtividade e democratização do conhecimento, uma análise histórica e sociológica revela um risco distinto e mais profundo: a inauguração de um novo regime de desigualdade, menos visível e mais radical
Sete livros para entender a Amazônia escritos por autores da região
Os sete livros apresentados neste texto servem como introdução aos estudos regionais e levantam tanto velhas quanto novas problemáticas: o capitalismo internacional, o movimento indígena, a cosmologia ancestral, a colonização, a devastação ambiental, a relação entre ideias e sociedade e o colonialismo interno
Como os EUA fizeram para bombardear a Venezuela e sequestrar Maduro em menos de 5 horas antes da primeira segunda-feira do ano?
Em janeiro de 2026, os Estados Unidos inauguraram um novo patamar de intervenção ao bombardear a Venezuela e capturar seu chefe de Estado em uma operação relâmpago, sem declaração formal de guerra e com mínima fricção institucional. Mais do que um episódio excepcional, a Operação Absolute Resolve revela a consolidação de um modelo contemporâneo de conflito baseado na integração entre ação militar, controle informacional e gestão jurídica da violência
Jones Manoel e a esperança da Revolução Brasileira
Em entrevista ao Le Monde Diplomatique Brasil, o político e historiador analisa a conjuntura brasileira na atualidade
A encruzilhada da importação de produtos de Cannabis no Brasil
Centenas de milhares de pacientes tem acesso a variados tipos de produtos de Cannabis importados que se diferenciam em suas formas farmacêuticas, concentrações e vias de administração
Giovanni Ghilardi aborda cinemas de rua de São Paulo com diferentes narradores
Lançado pela Cachalote editora Projetores Paralelos da autora explora com características próprias o audiovisual
Estados Unidos, Venezuela, segurança nacional e eleições brasileiras
O ataque dos Estados Unidos à Venezuela, país que faz fronteira com o Brasil, deve acender um alerta sobre a proteção da democracia brasileira em ano eleitoral
As universidades públicas reféns do clientelismo parlamentar
Dados parecem indicar um menor interesse dos parlamentares pela ciência em si, uma vez que as universidades oferecem maior alcance, sobretudo por meio de projetos de extensão
O Brasil, os EUA e a desordem mundial
A Venezuela foi atacada por Trump por dois motivos. Primeiro, pelo interesse econômico em controlar as jazidas de petróleo sob controle estatal. Segundo, pelo interesse político em promover a mudança de um governo contrário a Washington. E o Brasil? Será o próximo da lista?
Venezuela e os limites da soberania brasileira
A política externa se expressa tanto pelo discurso quanto pelos silêncios, especialmente em contextos de forte assimetria de poder. As reações moderadas do Brasil às sanções dos EUA contra a Venezuela revelam não mera cautela diplomática, mas os limites estruturais de autonomia de países inseridos de forma subordinada na ordem internacional
A Venezuela na estratégia de poder dos Estados Unidos
A invasão da Venezuela funciona, assim, como advertência e laboratório
Um anti-imperialismo cuir e feminista
É urgente pensar como construir uma proposta para um anti-imperialismo que se preocupa com a liberação dos povos verdadeiramente e não com o standing relativo de diferentes impérios, ou que é apenas um contra-projeto de masculinismo imperial
Veto, paralisia institucional e as demandas do Sul Global
No contexto atual de fragmentação geopolítica, a próxima liderança da ONU precisará atuar como uma ponte capaz de conectar as demandas urgentes do Sul Global às estruturas de poder das grandes potências
A incômoda soberania da Venezuela: a velha política da Pax Americana
A Venezuela não provocou a autoridade ou a soberania dos Estados Unidos, tampouco cometeu atos que ameaçassem diretamente a integridade territorial, política ou humana do Estado norte-americano. Não houve violação de direitos de cidadãos estadunidenses nem qualquer ação concreta que pudesse ser enquadrada como ameaça existencial à segurança dos EUA
A música na era da velocidade: reflexões sobre consumo e experiência
Você já se perguntou como é a sua relação com os produtos artísticos e culturais na contemporaneidade? Será que ela se tornou mais dinâmica, veloz e, por que não, superficial?
Um balanço das ações afirmativas raciais em concursos públicos em 2025
O debate sobre ações afirmativas raciais no Brasil permanece no centro das disputas políticas, jurídicas e institucionais que atravessam a democracia brasileira. Longe de se tratar de uma política pacificada, as cotas raciais seguem sendo alvo de tentativas sistemáticas de esvaziamento, reinterpretação restritiva e ataque frontal, mesmo diante de seu reconhecimento constitucional e de evidências consolidadas sobre sua importância na redução das desigualdades raciais
Reconstruir entre ruínas: o traço sob ataque
Cidades destruídas pela guerra colocam em xeque não apenas a capacidade técnica da arquitetura e do urbanismo, mas também seus fundamentos éticos, políticos e sociais. Diante da devastação, projetar deixa de ser um exercício abstrato e passa a lidar diretamente com perda, memória e sobrevivência coletiva
A escola-igreja
A teocratização da sociedade brasileira é um projeto político organizado e em curso, no qual a escola neoliberal desempenha papel central ao promover a pedagogização cristã e a conformação subjetiva. Práticas religiosas apresentadas como neutras ou formativas não são desvios, mas instrumentos de uma racionalidade que articula fé, gestão e governo para sustentar a superexploração capitalista
O Oreshnik e a intensificação das tensões na Europa
Em um sistema internacional marcado pela intensificação das rivalidades entre grandes potências, certos movimentos estratégicos tendem a passar despercebidos quando não se enquadram no foco imediato da agenda midiática global

