Diplô Online
Fantasia distópica Verty Society é extensão lógica e dolorosa de onde já estamos
Livro aborda uma Terra futurista onde a paz de seus habitantes é garantida por meio da supressão da liberdade. Mais do que uma obra de ficção, é um libelo contra homofobia e a repressão institucionalizada
Uma política pública para o presente e o futuro das periferias brasileiras
Faz sentido pensar que a população tem direito a acessar a uma cidade mais organizada, bem planejada, em que suas demandas sejam escutadas e suas necessidades cidadãs sejam observadas?
O futuro imposto
As dinâmicas estruturais que definem a configuração sociopolítica do Brasil e seus limites para a construção de um projeto de desenvolvimento capaz de superar o atraso, a dependência e a desigualdade; apontando a dimensão feminina como chave para um futuro civilizado. Por um lado, temos uma interrogação múltipla: qual é o futuro que vem sendo “imposto” desde a era colonial? Continuará inalterável em relação ao seu paradigma dominante? E no nível meta-político, existe alguma alternativa de vivenciarmos um futuro de país que não seja “imposto”, ou seja, através de uma conciliação que priorize os interesses da sociedade?
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Não se trata de “Lugar de Cale-se”
No período escravocrata, não tão distante, afinal, até pouco tempo atrás vivíamos nele, a imposição de mordaça servia como forma de calar os rebeldes e controlar a sua liberdade alimentar. A ditadura militar foi outro momento da história brasileira que também deixou marcas na construção de uma memória
Celso Furtado: caçador de mitos
Com nova edição pela Ubu, O mito do desenvolvimento econômico revela faceta crítica do teórico do subdesenvolvimento
Big techs desafiam a democracia e favorecem a extrema direita
Modelo de negócios das big techs estimula engajamento e desinformação, criando ambiente favorável ao crescimento da extrema direita nas redes sociais
Cioran: entre o pessimismo e o fanatismo na política
A atmosfera de idolatria mostra um sintoma que revela nos sujeitos um desejo insaciável de dominação, transfigurado na política através da tirania, dos abusos de poder e do autoritarismo, características de grupos autoritários e radicais extremistas
Tempos modernos (versão hot line)
As tecnologias da informação e da comunicação significam bem mais freqüentemente fontes de intensificação do trabalho que de enriquecimento profissional. O tempo liberado graças ao trabalho na rede é absorvido por restrições cada vez mais fortesMartine Bulard
Um pacto global
Trata-se de uma iniciativa, da ONU, que leva em conta a dificuldade de algumas economias frente às forças do mercado, os limites da globalização em matéria de progressão social e o avanço da oposição a essa mesma globalizaçãoRoland-Pierre Paringaux
Um "investimento" de US$ 4 bi
Bill Gates, cujos “investimentos” políticos explodiram, teve o cuidado financeiro para que a Microsoft tenha, em qualquer das hipóteses, um amigo na Casa Branca — e a Casa Branca, um amigo na MicrosoftSerge Halimi, Loïc Wacquant
A "psicose" da "vaca louca"
Pressionado por uma opinião pública enlouquecida e pelo medo de uma epidemia de encefalopatia espongiforme bovina (ESB), o governo francês decidiu proibir a utilização de farinhas animais para nutrir animais cuja carne chega à mesa dos consumidoresDenis Duclos
Business e direitos humanos
A “batalha de Seattle” é um bom exemplo: as empresas transnacionais operam sob o olhar crítico dos cidadãos. O respeito pelos direitos humanos é visto como parte integrante da responsabilidade delas, da mesma forma que o respeito à cultura e ao meio ambienteRoland-Pierre Paringaux
Greves pela rede
Nos Estados Unidos, as ciber-lutas já se popularizaram: a maioria das grandes empresas norte-americanas deve enfrentar a revolta de assalariados pouco habituados à luta sindical. Mesmo a Microsoft tem que enfrentar um “sindicato virtual”, Wash TechMartine Bulard
Um caso de morte e pobreza
Em carta dirigida ao presidente norte-americano, Thabo Mbeki, presidente da África do Sul, apontava a estreita e específica relação que ele acreditava haver entre a morte maciça provocada pela Aids na África e a pobreza endêmica que sufoca essa regiãoAnatole Ayissi
Diário de um campo de refugiados
“Se Barak quiser realmente saber se a intifada vai continuar ou não, ele deveria falar com as mulheres palestinas, em vez de ameaçar Arafat. Será que Barak já tentou saber por que, desta vez, as mulheres estão longe das linhas de combate?”Mouna Hamzeh-Muhaisen
Nas cozinhas do Vieux-Port
Abdou trabalha no mercado “informal”, até 15 horas por dia, fazendo manutenção, lavando louça, limpeza etc. Termina às 2 horas da manhã, quando já não há transporte coletivo. Os 200 francos que seu patrão lhe dá (em espécie) não permitem tomar um táxiDominique Carpentier
Jerusalém, mitos e realidades
Como todo o mito, o da “Jerusalém libertada” tem raízes longínquas. Traduz o vínculo, de dois mil anos, que une os judeus a Sion, uma das colinas que simbolizam Jerusalém — uma Jerusalém única, para os judeusMarius Schattner
A volta do oportunismo migratório
Do pós guerra até os anos 70, a economia francesa importou mão-de-obra. Nas décadas de 80 e 90, a situação se inverte e há um clima xenófobo. Finalmente, no limiar do novo milênio, fala-se de novo na imigração, mas de forma utilitarista e pragmáticaAlain-Marie Carron
Jerusalém, o centro da discórdia
Se o general Ariel Sharon só pretendesse criar problemas ao primeiro-ministro israelense após o fracasso da reunião de Camp David, por que então Barak, ao invés de o repreender, deu-lhe uma proteção de mil policiais para ir à Esplanada das Mesquitas?Mohamed Sid-Ahmed
Pokemon, uma paixão infantil
O sucesso do Pokemon é orquestrado por um marketing abusivo e por sub-produtos a cada dia mais numerosos, com o objetivo de propor às crianças um produto não acabado: uma espécie de kit a ser construído por elasSerge Tisseron
O pior cego é o que…
A organização israelense de direitos humanos Betselem divulgou um relatório que confirma que as informações dos porta-vozes militares e civis, em geral relativamente confiáveis, desta vez se fazem acompanhar por imprecisões, mentiras e omissõesAmira Hass
De al-Aksa ao pogrom de Nazaré
O governo de Ehud Barak acobertou o comportamento das forças de segurança — dez mortos e centenas de feridos em três dias — sob o pretexto de que os manifestantes, em certos locais, bloquearam as estradas principaisJoseph Algazy
Jogos perigosos
Em 1977, para compensar a falta de competitividade de suas empresas nos mercados estrangeiros, o governo francês autorizou a prática da corrupção, oficialmente denominada “comissão”, desde que a quantia envolvida fosse paga a um funcionário estrangeiroPierre Abramovici
A espiral
Sentindo-se depositário do voto de uma parte de seu povo, Ehud Barak quer manter Jerusalém como “eterna capital” de Israel; Arafat considera-se investido, pelos povos muçulmanos, do dever de manter os lugares sagrados do Islã sob proteção árabeIgnacio Ramonet
Mas por que emigram?
Com a globalização, seria possível continuar pensando a imigração como se fosse uma dinâmica independente de outros setores, como se seu “tratamento” ainda dependesse exclusivamente de uma soberania nacional unilateral?Saskia Sassen
A aposta perdida de Yasser Arafat
As quimeras de “um grande Israel” ou de uma Palestina reunificada pertencem a um passado distante, e não passam do privilégio de minorias de ambos os lados, cuja visibilidade cresce proporcionalmente à violência das crisesEric Rouleau
Uma revolução tranqüila
A idéia do direito a uma renda básica independente do trabalho foi proposta por Thomas Paine, deputado durante a Revolução Francesa. Ele achava que a apropriação da terra por alguns justificava a concessão aos outros de meios de subsistênciaChantal Euzeby

