“Sem cultura você tem a fronteira, o país, mas não tem uma nação”
Ícone artístico do Brasil, atriz afirma que falta sensibilidade a governantes: “Se está abandonado neste setor, por que os outros não estariam?”

Ícone artístico do Brasil, atriz afirma que falta sensibilidade a governantes: “Se está abandonado neste setor, por que os outros não estariam?”
Em sua segunda visita ao Brasil, o premiado autor de The Underground Railroad falou ao Le Monde Diplomatique Brasil sobre as cicatrizes da escravidão e o apagamento da história
Diferente da tradicional literatura juvenil, que investe em relações endógenas ao mundo literário e em problemas do sujeito singular masculino, branco, urbano e de classe média, o Iara e a arca da filosofia trata de dilemas filosóficos protagonizadas por uma menina e um lêmure falante, ambientados em um espaço não-urbano.
Discípula de Carolina de Jesus, a autora, por meio de sua escrevivência, traça um caminho único na literatura, mas com a recusa permanente de ser enquadrada em uma visão meritocrática: “O sujeito fica isolado dentro de um contexto branco, que o valoriza contanto que ele trace uma trajetória o mais longe o possível da sua coletividade”
Cria da Festa Literária das Periferias, o autor de O Sol na Cabeça anseia pelo dia em que a mídia olhará mais para a agenda cultural das favelas e escritores como ele deixarão de ser tratados como exceção ou novidade
Resenha do livro Marx selvagem, de Jean Tible (3.ed.: Autonomia Literária, 2018)
Encontrei meu grande amor indefectível! Aprendi que amar é perder o tom nas comas da ilusão. Revelar todo o sentido.
Aos 81 anos, Raduan Nassar, paulista de Pindorama, norte do estado, possui uma trajetória de inquietude. Abandonou a Faculdade de Direito do Largo São Francisco no quinto ano, já fisgado pela literatura. A filosofia e o jornalismo foram casas temporárias de um homem que aprendeu, na adolescência, a gostar de palavras, então aluno de uma de suas irmãs, professoras de português. O pendor pela palavra desembocou em Lavoura arcaica (1975), Um copo de cólera (1978) e uma coletânea de contos publicados de maneira esparsa ao longo dos anos, incluindo Menina a caminho, O ventre seco, Hoje de madrugada e outros.
Apelidada na França de “princesa da língua portuguesa”, Clarice Lispector escrevia como se pudesse salvar a vida de uma pessoa e aproximá-la da beleza silenciosa do mundo. Grande figura da literatura brasileira, por muito tempo permaneceu desconhecida na França. A recente publicação de suas cartas deve contribuir para sua difusão
Quando em 1897 o irlandês Bram Stoker inventou, com seu romance Drácula, o arquétipo do vampiro, príncipe da escuridão, seja da noite, seja dos desejos inconfessáveis, o tempo estava nervoso: atentados anarquistas, prodígios tecnológicos (início da aviação), agitação operária. Talvez o retorno atual dos vampiros acompanhe distúrbios comparáveis
Aos 75 anos, escritor angolano fala sobre as nuances de seu país, política, literatura e egoísmo. Vencedor do Prêmio Camões em 1997, o autor de “Mayombe”, “Geração da Utopia” e ”Se o Passado não Tivesse Asas” faz duras críticas às relações entre Angola- Brasil – Portugal, países membros da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e afirma que o egoísmo é o grande mal dos nossos tempos.
Jack London (1876-1916) há tempos sofre com os rótulos: permanentemente subvalorizado como um romancista para crianças, ele foi celebrado vigorosamente como um modelo de escritor engajado. London conjugava todos os tipos de contradições. Muito além de um ideólogo, ele esteve a serviço de uma obra obstinada em contar a força dos vivos