Diplô Online
Da urgência de uma pedagogia antissexista e anticapitalista
Este ensaio analisa as insuficiências da educação convencional para combater a violência de gênero e propõe os fundamentos de uma pedagogia emancipatória, antissexista e anticapitalista. A partir de um diálogo interdisciplinar entre História, Sociologia, Pedagogia Crítica e Estudos de Gênero, sustenta que a violência contra as mulheres é de natureza estrutural, conformada por classe, raça e sexualidade. A educação é reivindicada, assim, como prática transformadora, enraizada no feminismo socialista. Uma pedagogia interseccional e crítica é imprescindível para desarticular as estruturas geradoras da violência
A internação forçada como instrumento imobiliário
A proliferação de políticas de internação compulsória revela um projeto higienista de exclusão social que viola a Constituição, tratados internacionais e décadas de conquistas da Reforma Psiquiátrica
A perversidade, os limites e o que a morte de Orelha revela
O que torna o caso do cachorro Orelha especialmente perturbador é o modo como a perversidade se manifesta sem qualquer elaboração simbólica
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A insurreição da consciência, a arte e a liberdade de construir uma nova existência
Quando a política deixa de ser mediação e passa a ser captura, a sociedade é empurrada para a apatia ou para o desespero
Estado de sítio e golpe de Estado possuem longa relação no Brasil
Entre legalidade e exceção, a história do estado de sítio no Brasil revela como o instituto foi reiteradamente mobilizado em disputas de poder, ora para conter golpes, ora para legitimá-los – um passado que ajuda a compreender sua reaparição no entorno da tentativa golpista de 2022
A identidade branca como política de Estado
O projeto aprovado não é um equívoco técnico nem um debate legítimo sobre políticas públicas. É uma tomada de posição política clara em defesa da preservação de privilégios raciais historicamente construídos neste estado
A operação nos Complexos do Alemão e da Penha e seus impactos sobre a mobilidade urbana
A chacina do Alemão e da Penha expôs como operações policiais de grande letalidade desorganizam a vida urbana e aprofundam desigualdades, atingindo de forma desproporcional quem depende do transporte público
Nunca foi loucura, sempre foi golpe!
Durante os quatro anos do governo de Jair Bolsonaro, atitudes do ex-presidente e de seus apoiadores não foram levadas a sério, seguidas de ridicularização e deboche generalizado. Além disso, quantas vezes não chamamos Bolsonaro de “louco”?
Nosso cotidiano revolto
A opinião pública vem de um processo de formação de opiniões individuais ou coletivas. Vem dos estímulos provocados pelo o que vemos e ouvimos, nos programas de rádio, de televisão, ou lemos nos jornais cotidianos para pensarmos sobre experiências que também vivemos, ou outras que grupos humanos distintos dos nossos vivem. Vem também das leituras que fazemos dos jornais editados semanalmente, ou mensalmente. E quanto mais distante uma publicação da outra, do mesmo jornal, mais densas as matérias que encontramos e mais difícil sua leitura
Alfabetização ecológica
Nas próximas décadas, a sobrevivência da humanidade dependerá de nossa alfabetização ecológica –capacidade de compreender os princípios básicos da ecologia e viver de acordo com eles – devendo tornar-se uma habilidade crítica para políticos, líderes empresariais e profissionais de todos os setores, torando-se a parte mais importante da educação em todos os níveis
Ninguém nunca mais soltará a mão de ninguém
Aquela afirmação, “transformaram todos nós, familiares, em bandidos, o pobre não é mais digno pra nada!”, me desassossegou
O dia depois de amanhã
Para o bolsonarismo, a eleição é uma batalha perdida, mas não a guerra. Para os seus inimigos, a vitória é uma trégua
Desmatamento, grilagem de terras e financeirização: impactos da expansão do monocultivo da soja no Cerrado
O desmatamento tem por finalidade tentar vender a área como se fosse legítima, o que dificulta a reversão da grilagem da terra. Este caso demonstra os impactos do agronegócio da soja sobre o meio ambiente e sobre comunidades camponesas, indígenas e quilombolas. Confira a seguir capítulo do livro Direitos Humanos no Brasil 2022, lançado no dia 6 de dezembro pela Rede Social de Justiça e Direitos Humanos
Os alimentos da cesta básica em face da tensão inflacionária e exportação de commodities
É preciso atentar para a necessidade de nova regulação do sistema econômico no contexto dos problemas ora levantados, principalmente do seu carro-chefe – a economia do agronegócio –, cujos resultados exclusivos perseguidos na linha do resultado exportador em commodities não se confundem com as necessidades reais do país. Confira capítulo do livro Direitos Humanos no Brasil 2022, lançado no dia 6 de dezembro pela Rede Social de Justiça e Direitos Humanos
O papel transversal da cultura
No momento em que iniciamos o novo governo, é única a oportunidade para que a rica e plural cultura brasileira desempenhe por meio de políticas públicas, articuladas a nível internacional, seu papel como expressão da Diversidade Cultural, contribuindo assim para o desenvolvimento sustentável do país
Transe e vertigem: sair de si para retomar o movimento
Confira resenha do livro Do transe à vertigem: ensaios sobre bolsonarismo e um mundo em transição, escrito pelo filósofo Rodrigo Nunes e lançado neste ano pela Ubu Editora
“Cidadão de bem”: ética e estética
A astúcia desse ataque está na forma estética em que a extrema-direita amalgamou os múltiplos afetos e sensações que marcam os nossos dias – medo, raiva, angústia, frustração, ressentimento, ansiedade, insegurança etc. –, oferecendo um reconfortante retorno imaginário à comunidade aos seus novos e velhos adeptos, além, é claro, de produzir formidáveis bodes expiatórios para os problemas complexos do mundo e a decadência das condições de vida, a quem as pessoas poderiam dedicar o seu ódio a vontade
A última sessão de música
Podemos dizer que, com sua ternura musical particular, Milton Nascimento criou uma imagem de Minas Gerais e das harmonias características daquele sentimento do “ser-tão” que carregamos dentro da gente
A PEC da transição e a moralidade das elites no Brasil
Um indicador do que teremos que enfrentar podemos ver na discussão da chamada “PEC da transição”. O desmonte da máquina pública e das práticas republicanas foi tamanho que não podemos sequer combater em terreno favorável: o poder de Artur Lira e daqueles que apoiaram o Governo Bolsonaro no Congresso é tão grande que teremos que lutar de forma a conter e limitar os conservadores e a extrema direita progressivamente, mas com firmeza
Quem come o filé de ouro do futebol?
Os torcedores brasileiros nos estádios da copa, que com suas musiquinhas cantam para as coreografias dos atacantes, estes sim, apesar da diferença de origem social, são os que estão mais próximos dos jogadores
A culpa é do Tite?
A repetição de um padrão, sugere que estamos diante de um sintoma, que é preciso investigar
A arrogância do general
Se os generais que fizeram campanha em 2018 por Bolsonaro, destruíram a candidatura Lula, ocuparam cargos chave no novo governo e ficaram ao lado do tresloucado capitão até o final de seu período presidencial formassem uma seleção, Sérgio Westphalen Etchegoyen seria o técnico
Intersecções do comer em sociedade
As Cozinhas Solidárias do MTST são espaços de intersecção entre a cozinha, as pessoas e o território e promovem uma rede de aprendizagem que ressignifica a relação com a comida
Fake news: jogador caro, resultado mais ainda
Indústria de financiamento das fake news revela uma cadeia de jogadores com dinheiro público, políticos e empresas de marketing digital. Quem sai perdendo é o Brasil
A Tarifa Zero e a evocação de um velho fantasma
A experiência do último domingo eleitoral de conceder Tarifa Zero mostrou-se relativamente simples de ser adotada e muito menos custosa financeira e politicamente do que se imaginava
O filósofo de Bolsonaro
O fato de Olavo, um antifilósofo, ter sido elevado à categoria de “pensador” e ideólogo da direita tupiniquim dá mostras do abismo em que nos encontramos
Corte de verbas nas universidades ataca diretamente estudantes mais pobres
Quando o Governo Federal ataca a educação, está atacando o próprio Estado brasileiro que está perdendo os seus investimentos no potencial presente e futuro de um país que necessita de mão de obra qualificada e atualizada

