Diplô Online
O que está em jogo quando asfaltamos o passado?
Reconhecer ruas de paralelepípedo como parte do patrimônio urbano significa admitir que o chão também conta histórias, e que essas histórias são dignas de resguardo institucional
Da urgência de uma pedagogia antissexista e anticapitalista
Este ensaio analisa as insuficiências da educação convencional para combater a violência de gênero e propõe os fundamentos de uma pedagogia emancipatória, antissexista e anticapitalista. A partir de um diálogo interdisciplinar entre História, Sociologia, Pedagogia Crítica e Estudos de Gênero, sustenta que a violência contra as mulheres é de natureza estrutural, conformada por classe, raça e sexualidade. A educação é reivindicada, assim, como prática transformadora, enraizada no feminismo socialista. Uma pedagogia interseccional e crítica é imprescindível para desarticular as estruturas geradoras da violência
A internação forçada como instrumento imobiliário
A proliferação de políticas de internação compulsória revela um projeto higienista de exclusão social que viola a Constituição, tratados internacionais e décadas de conquistas da Reforma Psiquiátrica
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A conservação como estratégia de exploração madeireira e extração de ouro
Os povos Munduruku há muito tempo afirmam que a demarcação de seus territórios e a regulamentação efetiva dessas fronteiras previnem o desmatamento, sem a necessidade de soluções financeiras adicionais, complexas e pouco transparentes. Artigo inédito escrito para o livro Direitos Humanos no Brasil 2025, da Rede Social de Justiça e Direitos Humanos
A COP30, o agro e a difícil verdade sobre o consumo de carne
Entre churrascos performáticos e promessas de rastreabilidade, a COP30 revelou um agro disposto a moldar narrativas – mas não a transformar o modelo que sustenta a destruição
Como viver em um país que naturalizou o assassinato de mulheres?
Casos brutais assistidos em 2025 mostram que estamos longe de alcançar equidade de gênero, mas que a solução passa por todos nós e o primeiro passo é a indignação
O medo como língua materna
No Brasil de 2025, meninas aprendem antes a sobreviver do que a existir. A misoginia se reorganiza, os discursos de ódio se expandem e o feminicídio segue como desfecho anunciado
Mulheres afegãs: fome, pedra, burca
Há muito tempo mulheres afegãs denunciam que a ocupação norte-americana não alterou suas vidas. Nada foi feito nessas duas décadas de ocupação? Alguns projetos foram feitos para mulheres e meninas afegãs para justificar a ocupação. Mas os casos de estupro, violências domésticas, ataques de ácido, casamentos forçados, espancamentos públicos de mulheres com chibatadas, apedrejamento até a morte continuaram
Conservação da natureza é essencial na prevenção de futuras pandemias
Brasil, que foi líder mundial, é hoje pária ambiental e sofre com desmatamento e redução de suas áreas protegidas
Sistema econômico precisa se responsabilizar pelas mudanças climáticas
Recentemente, o IPCC lançou o maior relatório científico sobre as mudanças climáticas já feito. Segundo a publicação, já alcançamos efeitos irreversíveis do aquecimento global
Koreatown: Entre a cidade de enclaves e a urbe cosmopolita
O projeto para se criar uma “Koreatown” no Bom Retiro revela não somente a necessidade de se prestar a devida atenção à presença de atores internacionais que desejam participar da gestão da cidade, como também à insistência em se considerar ações de intervenção urbana como fórmula para solucionar os problemas das áreas centrais de São Paulo
Para onde vai a Alemanha?
No dia 03 de outubro de 2020 a reunificação da Alemanha completou 30 anos. O que se pode dizer do país e sua inserção na Europa e no mundo após estas três décadas?
O golpe de Bolsonaro
Apesar de sua reduzida margem de manobra, Bolsonaro vai tentar um golpe. Não se trataria de um golpe militar clássico. A expectativa dele é que os militares possam cruzar os braços em caso de uma tentativa de golpe por PMs, milícias, seguranças privadas. Além do “risco Capitólio”, é bom não ignorar o “risco Bolívia”
O mito precisa sair da caverna, e o Brasil também
A autoritarismo entra em cena e os mecanismos de estabilização constitucional, neste momento, devem ser amplamente utilizados, em uma espécie de cabo de guerra, para frear o seu avanço
Projeto de lei de deputado bolsonarista pede o fechamento da UERJ
A proposta parlamentar de extinção da UERJ é uma agressão à universidade brasileira como emblema de erudição, lugar de contradito e valor civilizatório
A privatização dos Correios
A aprovação do PL e posterior venda da ECT a operadoras privadas fará com que prevaleça o critério de obtenção de lucro no curto prazo, em detrimento dos empregos e condições de trabalho dos funcionários da empresa, da universalidade, da modicidade tarifária, da segurança e até da privacidade dos usuários dos serviços postais
Os freios da autodeterminação dos povos
Os direitos humanos são regras de observância obrigatória por todos os Estados. Em sendo o tratamento dispensado pelo Talibã às minorias de seu país avesso aos direitos mais elementares, sua existência como política de Estado não encontra guarida no princípio de autogoverno
O Programa Auxílio Brasil e o encerramento do Bolsa Família
Bolsa Família será gradual e rapidamente descontinuado para dar espaço a um programa que está de acordo com as críticas e estigmas que cercam as famílias de trabalhadores que vivem em condição de pobreza e que são beneficiadas pelo programa
Feminismo como islamofobia velada domina o debate sobre o Afeganistão
O mundo cristão está longe de ser imune à violência de gênero. E se olharmos bem de perto, encontraremos muitos casos de violência contra as mulheres no Ocidente que raramente são contextualizados em torno da religião. Esta história de violência de gênero não é uma história do Oriente Médio, é a nossa história
Intolerância religiosa contra rezadeiras Guarani Kaiowá
Rezadeiras são ameaçadas e insultadas por pessoas ligadas a igrejas evangélicas. A violência conta com apoio de uma espécie de milícia e do “capitão” que atua na aldeia Amambai
Apartheid brasileiro e olhos que teimam em desolhar
Aqui a elite sequer precisou criar leis, nos moldes do apartheid sul-africano, que segregassem territórios para brancos e negros no pós-abolição da escravatura
Agronegócio e fome no Brasil
O Brasil tem privilegiado o agronegócio em detrimento da agricultura familiar. Com o agronegócio, o alimento é tratado não como um direito social, mas como uma mercadoria cujo propósito primordial é auferir lucro. Assim, paralelamente ao aumento da produção e da produtividade do agronegócio, temos o crescimento de pessoas sem acesso à alimentação
O impacto do golpe de 2016 e o futuro da democracia brasileira
Universidade Federal do Rio de Janeiro promove o evento “Cinco anos depois: debates sobre o futuro da democracia brasileira” com reflexões sobre novos personagens em cena na política brasileira
Biden para Israel: a adoção de uma política externa previdente
Para compreender a cautela de Biden, é fundamental analisar as dinâmicas políticas internas dos Estados Unidos e de Israel
Cinemateca, entre o deserto e a miragem
O maior acervo brasileiro de cinema, que contém a memória de mais de cem anos de imagens, hoje não possui ninguém para zelar por ele
A culpa é dos afegãos?
Ao contrário de Biden, militares, diplomatas e acadêmicos americanos sabem e reconhecem que a culpa pelas cenas de horror em Cabul não pode ser atribuída aos próprios afegãos.
O imoderado clamor ao poder moderador das Forças Armadas
Ao declarar que as Forças Armadas seriam um poder moderador no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro e seus colaboradores diretos estão insistindo em uma falácia já desconstruída

