Diplô Online
O Chile nas urnas: desigualdade, ruptura e a disputa pelo futuro
A eleição é um marco, confirmando a perda das duas coalizões que dominaram a política chilena nos trinta anos após o fim da ditadura do general Augusto Pinochet e o retorno à democracia
País vive retrocesso ambiental incompatível com o Pacto pela Transformação Ecológica
O mundo esperava um funeral dos combustíveis fósseis, mas o Congresso entregou um funeral da proteção ambiental
Coletivo “O Corre” e a potência criativa das periferias digitais
A força criativa das periferias nunca dependeu da permissão do Estado. A mesma energia que fazia brotar barracas, improviso e comércio nas praias de Salvador se transformou em comunicação digital. O celular substituiu o tabuleiro, e o conteúdo virou mercadoria simbólica. É nesse contexto que surge O Corre
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Memórias da máquina
Romance de estreia de L. K. Nogueira reúne fragmentos de um mundo distópico recriados por uma inteligência artificial
Por que precisamos falar de sistemas alimentares na COP30?
A forma como os sistemas agroalimentares vêm sendo tratados nos espaços multilaterais compromete o enfrentamento às mudanças climáticas
O papel do diálogo na saúde mental
Sem políticas sociais consistentes e justiça restaurativa, a segurança não se sustenta
LGB sem T: a nova face da transfobia em movimento
Rede internacional de coletivos LGB International foi lançada em 19 de setembro alegando silenciamento por parte do ativismo trans
Pan-africanismo e democracia ainda são possíveis em África?
Alguns questionamentos que serão a base desta reflexão: por que o pan-africanismo fracassou no continente africano? Ele ainda é possível como projeto político? A partir de quais bases é possível repensar esse pan-africanismo? Qual é o papel da internet nessa nova trajetória do conceito? O pan-africanismo é compatível com a democracia? É possível reconciliar a tradição africana, sobretudo, os modelos de cidadanias pré-coloniais com as ambições do pan-africanismo? E como pensar o pan-africanismo em relação ao nacionalismo no continente africano?
A economia mundo pós pandemia
Lord Keynes, acreditando que as reparações econômicas se mostrariam desastrosa pelas forças de mercado, desenvolveu uma teoria colocando os gastos públicos, isto é, o Estado, como determinante para a retomada do emprego, do produto e da renda. Considerou que a teoria clássica não se aplica a um caso geral e que o Estado deveria exercer influência orientadora sobre a economia de mercado. Assim, com a crise de 1929 e o pós-guerra, sua teoria revolucionou profundamente o modo de pensar a economia marcando um radical rompimento na forma de fazer política econômica. A economia mundial permanecia lenta e estagnada e o animal spirits do capitalista, embora vivo estava adormecido. Assim o Estado assumiu o papel de maestro da orquestra, ao menos até os anos 1970.
Mentiras Plausíveis
Como no caso dos bancos, o sistema de saúde é drenado por meio de “saques” que excedem a capacidade de gerar novos tratamentos e outros produtos, como respiradores, medicamentos, máscaras, luvas, desinfetantes etc.
As gestantes em meio à pandemia de Covid-19
A pesquisa ouviu 250 mulheres gestantes e puérperas de todo o Brasil durante o mês de abril de 2020 por meio de questionário on-line, e foi realizada pelo Grupo de Estudos Feministas em Política e Educação (GIRA), vinculado a Universidade Federal da Bahia (UFBA). Quando perguntadas se a pandemia alterou seus planejamentos de parto, 52,7% disseram que sim e 90,8% disseram que percebem mudanças na forma como se sentem em relação à gestação
Entrevista com David Miranda
“Hoje o mundo inteiro está debatendo sobre uma renda emergencial para a população. Esse debate deve continuar lá na frente para aquecer a economia. Para fazer uma distribuição mais igualitária. Eu acho que o mundo vai passar por uma revisão de valores, que é importante para entender onde a gente tá agora, porque tá muito clara a divisão econômica e social do mundo inteiro, e principalmente no Brasil.”
Quadra 36 e a incansável batalha de poder ser e permanecer
Eu converso com a oficial de justiça que executa a reintegração. Ela me diz que cumpre ordens. As casas devem sair para dar lugar a um hospital que, à época, sequer tinha projeto aprovado. Dois anos depois, o hospital continua uma ideia, e as casas, que eram fatos, foram demolidas. Fatos amparados pela legislação municipal, é bom dizer.
Quando a bactéria da covardia se aproveita do vírus da pandemia
Na cena atual de 2020, os ataques ao Brasil e ao povo brasileiro não têm sido menores. Talvez, por conta de o foco estar na Covid-19 e em todos os receios e tensões que essa doença provoca na população é que essa escalada de atos, gestos e posicionamentos absurdos fique meio despercebida ou não chame a atenção como deveria chamar. Presidente e ministros escolheram exatamente esse momento tão delicado e sofrido da vida nacional para demonstrarem despreparo, insensatez, desrespeito e irresponsabilidade.
Invisibilidade das pessoas com deficiência
Para idosos e pessoas com deficiência, a sensação de isolamento não é uma fase temporária. Essa experiência diária de confinamento e exclusão é, infelizmente, a norma.
China e a biopolítica na crise do coronavírus
Esse momento, para o filósofo sul coreano Byung-Chul Han, expressa uma revisão da noção foucaultiana de poder aos mundos digitais do contemporâneo. Para o filósofo, ao invés da biopolítica no liberalismo, hoje estaríamos sob a égide da psicopolítica neoliberal, em que redes de difusão do poder exploram a ideia de liberdade e suas maneiras de manifestação.
Quarto de despejos: a contemporaneidade de Carolina de Jesus
Em “Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada”, Carolina de Jesus retira os tapumes que escondem o estado paralelo que se caracteriza antagônico aos deveres do Estado – instituição política – com seu contingente populacional
O incloroquinável Napoleão de hospício contra o mundo
Bolsonaro é um genocida. Na era digital, comparável apenas a Mubarak (não à toa, os dois únicos presidentes até hoje censurados pelo Twitter). Um a um, de aperto em aperto de mãos, com ou sem contágio vai exterminando o próprio povo. Vale-se de um vírus para tanto, o mesmo que assola as fronteiras para além de seu umbigo
Cartografia dos óbitos da Covid-19 em São Paulo
As inadequadas condições sanitárias em muitas residências, o desprezo orquestrado pelo surto pandêmico, a exposição e falta de alternativa em relação à informação de baixa qualidade e as urgências não mitigadas em tempos de crise são alguns dos fatores que contribuem para esse padrão de dispersão socialmente orientado: uma dispersão geográfica, portanto, mais do que geométrica, apesar de alguma coincidência entre elas. O padrão socioespacial tem um corte de classe e a doença já faz dos mais pobres as suas principais vítimas
Erosão na parceria entre China e a cooperação Sul Global
Nos períodos em que defendeu uma projeção mais autônoma e ativa na política internacional e atuou para modificar os regimes internacionais em favor dos países do Sul e do próprio país, o Brasil construiu uma aliança importante com os países do Sul Global alicerçada em uma autossuficiência coletiva e ganhos mútuos e num modelo de relações internacionais fundado na cooperação político-diplomática, econômica-comercial e científico-acadêmica.
Doenças são negligenciadas pela indústria farmacêutica
Em mais de 140 países, um total de 1,5 bilhão de pessoas precisam, todos os anos, de intervenções contra as chamadas doenças tropicais negligenciadas (DTN), segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde. Atingindo desproporcionalmente pessoas e regiões em situação de vulnerabilidade social, essas doenças são assim chamadas exatamente por não serem de interesse da grande indústria farmacêutica, que não vê boas possibilidades de lucro na pesquisa e no desenvolvimento de tecnologias em saúde direcionadas a elas.
A distopia liberal, as economias de guerra e o pós-crise já em disputa
Diante dos diferentes desafios (sanitário e econômico), parece haver um consenso entre muitos analistas: não há solução para a crise pela via do mercado. Da utopia à distopia liberal, ao que tudo indica caberá a Covid-19 jogar a pá de cal no neoliberalismo e na globalização econômica iniciada há quatro décadas
A importância da Filosofia em meio à crise da Covid-19
Há algum tempo vem-se dizendo no Brasil que a Filosofia e as artes não servem para nada e deveriam ser negligenciadas; contudo, se prestarmos atenção, é justamente a esses saberes que estamos recorrendo nesse período. Não me interessa aqui a visão exposta por Aristóteles na Metafísica segundo a qual as coisas inúteis são superiores porque são um fim em si mesmo e por isso a Filosofia é superior a todos os saberes, afinal a Filosofia não seria serva para servir a algo, mas soberana.
Os reflexos da pandemia sobre migrantes e refugiados
Impõe-se verificar se o ser humano pós-pandemia de Covid-19 privilegiará o vocabulário da solidariedade global, hospitalidade universal e o caminho da sonhada cidadania global ou esse indivíduo pós-pandêmico pode preferir discriminar, rejeitar e violar direitos
A dupla cegueira para lidar com a pandemia nas favelas
Dupla cegueira impede que se enxergue a face que o vírus assume em territórios favelados. A primeira cegueira diz respeito ao não reconhecimento das especificidades desses territórios, o que se revela na insistência com que as autoridades governamentais defendem o alcance universal das medidas de confinamento; a outra tem a ver com a dificuldade de se enxergar as favelas como territórios dotados da presença de agentes públicos e de capital social
A violência como propaganda imperialista nos filmes hollywoodianos
Hollywood apresenta para o mundo as formas de resolver problemas imaginários despertando os nossos desejos de vingança, de violência, os quais a realidade impede a concretização
Equador: quando o crime é se acostumar ao horror
Enquanto Moreno continua o processo de negar a realidade e os detentores da dívida equatoriana se fazem cada vez mais ricos, em Guayaquil o horror está nas ruas, nas casas e nos olhos de um povo, ferido uma vez mais pela infâmia das elites dominantes

