Diplô Online
O ataque à soberania chega à segurança pública
Dois grandes debates da sociedade brasileira parecem ter se cruzado no polêmico PL Antifacção: o combate ao crime organizado e os ataques à soberania nacional brasileira
A cruz, a cerca e o fuzil
A tese da Teocracia Agropastoril Miliciana alerta para um fato alarmante: a polícia brasileira está sendo catequizada para servir a Deus acima da Constituição
Porque bandido bom não é bandido morto
O caso de Paulo Alberto é mais do que uma tragédia pessoal. É o retrato de um país que aprendeu a conviver com a injustiça e a chamá-la de Justiça
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Vitrine de discursos, palco de impotência
Entre a crise de legitimidade e a urgência de uma refundação, a ONU chega aos 80 anos incapazes de responder aos dilemas globais
“Quando sai, a palavra”
Cultura, clima, Manaus, periferia e Amazônias no trabalho da artista, produtora e mobilizadora Elisa Maia
Um pulso democrático para o mundo
Lula transformou a 80ª Assembleia Geral da ONU em espaço de acusação e de apelo ético em discurso que versou sobre genocídio, fome e pobreza
A multiplicação do ethos negacionista na crise do tarifaço
O bolsonarismo se apropriou seletivamente da imprensa tradicional para reinterpretar o tarifaço de Donald Trump contra o Brasil.
Um ano do crime ambiental e humano em Brumadinho
O tempo passa. Dia 25 de janeiro de 2020 se completa um ano. A dor, a saudade permanece destas vidas que não se apagam das memórias dos atingidos em Brumadinho. Permanece a pergunta: a justiça foi feita? Alguém foi realmente responsabilizado por este crime ambiental e humano?
A brutalidade democrática contra movimentos autônomos
O Movimento Passe Livre (MPL) não deixa passar o regular abuso do governo e da prefeitura para com os usuários e organiza as jornadas contra o aumento. O movimento, há mais de dez anos, realiza diversas atividades e atos de rua com intuito de trazer a população para o debate sobre a importância de um transporte verdadeiramente público e gratuito.
Governo federal viola direitos culturais
A opinião pública condenou a cópia do discurso de Goebbels por Alvim, mas a fala do ex-secretário apresenta elementos totalitários que vão além do proferido no passado pelo nazista alemão. Ao defender como política de Estado uma arte “enraizada na nobreza dos mitos fundantes do País”, o governo explicita sua intenção de voltar aos ideais colonizadores, em que a produção artística ilustrava o discurso forjado de uma nação em harmonia, em que indígenas e negros escravizados eram protegidos por senhores brancos benevolentes.
Quando o governo Bolsonaro não consegue esconder sua verdadeira face
A arte entra na guerra porque ela joga com os limites da nossa sensibilidade. Não são apenas os nossos juízos e avaliações estéticos que estão em jogo, e sim nossos juízos políticos e morais, isto é, nossa cultura. A arte nos obriga a uma abertura do mundo, ela amplia nossos horizontes, tanto sensíveis quanto intelectuais, e isto é tudo que este governo mais deseja combater.
Parasita: Ninguém está a salvo
Obra-prima do diretor coreano Bong Joon-ho, Parasita mostra que, numa sociedade dilacerada pelas desigualdades, o infortúnio não afeta apenas os desvalidos. Também os opulentos são vítima da deterioração do tecido social, por mais que se escondam atrás de muros, grades ou mundos de faz de conta.
A esquerda precisa voltar a debater economia
Uma explicação sobre o ciclo das políticas fiscais, contracionista e expansionista, a partir da qual é possível refletir a volta do crescimento em 2020.
O crime que pode derrubar o presidente
Em uma rede social no dia 4 de janeiro, o presidente deu a entender que sabe quem está por trás da morte de Marielle, blefe que faz lembrar a máxima de Hélio do Soveral “quanto mais negamos um crime, mais a consciência nos obriga a pensar nele.”
O dia em que eu não vi Miles Davis…
… mas assisti aos shows de Nina Simone, Diane Schuur, John Lurie, Oscar Castro Neves, Ron Carter, Yellow Jackets, Modern Quartet Jazz…
Romper ou dialogar, eis o dilema antibolsonarista
Esquerdas e oposição ao fenômeno bolsonarista e seu produto – o presidente da República – precisam decidir se vão para alguma confrontação ou se conversam com quem está do outro lado
Ode à informalidade
Reunindo os três indicadores com o trabalho familiar auxiliar, que em geral não representa assalariamento, é possível dizer que os últimos dados da Pnad-C sinalizam uma informalidade de 40,3% da população ocupada, o que equivale a cerca de 38 milhões de pessoas. Ou seja, o ano de 2019 encerrou com quase metade da população ocupada inserida ao campo da informalidade, indissociável de uma maior suscetibilidade à precarização das condições de trabalho.
Descoberta coloca Guiana como novo pólo estratégico no continente
Há possibilidades de que o setor petróleo melhore as condições socioeconômicas deste país com baixo grau de desenvolvimento no médio prazo. De todo modo, alguns obstáculos e desafios que o país terá de enfrentar nos próximos anos devem ser considerados. Dentre eles, questões relacionadas à instabilidade política e à administração governamental das receitas petrolíferas, à baixa experiência em regulamentação de uma indústria petrolífera ou em negociação com empresas internacionais, além da falta de infraestrutura necessária para sustentar um cenário de boom do petróleo.
Direitos de crianças e adolescentes na América Latina e no Caribe
Passados 30 anos da adoção da Convenção sobre os Direitos da Criança pelas Nações Unidas, alguns retrocessos recentes na região, especialmente para o direito à educação, a participação e a proteção contra violências e discriminações, revelam que há mais motivos para reclamar que para celebrar
Conexões entre uso de agrotóxicos e mortalidade na infância
O artigo busca compreender a relação entre os riscos introduzidos nos territórios rurais com a modernização do campo e o consequente alargamento das desigualdades socioterritoriais, a partir do processo de otimização da produção agrícola, especificamente no cultivo do tomate. Concomitante a isso, entender as conexões entre a intensificação da precarização do trabalho e a utilização de agrotóxicos visando alavancar a produtividade na relação com o aumento significativo de casos de mortalidades na infância (0 a 5 anos) no município de Ribeirão Branco, região do Vale do Ribeira, São Paulo.
“É o mínimo para ser jornalista” diz Sérgio Gomes
Ex-professor da ECA, mais que falar da profissão, defende que as pessoas devem ter consciência sobre onde vivem
As milhões de mulheres de A Vida Invisível
O filme narra, enfim, como o mundo dos homens viola a solidariedade entre as mulheres, numa operação contínua de dividir para conquistar, assim como nos ensinou a historiadora Silvia Federicci.
O sujeito moderno e o mal-ser na sociedade do desamparo
O capitalismo se radicalizou de tal modo que não se utiliza mais somente as potências do corpo, mas implica-se a subjetividade em ideais competitivos.
Estado de função
Neste ensaio político-filosófico, apresentamos alguns registros que o configuram e que nos podem permitir vislumbrar a conformação de um amplo campo que transborda os seus próprios marcos de exploração das atividades humanas.
“Fascismo não se debate. Fascismo se destrói”
Resenha do livro Antifa: o manual antifascista, de Mark Bray (Autonomia Literária, 2019)

