Diplô Online
As bandeiras estrangeiras em Copacabana
Manifestação no Rio revela não apenas alinhamentos ideológicos, mas a atuação de um ecossistema que conecta finanças globais, produção intelectual e mobilização política
Sobre Meu corpo é testemunha, de Maurício Rosa
Meu corpo é testemunha, de Maurício Rosa, finalista do Prêmio Caio Fernando Abreu de Literatura, narra paixão queer e repensa “virtudes” heroicas masculinas
A alfabetização como alicerce da equidade e do futuro da América Latina
Avanços recentes colocam a alfabetização no centro da agenda pública latino-americana, apontando caminhos concretos para reduzir desigualdades e sustentar o desenvolvimento econômico e democrático da região
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Produção de desigualdade cognitiva: o desafio da inteligência artificial para a educação
A rápida difusão da inteligência artificial tem sido apresentada como um destino tecnológico incontornável. No campo educacional, porém, seu avanço está longe de ser neutro ou inevitável: suscita cautela, alarme e disputas profundas sobre seus efeitos formativos. Embora o discurso dominante celebre a IA como instrumento de produtividade e democratização do conhecimento, uma análise histórica e sociológica revela um risco distinto e mais profundo: a inauguração de um novo regime de desigualdade, menos visível e mais radical
Sete livros para entender a Amazônia escritos por autores da região
Os sete livros apresentados neste texto servem como introdução aos estudos regionais e levantam tanto velhas quanto novas problemáticas: o capitalismo internacional, o movimento indígena, a cosmologia ancestral, a colonização, a devastação ambiental, a relação entre ideias e sociedade e o colonialismo interno
Como os EUA fizeram para bombardear a Venezuela e sequestrar Maduro em menos de 5 horas antes da primeira segunda-feira do ano?
Em janeiro de 2026, os Estados Unidos inauguraram um novo patamar de intervenção ao bombardear a Venezuela e capturar seu chefe de Estado em uma operação relâmpago, sem declaração formal de guerra e com mínima fricção institucional. Mais do que um episódio excepcional, a Operação Absolute Resolve revela a consolidação de um modelo contemporâneo de conflito baseado na integração entre ação militar, controle informacional e gestão jurídica da violência
Jones Manoel e a esperança da Revolução Brasileira
Em entrevista ao Le Monde Diplomatique Brasil, o político e historiador analisa a conjuntura brasileira na atualidade
As tensões no Mar do Sul da China: é tempo para a guerra?
O conflito no MSC tem se intensificado pelo que Brunei, Indonésia, Malásia, Filipinas, Taiwan e Vietnã consideram como um desrespeito da China às leis internacionais propostas na convenção da UNCLOS, a chamada: “linha de nove pontos chinesa”
Covid-19 escancara abismo social entre população negra e branca
A Covid-19 não escolhe quem contaminar, mas os abismos sociais entre a população branca e negra levam aos fatos já divulgados: a mortalidade do vírus tende a ser maior na população negra e em situação de pobreza
A miséria de uma certa filosofia – resposta a Paulo Ghiraldelli
Na hipótese de aceitarmos como verdadeiro o raciocínio de Schwartsman, aonde chegaríamos? Se Jair Bolsonaro desaparecesse cessaria o sofrimento causado pela covid-19? Ou o vice-presidente Hamilton Mourão assumiria o cargo e conduziria a mesma política pública?
Um caminho para o Brasil em tempos de pandemia
O cenário atual exige que medidas de combate aos efeitos da crise sejam radicais
Além da periferia da pele: Uma entrevista com Silvia Federici
Esta entrevista foi originalmente lançada no podcast Last Born In The Wilderness. Silvia revisou a transcrição antes da publicação, e com suas contribuições, o texto foi editado para maior clareza e extensão. Esta tradução inédita é de Mirna Wabi-Sabi e foi produzida pelo coletivo Plataforma 9 para o Le Monde Diplomatique Brasil.
Por um programa de garantia de empregos no Brasil
E se o governo atuasse como Garantidor de Empregos de Última Instância como forma de combater a pandemia e suas consequências econômicas devastadoras?
“A pandemia de Covid-19 tem sufocado a agricultura familiar no Brasil”
Na entrevista a seguir, Raimundo Alves, conhecido como Didi, mestrando em Sustentabilidade Junto a Povos e Territórios Tradicionais (MESPT/UnB) e coordenador executivo da Acesa/Rede de Agroecologia do Maranhão, faz uma análise da conjuntura no campo brasileiro em tempos de pandemia. Ele analisa os seguidos cortes no Programa de Aquisição de Alimentos, com seus impactos nas condições dos agricultores e do público atendido, a importância da agroecologia e os privilégios concedidos ao agronegócio
O Ministério do Meio Ambiente entre o MPF e o capital
O ministro Ricardo Salles agora está sendo questionado pelo capital. Grandes empresas, nacionais e internacionais, grandes investidores, exportadores de commodities mostraram sua preocupação em ter sua marca associada ao desmatamento da Amazônia
A ruína da política ambiental brasileira e a urgência de responsabilidade
Desregulamentação é o nome defendido aos quatro ventos, como uma espécie de deboche às mentes mais sagazes, que não podem deixar de ver a irresponsabilidade e a sanha malevolente que está tão mal escondida sob os tapetes de veludo de tais argumentos
Por quê?
No dia 8 de julho, Gildo Macedo Lacerda teria completado 71 anos. Não tivesse sido assassinado pelo Exército brasileiro em outubro de 1973. Sua esposa, a jornalista Mariluce Moura, então grávida de pouco meses, relembra o período, quando também foi presa e torturada, e questiona: por quê?
A sopa de morcego como último raio gourmetizador
Agora que cultuamos como nunca a instituição restaurante, e no momento em que os cozinheiros conseguem se distanciar da imagem de marginalizados o bastante para encarar paredes de vidro, transformando bastidor em palco, surge um micro-organismo acelular para colocar um tapume no roldão performático e devolver a cozinha à sua pré-história: o ambiente doméstico
As lutas camponesas e a utopia possível
É preciso enxergar a violência como sendo sistêmica: ela é necessária para a expansão do agronegócio e dos projetos extrativos. A violência é necessária para a expansão do capitalismo. E se há violência, há também resistência.
Violência travestida de educação
Enquanto vivenciamos uma pandemia, surge a nomeação de um ministro da Educação que não somente não aparenta entender nada sobre desenvolvimento infantil, educação e família, como também incentiva o uso de práticas violentas para educar crianças
Brasil, outros 500: a Marcha dos 2000 vinte anos depois
Em 2000, a contrapelo, a causa indígena se reuniu para marchar contra a versão oficial do “Descobrimento”. Uma contra comemoração. Com ampla agenda e envolvendo negros, sem-terra, quilombolas e sindicalistas, o manifesto que está na origem do movimento afirma que “para os povos indígenas, a conquista da América não foi o começo de sua história. Eles chegaram a este continente há aproximadamente 40 mil anos”
Ideologia do discurso anti-ideologização no Brasil
O que não deveria ser surpresa é que qualquer crítica a qualquer ideologia será, sempre, ideológica, pois a ruptura de um conhecimento e a adoção de um modelo de ideias jamais será neutra
Cooperativismo e economia solidária para o crescimento do Brasil
Segundo a Agenda Institucional do Cooperativismo 2019, mais de 14,2 milhões pessoas estão associadas a cooperativas, que são responsáveis por gerar cerca de 398 mil empregos formais
Qual é a hora de gritar abaixo a ditadura?
A maior parte do Movimento Estudantil acreditava que dizer “Abaixo a Ditadura” atrairia ainda mais repressão e recrudescimento, numa repetição da onda de violência e morte de 1968
Bolsonaro ano 1: a democracia no picadeiro
A chegada ao poder de um indivíduo com o perfil público de Jair Messias Bolsonaro ao posto mais alto da política brasileira, certamente não seria um evento comum. Membro do parlamento brasileiro por quase trinta anos, Bolsonaro sobreviveu nas entranhas da Câmara legislativa construindo uma trajetória que flertou permanentemente com as franjas do poder. Parlamentar do chamado baixo clero, grupo de indivíduos com pouca ou nenhuma visibilidade na dinâmica da Casa legislativa, Bolsonaro foi se constituindo em uma espécie de outsider.
Incorporando um perfil ideológico conservador e reacionário, defensor de causas que pouco dialogava com a civilidade da vida pública, foi com esse know how que Jair Messias Bolsonaro resolveu investir em voos mais altos e buscar uma ousada candidatura a presidente da República. Diante de uma conjuntura de extremo desprestígio da política e dos próprios políticos, Bolsonaro apresentou-se como representante de uma suposta “nova política” e se posicionou como a solução mais realista para os problemas brasileiros. Uma parcela da população reconheceu no político de extrema direita o Messias que nos salvaria do Armagedon da “velha política”.
Uma vez vencedor Bolsonaro não nos surpreendeu. Não cometeu o que tradicionalmente se chama de estelionato eleitoral. Ao acompanhar os sujeitos e as ações que compuseram o governo Bolsonaro em seu primeiro ano de governo esse livro registra, para a posteridade, imagens pitorescas e degradantes de um momento sui genere da história política do Brasil. O país se viu refém das influências de um improvável guru até o comportamento abjeto de uma “filhocracia” sem noção. Os capítulos que compõem o livro relembram a todos os brasileiros o quanto a destruição da política e dos valores democráticos podem colocar em risco as mais básicas conquistas civilizatórias. No primeiro ano em que esteve à frende do governo brasileiro, Jair Bolsonaro e sua turma, zombaram de todos nós, tripudiaram sobre valores mais caros à existência humana e transformaram o país e seu sistema democrático em um grande e patético picadeiro.
Confira um capítulo do livro inédito “Bolsonaro ano I: a democracia no picadeiro”

