Diplô Online
O palco muda, o silêncio permanece: as mulheres invisíveis da Venezuela
Crise política mostra que a misoginia reduz mulheres poderosas a figurantes, em qualquer ideologia
As festas literárias e a propagação da cultura da leitura
Durante o transcurso de 2025, os eventos literários no Brasil e no exterior contribuíram firmemente no propósito de juntar novos autores e produtores culturais e artistas de prestígio, trazendo ao debate a dialética do poder da inovação da literatura e a riqueza de tantas referências
As cidades bolsonaristas
Uma análise do enraizamento do bolsonarismo em pequenos e médios municípios, mostrando como estruturas de poder local, desigualdade, patriarcado e ressentimento social transformam o voto em adesão faccional e alimentam o extremismo político no interior do país
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A chacina do Rio como clímax das narrativas da extrema-direita
A eficácia da Operação no sentido de combate ao crime foi nenhuma: o número dois do Comando Vermelho, alvo declarado, conseguiu escapar. A operação se mostrou uma tragédia em sua letalidade e um fracasso em seu objetivo declarado. Mas um sucesso de propaganda
O Rio, a Garota de Ipanema e a necropolítica
Os recursos do Estado devem ser usados com planejamento, inteligência e para buscar atingir os líderes e criminosos de “alto escalão” que atuam em toda a cidade em favor do crime organizado. Mas não é isso que se observa nos últimos anos na cidade do Rio de Janeiro. Há tempos o poder público promove várias ações semelhantes que não desmantelam as facções do crime organizado
O massacre da Penha e a necropolítica como política oficial do Rio de Janeiro
Um governo que aposta na morte como espetáculo e na brutalidade como política pública
Descolonizar o patrimônio comum: por uma ética compartilhada nas profundezas
Sob o pretexto de explorar o “patrimônio comum da humanidade”, o fundo do mar torna-se o espelho submerso da colonialidade global — e a América Latina, o seu possível lugar de resistência
A luta para colocar comida na mesa durante quarentena
Funcionários esperam ajuda do governo Federal para se manter neste período. Famílias fazem comida para vender e procuram bicos em trabalhos informais. Em algumas casas, o feijão com arroz já está no fim.
Como pagar pela guerra contra o vírus
A volumosa necessidade de recursos financeiros só pode ser satisfeita, nas circunstâncias atuais, pela emissão de moeda e o endividamento líquido do governo central
Saúde versus economia: uma falsa oposição
Bolsonaro age aterrorizando a população com o fantasma do desemprego e a paralisia das atividades econômicas. Mas este é um problema que está presente em todos os países, uns mais outros menos, e que está sendo resolvido com políticas públicas
As falsas premissas de Guedes e Bolsonaro sobre a crise
Bolsonaro e Guedes persistem apegados ao dogmatismo neoliberal e neoclássico, mesmo diante do risco de morte e colapso gerado pela crise do Covid-19
É hora de deixar a imaginação descansar
Se abandonarmos a imaginação, perceberemos que a pandemia do Covid-19 exige o envolvimento de uma diversidade de agentes onde cada um de nós é peça-chave nos esforços para debelar os efeitos do vírus
O urbanismo contemporâneo e a cidade doente
A análise cuidadosa das características físicas dos assentamentos humanos e das condições da população, crucial na formação de uma ideia de higiene pública, foi a matriz do Urbanismo Moderno.
A aporofobia do bolsonarismo
O presidente da República continua se pronunciando para minimizar, ridicularizar e atacar medidas de contenção. Recordemos suas ênfases naquela primeira entrevista televisiva: “Vão morrer alguns pelo vírus? Sim, vão morrer! Vai acontecer? Vai acontecer, lamento! Mas essa histeria prejudica a economia”.
Pensando o bolsolavismo e formas de ação
Na nossa situação, a falta de imaginação resulta em falta de juízo e pode contribuir para dar racionalidade à crueldade. O impeachment é a nossa salvação? Não sabemos. Mas o seu pedido é não apenas legítimo, é politicamente necessário.
As prioridades na pandemia do Covid-19
Vivemos atualmente o desvendamento da extrema caça às rendas públicas: farinha pouca, meu pirão primeiro – mesmo tirando o pirão de quem tem fome.
O coronavírus infecta o óbvio da vida
A narrativa do filme O poço impressiona pela sua atualidade subjetiva, sobretudo pela mensagem assustadoramente verdadeira que nos vincula ao filme: o individualismo ao extremo leva o outro, de quem dependemos, à morte.
Desventura e cegueira
O coronavírus parou o mundo e vem ceifando vidas por todo o planeta. A economia global diminuiu consideravelmente seu ritmo e os Estados se depararam com uma excepcionalidade que não estava nos planos de governo de nenhum dos governantes atuais
Bolsonaro e a estratégia do caos
O método e o objetivo das ações de Bolsonaro só podem ser entendidos sob a ótica do caos
E se Bolsonaro desejar o caos que a epidemia promete?
Bolsonaro não está interessado em solucionar a questão da pandemia. Pelo contrário, em pronunciamento polêmico na noite do dia 24 de março, o presidente reiterou seu posicionamento contra a política de distanciamento social, que é consenso não apenas internacional, mas também dentro do país, como refletido nas ações de governadores, prefeitos e de seu próprio ministro da saúde.
Simulações indicam que confinamento deve ser máximo
Simulador de longo prazo prevê novos surtos da pandemia. Ferramenta está disponível online e pode ser usada livremente por quem quiser
Crise e reforma
A verdade é que, em maior ou menor grau, democracias contemporâneas se disciplinaram às chantagens do fundamentalismo de mercado (a expressão se popularizou com o sociólogo americano Fred Block). O senso comum econômico – repetido a cada notícia de jornal, incorporado a cada decisão jurídica, normalizado em cada conversa informal – tem cumprido o papel de estabelecer os vínculos entre reformas e políticas liberais e bom desempenho econômico.
Não aceitar o inaceitável
O presidente pede que retornemos às ruas. Numa democracia crítica, elegemos governantes, mas não somos passivos a ele. Devemos interrogar a política com nosso poder de juízo, nossa capacidade de pensar. A diferença de opiniões é cívica e deve alastrar-se como um vírus, deve ser contagiosa, pois as pessoas têm o direito à vida frente aqueles que defendem o intolerável. Não atender ao pedido do presidente é uma declaração de humanidade.
Por um jornalismo histérico
Talvez não seja por acaso que Bolsonaro acuse a imprensa de histeria, essa que se encontra tão confundida com a feminilidade ao ponto que, ao exprimir a palavra de histeria já se configure como uma ofensa às mulheres, conforme ensina o dicionário, “hyster”, do grego, designa útero. Porém, há algo que Bolsonaro ignora para além dos riscos de seu discurso irresponsável, neoliberal e genocida: que há na histeria um potencial político e produtivo.
Tsunami mundial 2020: a primeira onda, a segunda onda
O que precisamos saber e fazer para superar a covidcrise.

