Diplô Online
O fardo do homem branco e os 134 anos do STF
A ausência de pessoas indígenas e negras nos debates públicos, nas instituições e no STF reforça a ideia e o estereótipo do homem branco, único “capaz” de estar à frente das instituições, de levar o fardo do Brasil nas costas. E o que isso tem a ver com o Supremo Tribunal Federal e a mais nova nomeação do presidente Lula, a terceira, para o maior cargo da Justiça brasileira? Tudo
Os caminhos para o Governo Federal implementar a Tarifa Zero universal no Brasil
É possível financiar a Tarifa Zero em todo o país? E, principalmente, quem pagaria a conta de um sistema universal?
A autora Vitória Gomes reflete sobre relações entre gênero, memória e colonialidade
Em entrevista, pesquisadora mostra como a exclusão das mulheres na história é uma política de dominação antiga e sistemática
Newsletter
Cadastre-se para receber os conteúdos do Diplô
Como votaram os parlamentares que criminalizam o aborto?
28 de setembro é o Dia da Luta pela Descriminalização e Legalização do Aborto na América Latina e no Caribe.
Proteger a JBS Aves inicia o desmonte ao combate ao trabalho análogo à escravidão
Casos de trabalho escravo não são isolados. Fazem parte de processo sistemático de enfraquecimento das instituições de proteção trabalhista
Uma declaração da ONU para Afrodescendentes
As conferências contra o racismo de Santiago e de Durban contaram com a participação ativa e decisiva dos movimentos negros brasileiros, demonstrando que é possível criar processos emancipatórios mesmo dentro das estruturas hegemônicas da ONU
O caminho da previdência social desde a Constituição Federal de 1988
Trajetória da previdência social brasileira partiu de uma promessa de solidariedade social e chegou ao cenário de desesperança atual.
Por uma coleção pública sem condições
A diversidade de poéticas artísticas e trabalhos opera como uma constelação dentro da coleção. Tal imagem retoma uma ideia de Walter Benjamin, segundo a qual entendemos que cada uma das obras que compõem a coleção pode ser vista como uma estrela. Estas, quando colocadas em situações de proximidade, formariam constelações. As constelações não são a simples soma dos elementos que resultarão em uma totalidade, ou seja, não se trata, para Benjamin, de um conjunto ou amontoado; não é retilíneo o enfileiramento das partes. Há, sim, uma dança de equilíbrio, uma aproximação pouco óbvia, não tão objetiva.
Armas de natal
O Brasil avançava no combate eficaz contra a violência armada, com a implementação da Lei de 2003, em que o recolhimento de meio milhão de armas na campanha de desarmamento voluntário foi um dos pontos altos. Nos 14 anos seguintes à promulgação da Lei, os homicídios por arma de fogo caíram drasticamente. Se antes o crescimento médio anual dessas mortes era de 5,44%, com a implantação da Lei os homicídios despencaram para a média de apenas 0,85%, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.
Lula: o centro gravitacional da democracia brasileira
Aos 74 anos, Lula continua sendo alvo da mídia e das forças econômicas que querem impor um modelo de gestão pautado na concentração de renda e na venda das estatais. O principal líder da democracia brasileira ainda assusta as elites que não medem forças para impedir o seu retorno ao poder.
Dos Cerrados: de saberes vernaculares e de conhecimento científico
A desconsideração da rica diversidade cultural e biológica dos Cerrados por parte das elites econômicas, políticas e acadêmicas, autorizou que, nesses últimos anos, as áreas de Cerrados fossem ocupadas pela expansão de um processo de (des)envolvimento agrário/agrícola com base na quincentenária monocultura empresarial de exportação, cujo impacto socioambiental pode ser observado de diversas formas: na violência contra seus ocupantes tradicionais; no acentuado êxodo rural com suas sequelas de perda de diversidade cultural.
O fortalecimento da identidade negra em um clube do RJ
Um clube fundado por negros e para negros que com o passar do tempo conquistou um espaço privilegiado no cenário cultural do Rio de Janeiro, tornando-se referência histórica dos movimentos de autoafirmação da negritude.
Lições das reformas previdenciária e tributária suíças
A “Reforma Tributária e Financiamento da Previdência” da Suíça, aprovada no dia 19 de maio de 2019, buscou conciliar temas como o direito à aposentadoria, o combate a privilégios tributários e o desenvolvimento tecnológico. Foi a segunda tentativa de solucionar esses problemas geralmente espinhosos para qualquer governo, uma vez que as reformas da previdência e tributária anteriores haviam sido rejeitadas na etapa final do voto popular – para quem não é familiarizado, vale observar que reformas na Suíça só entram em vigor quando aprovadas pela população no sistema político de voto direto.
O vexame do governo Brasileiro na COP 25 e a luta da juventude
A COP25, Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, realizada em Madri entre os dias 2 e 13 de dezembro, mostrou de forma inequívoca a nova posição de “pária ambiental” assumida pelo Brasil diante dos retrocessos na governança ambiental empreendidos pelo governo, tendo na figura de Ricardo Salles, ministro do meio ambiente, a caricatura de uma gestão incompetente e distante dos desafios deste século XXI.
A arte da moderação imprudente: pensando o doisladismo
O endurecimento do doisladismo evidencia, primeiro, que a crítica ao PT, na forma como ela é veiculada nas opiniões informadas pelo doisladismo, confunde-se com o antipetismo e, segundo, que o antipetismo opera, nessas opiniões, com aspectos de ideologia. O resultado disso, a meu ver, é a produção de uma crítica estéril no que concerne a democracia, do descrédito da crítica e de distorções na análise.
Dois argumentos de Ortega y Gasset contra a direita brasileira – que o cultua
“A rebelião das massas”, que hoje é compartilhado por alunos de Olavo de Carvalho nas redes sociais e disponibilizado em sites e blogs nomeadamente conservadores, como o Terça Livre, no entanto, possui argumentos que, se lidos com acuidade e honestidade intelectual, são na verdade caros a essas posições
Três memórias da ditadura e a escalada subhumanista
A memória é uma das capacidades cognitivas mais fascinantes de que dispomos. Nessa chave, a psicanálise nos fala do princípio de prazer, do princípio de realidade e do retorno do reprimido. Contudo, nós, no “divã” militar dos nossos dias, enclausurados na fantasmagoria real dessa sociedade de controle, somos levados a detectar o “princípio do sofrimento”, o “princípio do terror” e o “retorno do repressor”, que emergem de sociedades perpassadas pela herança ditatorial, como é o Brasil bolsonarista dos dias de hoje.
A BNCC: dilemas, contradições e desafios
Não há como falar em BNCC sem buscar uma definição simples de currículo escolar, algo diferente de um currículo, mais famoso, no qual estão registradas as experiências profissionais e educacionais das pessoas para que possam buscar vagas no mercado de trabalho. Não é desse currículo que falamos. Podemos dizer que o currículo escolar é o conjunto de processos de produção de conhecimento desenvolvidos em/pelas diferentes instituições de ensino.
É preciso falar sobre a polícia
Uma pesquisa da União de Moradores e Comerciantes de Paraisópolis mostrou que o Baile da 17 está em quinto lugar apenas na lista de reclamações, na sua frente está por exemplo, as mazelas em volta da coleta de lixo. Somente esse ano existiram por parte da Polícia Militar 45 ações de repressão ao Baile da 17, ou seja, uma questão conhecida e que já se sustenta por um tempo.
Retrato da cultura política dos paulistanos: pouco conhecimento político e muita desconfiança
Pesquisa revela que cidadãos de São Paulo tendem a desconfiar das instituições nas quais têm mais ferramentas para interferir: aquelas vinculadas ao Poder Executivo e ao Legislativo. Apesar de os ocupantes de Câmara Municipal e Prefeitura serem eleitos diretamente pela população e estarem sujeitos a maior escrutínio público, os paulistanos confiam menos em tais instituições que em Forças Armadas, Polícia e Judiciário.
Matar e deixar que se matem
No Brasil, política de segurança é o apelido para um genocídio.
Cachaça: a história oculta da bebida nacional
De acordo com Azevedo, os índios são inseridos no mundo moderno ao substituírem suas bebidas tradicionais, sua embriaguez cerimonial, pela cachaça que servia de instrumento para convencê-los a suportar o trabalho escravo.
Direitos Trabalhistas ou barbárie?
Entender as condições deploráveis dos trabalhadores durante a consolidação do capitalismo industrial tem um efeito pedagógico, pois torna inteligível o histórico de lutas que existe por trás da conquista dos direitos trabalhistas, até então extremamente restritos – quando não inexistentes.
Negros artistas brasileiros dos séculos passados
Alguma vez já passou pela sua cabeça chamar Pablo Picasso de “Pablinho” Picasso? Ou chamar Pollock de “Jacksonzinho”? Jamais, acredito. Infelizmente não é o caso de outro artista brasileiro do pré-abolição, Miguel Arcanjo Benício de Assumpção Dutra. Com um nome tão bonito e pomposo, ficou conhecido como Miguelzinho Dutra, assim como Antônio Lisboa virou “Aleijadinho”.
Um difícil acordo dentro das transformações neoliberais
Desde o referendo de 24 de junho de 2016, que aprovou pela saída do Reino Unido da União Europeia, a situação permanece indefinida, tendo ocorrido dezenas de rodadas de negociações em Bruxelas na preparação de um projeto de desligamento de alguns setores e reorganização de outros nas relações entre o bloco europeu e o país. Portanto, não há consenso, nem mesmo entre as elites políticas.
Entrevista com Noam Chomsky: o maior desafio ao poder estatal
Os governos do Reino Unido e dos EUA estão usando o tratamento horrendo de whistleblowers como Chelsea Manning e editores como Julian Assange, como exemplo. O tratamento de Julian Assange é um dos casos mais extremos disso. Independentemente de suas opiniões pessoais sobre as decisões dele como editor, é preciso entender que esse caso é simbólico de até que ponto o Estado irá para esmagar a dissidência. A saúde e o bem-estar do fundador do WikiLeaks estão sendo destruídos, descaradamente e à vista do público, por ousar revelar a verdade sobre o governo dos EUA e seus inúmeros crimes de guerra no Iraque, Afeganistão e em todo o mundo. É responsabilidade de jornalistas, e das pessoas que se preocupam com a verdade e que expõem os abusos do poder estatal e corporativo, defender Assange e qualquer pessoa que coloque suas vidas e liberdade em risco. Se já houve um tempo para falar a verdade ao poder, é agora.

