Diplô Online
Para onde foram as mobilizações pela educação pública?
Sob a lógica do teto de gastos e das prioridades fiscais, os investimentos públicos passam por uma seleção política que raramente é neutra. No campo da educação, essa dinâmica tem produzido um deslocamento sistemático de recursos da educação básica para o ensino superior, aprofundando desigualdades sociais e consolidando a precarização da escola pública como parte de um projeto neoliberal mais amplo, com impactos diretos sobre a democracia
Nega Pataxó entregou o seu peito à lança: a impunidade do crime do Invasão Zero na Bahia
Dois anos depois, a memória de Nega Pataxó não se organiza apenas em torno da violência de sua morte, mas em torno daquilo que ela continua a produzir. Sua última imagem – o corpo estendido no pasto, o maracá ainda erguido – não é apenas vestígio da violência, é um acontecimento que desloca e instaura sentidos
Imperialismo sem civilização
O imperialismo sem civilização também se manifesta por meio do que podemos chamar de encontros imperiais. O mundo contemporâneo já não é estruturado por um único centro hegemônico capaz de impor sua narrativa universal, mas por zonas de fricção onde diferentes projetos imperiais (antigos e emergentes) se cruzam, se sobrepõem e se confrontam
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Sudão e Gaza: ecos de um mesmo império
O padrão é o mesmo: fragmentar, explorar, dominar – e, por fim, deixar que as populações se destruam enquanto se lucra com os escombros
Reformar é preciso: o desafio de melhorar casas e vidas no Brasil
A ausência de assistência técnica de projeto e acompanhamento das reformas no desenho inicial do Programa Reforma Casa Brasil ameaça o potencial transformador da nova política do governo federal, lançada em outubro
A economia política do massacre policial
Os alvos dos massacres brasileiros são majoritariamente negros, pobres, camponeses ou favelados – e a justificativa formal dada para que ocorressem: a segurança, seja ela pública ou nacional
Uma ferramenta de transformação social nas cidades
A AUP envolve o cultivo de alimentos, a criação de animais e seus produtos, mas também abrange outras formas de produção, como flores, plantas ornamentais, árvores e materiais voltados à indústria, como o tabaco e a seda
Emissão de moeda para diminuir o impacto da crise no Brasil
Países em desenvolvimento, como o Brasil, devem evitar cair na armadilha do aumento da dívida pública
Repensar a relação entre economia e sociedade
A oposição entre a dinâmica do mercado e o estado social que estruturou os debates ao longo do século XX não é mais suficiente para resumir as relações entre economia e sociedade.
O vírus, o petróleo e a geopolítica mundial
A epidemia da Covid-19 terá um impacto econômico imediato, como no caso das guerras. O que distingue o novo coronavírus de uma guerra não é sua letalidade é a velocidade da sua expansão e seu impacto imediato sobre as taxas de desemprego que explodem em poucos dias.
O drama de um setor que agonizava antes da pandemia
Considerando uma média de 10% em impostos em todos os âmbitos (em especial no federal), o setor do audiovisual gerou cerca de R$ 210 mil em recursos que saíram de uma conta específica do setor e foram para o cofre geral do Estado brasileiro para financiar saúde, educação, ciência & tecnologia, saneamento básico, entre outros.
O sentido do cárcere em tempos pandêmicos
As decisões judiciais e a omissão proposital do Executivo estão do mesmo lado da história e demonstram que a natureza necropolítica do cárcere brasileiro aproveita o momento pandêmico para expandir-se.
O coronavírus, entre o império da técnica e a vida nos escombros
A guerra contra o coronavírus, por incontornável que seja, não pode servir para disfarçar uma guerra dos beneficiários diretos da consagração da técnica contra os pobres, boa parte deles simpáticos ao bolsonarismo, todos eles alvos da polícia controlada pela pulsão macabra de gente como Witzel
Políticas (e lacunas) da proteção do emprego e da renda
A crise econômica se agudizou rapidamente à medida que as expectativas empresariais se deterioravam e as necessárias medidas de isolamento social iam sendo implementadas país afora. Como reflexo, as aludidas estimativas de crescimento econômico adentraram o terreno negativo no final de março (-0,59% no último dia daquele mês)
Covid-19: Não estamos no mesmo barco
O sentimento de perder o mundo pode ser coletivo e isso pressupõe o compartilhamento de um destino comum da humanidade, mas certamente, não estamos todos no mesmo barco singrando para o fim do mundo. Há transatlânticos, iates, lanchas, veleiros, escunas, caiaques, barcos a remo, jangadas, e até náufragos agarrados em troncos no meio da correnteza.
Bolsonaro é presidente, mas não governa
O comportamento alucinado de Bolsonaro, e de sua matilha, com relação à administração da pandemia chegou ao limite, com a instalação de um governo paralelo que passou a se contrapor ao seu próprio governo
Com a quarentena, “podemos ouvir o alô da Terra”, diz sismologista belga
Uma pesquisa do Observatório Real da Bélgica revelou que a nossa quarentena mundial mudou o ruído sísmico da crosta terrestre
O mundo depois do fim
O mundo que se verá combinará o Admirável mundo novo no Hemisfério Norte com 1984 no Hemisfério Sul
Desacelerando em tempos viróticos
O coletivismo que pressupõe alteridade e empatia pela dor do outro é, sem dúvida, o maior desafio que essa crise – e também o desacelerar – nos impõe
Emergindo ou submergindo?
A esquerda sempre pregou movimentos revolucionários, e a direita, nos momentos de declínio de poder, quando põe em marcha a sua contra-revolução, falsamente em nome da democracia e da liberdade, acaba por eliminar as duas, embora não no discurso e nas aparências.
Bolsonarismo em rota de colisão
Bolsonaro foi eleito contra a conjuntura legislativa e constitucional que asseguram o presidencialismo de coalizão, em que ainda insiste chamar de “toma lá, dá cá”
O Reichstag de Bolsonaro somos nós
Num grave contexto de crise, pandemia da covid-19 e crise econômica, o presidente Bolsonaro coloca em prática uma clara estratégia de concentração de poder
O fantasma de Auschwitz e a recusa em desviar o olhar
Sob demagogos como Trump, Bolsonaro, Erdoğan, Narendra Modi e Viktor Orbán, vivemos em um momento no qual a violência estatal, a repressão generalizada e uma onda de ilegalidade e crueldade contra aqueles considerados descartáveis se tornaram a marca registrada de uma política fascista atualizada
A covid-19 e a crise da governança regional da América do Sul
Enquanto as organizações internacionais de escopo global – como a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT)-, têm desempenhado uma função crucial neste contexto, a expectativa é de que os agentes políticos somem os recursos disponíveis, tanto internos quanto externos, à medida em que a tomada de consciência da gravidade da pandemia implica a distribuição dos fronts de atuação.
Além do coronavírus
O teto de gastos, a perda de direitos trabalhistas, o retrocesso na Previdência, os ataques às organizações da sociedade civil, o congelamento do salário mínimo e do Bolsa Família e outras medidas tiveram como denominador comum o travamento da renda e do acesso aos bens de consumo coletivo pelo grosso da população, enquanto se expandia radicalmente o lucro dos bancos e dos grandes aplicadores financeiros. Foi justamente isso o que paralisou a economia.

