Diplô Online
O legado de Habermas e a escola “à prova de professores”
A lógica do Estado e do mercado vem substituindo o diálogo e o sentido pedagógico nas escolas por metas, plataformas e burocracias, esvaziando a essência da educação
O projeto para asfixiar a cultura no Amazonas
Quando a cultura depende de recursos públicos escassos e concentrados para existir, qualquer tentativa de controlar o que pode ou não ser dito nesses espaços se converte em censura direta
A cruzada do orçamento nas universidades públicas federais e a parlamentarização do orçamento
As emendas parlamentares encaminham o ensino público superior para um modelo em que a universidade passa a depender cada vez mais da dinâmica política conjuntural do Congresso
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A política industrial começa pela casa do trabalhador
A reindustrialização não se constrói apenas com máquinas, incentivos fiscais ou metas de produtividade. Ela começa muito antes da linha de montagem, na forma como o país organiza o território, o trabalho e a vida cotidiana de quem sustenta a produção
Segurança econômica e poder imperial sob Trump 2.0
Do Golden Dome ao controle das cadeias produtivas estratégicas
“Para que eu não esqueça”
Aqueles de nós que estavam lá, especialmente aqueles que vivem nas regiões que sofreram aquele ataque, não apenas sofremos materialmente, mas também sofremos um profundo impacto psicológico, emocional e moral
Como navegar entre a ignorância humana e a potência do novo ciclo?
Uma bússola para não se perder em tempos de polarização e excesso de estímulos
Trabalho infantil deixa 2,4 milhões com infâncias ceifadas no Brasil
Neste Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil e diante do cenário de falta total de compromisso por parte do governo federal, precisamos falar sobre a transparência que salva vidas
O aumento da tensão mundial e o desafio ao poder naval dos EUA
Em estudo recente, a National Interest publicou um ranking elencando as maiores marinhas do sistema mundial e a marinha norte-americana aparece em primeiro lugar, seguida por China e Rússia.
Tanatoeconomia, a economia política da morte
O primeiro caso da Covid-19 confirmado no Brasil foi no dia 26 de fevereiro e, na primeira semana, ninguém morreu. Carnaval, é disso que o Brasil é feito. Na segunda semana, ninguém morreu. No Carnaval, todo mundo se encontra, pobre ou rico, preto ou branco, patrão ou trabalhador. Na terceira semana, ninguém morreu. O Brasil do Carnaval é abençoado, sem desastres naturais e o futuro pertence a essa nação: Deus é brasileiro! Na quarta semana, dezoito pessoas morreram. Na quinta semana, outras 114 morreram
O ar que você respira pode agravar a pandemia
Pesquisas recentes apontam que a poluição do ar pode levar ao aumento de número de novos casos e mortes por Covid-19, revelando ainda mais a estreita relação da saúde com os impactos da ação humana no meio ambiente
O Brasil atual e a República de Weimar: crise constitucional?
Diante da onda de manifestações de cunho fascista surgindo no Brasil, nas quais as instituições democráticas são diretamente atacadas – principalmente o Supremo Tribunal Federal (STF), a corte guardiã da Constituição -, o ministro Celso de Mello comparou o momento político-institucional do Brasil ao momento de instabilidade da República de Weimar, o qual abriu espaço para o surgimento do nazismo
A ciência e a origem do novo coronavírus: um debate necessário
A pandemia da Covid-19 precisa trazer ao debate, além das questões relacionadas à economia, política e sociedade, o papel social da ciência, seu sequestro pela indústria e a submissão de seus conhecimentos aos interesses de mercado
Piratas e traficantes: o mundo mágico infanto-juvenil
Será que, no futuro, o traficante de hoje receberá o status que hoje é desfrutado pelos piratas?
A desinformação em meio à crise social
Confira com exclusividade a apresentação do e-book Desinformação: crise política e saídas democráticas para as fake news (Intervozes/Veneta). Organizado pela autora do texto a seguir, a jornalista Helena Martins, professora da UFC, ele investiga o fenômeno que mudou o cenário político mundial nos últimos anos, da eleição de Trump à de Bolsonaro. O livro traça um panorama amplo e aprofundado das fake news e apresenta o fenômeno da desinformação em toda a sua complexidade: discute o conceito e suas origens históricas, a relação sua com a crise política e as estratégias utilizadas em diferentes países para enfrentar o problema, além de apresentar propostas concretas para lidar com a questão no Brasil. O lançamento acontece nesta terça, dia 9 de junho, em uma live às 16 horas com a participação de Helena e do jornalista Leonardo Sakamoto. A transmissão será pela página de Facebook da Veneta e no canal de YouTube do Intervozes
Por que Trump rompeu com a OMS?
Não é mera coincidência que o presidente Trump tenha anunciado a saída do país no exato dia em que seu país rompia a trágica barreira das 100 mil mortes pela Covid-19. Era preciso achar um culpado, e que não poderia ser ele mesmo
Pandemia e ensino a distância
Com o avanço da educação a distância, as instituições de ensino devem ter um planejamento claro quanto à segurança cibernética e privacidade de dados em face da pandemia de Covid-19
Saúde indígena: atenção nunca precisou ser tão especial
Apesar de conquistas do passado, saúde indígena vive momento crítico. Segundo especialistas, muitos dos problemas poderiam ser resolvidos ouvindo indígenas e profissionais de saúde
Ausência de políticas públicas efetivas para população de rua
A pandemia evidencia com mais clareza o que já ocorria anteriormente: a gravidade da situação vivida por esse segmento social e a insuficiência das políticas de atendimento para garantir direitos em relação à vida, saúde, moradia e trabalho
As resistências ao fascismo e ao racismo nos EUA e no Brasil
Nos Estados Unidos, uma pessoa negra é morta brutalmente, e a população sai às ruas fazendo-as arder, apesar da polícia, apesar da Ku Klux Klan. No Brasil, o assassinato insuportável de pobres, negros ou brancos quase negros de tão pobres, se rotiniza. Quando gera protestos nas favelas, logo a polícia dissipa, o tráfico controla, a milícia gerencia e a esquerda faz posts indignados
A visão turva do governo federal em relação à importância das “Humanidades”
A falta de entendimento da dinâmica distinta das “Humanidades” – Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Humanas e Linguística, Letras e Artes – pode levar a equívocos sérios de políticas públicas.
Vidas em estatísticas
George Floyd, Christian Cooper e João Pedro Matos são três nomes para a lista infindável de mortos e vítimas de racismo no mundo. Mesmo após a abolição da escravatura, os centros decisórios de poder ainda enxergam a vida negra como descartável
A Marcha do Silêncio, Uruguai
No dia 20 de maio aconteceu a 25ª Marcha do Silêncio. Há um quarto de século que o Uruguai se mobiliza sistematicamente para lembrar e combater o esquecimento das violações massivas aos direitos humanos na última ditadura. Mas além de se tratar da maior manifestação popular do Uruguai, esta se apresentou com particularidades: por uma lado, de forma virtual, pela pandemia de alcance global; pelo outro, com a paisagem de novamente um governo de direita no poder, e a novidade de linhas negacionistas dentro desse governo
Entre vírus, parasitas e fascistas: o que pode o cinema?
As artes também já expressavam essa crise. O cinema expressa por imagem, movimento e sensações tanto novas possibilidades, nunca antes pensadas em nossa sociedade, como também o esgotamento de certos modos de vida
O neoliberalismo destruiu a política como refúgio dos vulneráveis
Em entrevista, Noam Chomsky fala sobre as origens do fascismo nos EUA e no Brasil, sobre interseccionalidade, sobre o rol dos intelectuais e sobre a concentração midiática. Chomsky acredita que o futuro do planeta estará determinado pela disputa de poder entre China e Estados Unidos
Damares Alves e a performance da masculinidade na reunião ministerial
Não é produtivo tratar as declarações dessas mulheres sob a perspectiva da suposta loucura feminina por dois motivos: em primeiro lugar, porque corrobora com uma visão machista e misógina sobre o comportamento feminino, historicamente associado à histeria e à loucura. Em segundo lugar, porque esse tipo de associação mascara um elemento que nada tem a ver com gênero: a perversidade das políticas conduzidas pelo governo Bolsonaro
Histórias e direitos humanos: pensando a partir da pandemia
Essa é uma oportunidade pequena e frágil, sim, mas importante porque nosso desafio mais imediato é conter a transformação do Estado brasileiro em um Estado criminoso, o que me parece em curso

