Diplô Online
Um filme que estará lá quando a gente voltar
O Agente Secreto, em sua intersecção entra a realidade da ficção e a ficção da realidade, apresenta-se como uma espécie de filme-arquivo sobre o estado de espírito de uma época, mas cujo espectro, para o bem e para o mal, ainda assombra o Brasil que conhecemos hoje
Quando o discurso se torna mais importante que a realidade
O problema é mais civilizacional do que partidário. Vivemos uma era em que o discurso vale mais que o dado, e a virtude moral substitui a evidência
Celebração de pequenos avanços de um lado e colonialismo turbinado de outro?
Fala xenófoba de chanceler alemão e postura de obstrução de negociações da Uniao Europeia são incêndios que se mantêm após fim da conferência
Newsletter
Cadastre-se para receber os conteúdos do Diplô
Isto não é literatura
Na literatura podemos compreender a prosa ficcional como instrumento de revelação e, ao mesmo tempo, de ação e de criação da realidade
Saúde Social: a nova epidemia da solidão e a sua solução
Livro de cientista social apresenta a importância da coletividade e comunidade na saúde
A DPU na defesa dos direitos das comunidades vulnerabilizadas na COP30
O que chamam de “tragédia natural” é, quase sempre, fruto de decisões políticas, omissões históricas e um modelo de desenvolvimento que coloca alguns à margem
Caminhos incertos ao escrever sobre o “ser brasileiro”
A busca pelo ser brasileiro é uma jornada longa, com muitos com muitas vivências e possibilidades, mas só podemos nos aproximar de uma resposta através da linguagem
Gestão democrática em tempos de terrorismo na política educacional
Essa nova política do MEC, que beira a um terrorismo de Estado e se caracteriza pela precarização do ensino público, com cortes e ataques a alunos e professores, abre espaço para que as instituições privadas e militares de ensino ganhem cada vez mais espaço. O que se quer é transformar essas premissas não numa “expressão e (…) o caminho de realização democrática”, mas sim num mero slogan atrelado a um passado que se deseja esquecer.
A arte contra a opressão
O atual governo de Bolsonaro não faz questão de esconder seu desprezo – ou será medo? – em relação à produção artística brasileira.
Por que obedecemos?
Sobre o episódio do recolhimento de apostilas escolares em São Paulo, restou a seguinte pergunta: por que milhares de professores e diretores de escola simplesmente cumpriram uma ordem absurda e ilegal?
Alternativa chilena como modelo na regulação no preço dos combustíveis
De acordo com a OCDE, o Chile importa 69% de seu uso interno de combustíveis fósseis, sendo, portanto, consideravelmente vulnerável à volatilidade do preço internacional do petróleo. Buscando atenuar os efeitos das variações dos preços ao consumidor final, o país acumula desde 1990 uma série de experiências com algum sucesso
50 anos do boicote à Bienal de Arte de São Paulo
Se hoje dizem que a memória da ditadura civil-militar brasileira ainda está em processo de revelação, o trabalho de artistas é uma das fontes primordiais de informação sobre uma época de vestígios apagados. Para além da romantização da profissão, artistas têm uma responsabilidade social para com seu tempo e seu espaço. Na conjuntura atual, é preciso que haja arte para fortalecimento da resistência e para produção de evidências que um dia serão elucidativas da história. E é por isso que as artes são atacadas. É perigosa demais. É revolucionária demais. É necessária demais.
Bacurau e Pacarrete: (o interior do) Nordeste é uma ficção
Nordestinos do cinema ganharam notoriedade em Cannes e no Festival de Gramado, com os filmes Bacurau e Pacarrete. Os dois longas enaltecem a identidade nordestina, mesmo com temáticas diferentes. Bacurau, de Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, vencedor do prêmio do júri em Cannes, é uma narrativa catártica, principalmente para quem veio dos sertões. Das semelhanças estéticas com Cangaço e até os Tapuias, índios que recusaram a colonização, Bacurau resgata a ancestralidade sertaneja, enquanto retrata os arquétipos da política.
A estética mórbida do Bolsonarismo e o espírito neoliberal
A superexposição do presidente em roupas hospitalares, com fios e tubos entrando em sua boca ou pelo nariz, pode denotar uma estratégia de vitimização. Contudo, este artigo propõe lançar luz sobre um aspecto menos evidente dessa sua forma de aparição pública. Uma pequena intuição me sugere que a estética mórbida de Bolsonaro encontra uma ressonância na ideologia destrutiva do neoliberalismo.
Amazônia e soberania nacional
A proteção de bens públicos requer uma soberania responsável. Até agora a abordagem mais utilizada são as negociações internacionais, como o Acordo de Paris ou o Protocolo de Quioto. Há também muitos exemplos de mecanismos pró-mercado que recompensam as reduções em emissões de efeito estufa e esforços em reflorestamento.
Quais regiões são socialmente eficientes no Brasil?
Um recente estudo avaliou a eficiência das regiões em transformar o Produto Interno Bruto (PIB) e os gastos públicos em cinco dimensões do desenvolvimento humano (educação, saúde, emprego, condições de moradia e instituições).
Orçamento ou estamento (de classe)?
Segundo o IBGE, havia, até 2018, 8 milhões de imóveis desocupados no Brasil e 7 milhões de famílias (no padrão, com 4 pessoas por família, são 28 milhões de pessoas) que sofrem do que, eufemisticamente chamamos de “déficit habitacional”.
Quem são elas: o perfil das mulheres que abortam no Brasil
Ainda encarado como uma questão moral, a criminalização do aborto impõe medo e solidão para as brasileiras que decidem interromper a gravidez
Função política da imaginação e a universidade pública
A imaginação tem uma função política porque ela nos permite a orientação entre passado e futuro, entre o próximo e o distante. A imaginação tem isto de especial, ela é livre, e portanto não está sujeita, de modo impositivo, às regras do bom senso, e nem mesmo, talvez, às regras da lógica.
Dissidência das Farc volta às armas
Grupo minoritário das FARC alega descumprimento em pontos do acordo enquanto governo reage apostando na violência e repressão.
O autoritarismo de quem fala mais alto
Quem faz as regras nesta sociedade está disposto a respeitá-las? Ou na política tudo é possível e aceitamos o autoritarismo de quem fala mais alto, se refugia na rede social e culpabiliza seus fantasmas ideológicos pelo fracasso.
Evento internacional irá refletir sobre Democracia
Seminário Internacional Democracia em colapso?, que acontece em outubro no Sesc Pinheiros, recupera origens e perspectivas do conceito e conta com convidadas internacionais como Angela Davis, Silvia Federici, Patricia Hill Collins e Michael Löwy
O fim das deduções de saúde no IR pode ser um tiro no pé
Recentemente, o governo vem avaliando a possibilidade de acabar (ou mais recentemente impor teto) com as deduções de saúde. Isto porque, de acordo com o que foi veiculado na imprensa, beneficia apenas a classe média e seria uma fonte de desigualdades.
Desmistificando a reforma da Previdência
Os maiores problemas da Previdência brasileira estão longe de ser as idades mínimas para a aposentadoria. Nota-se que o governo não cobra adequadamente os devedores da Previdência. Empresas privadas e públicas devem mais de 450 bilhões de reais à Previdência. Entre os 50 maiores devedores, 12 são públicos.
Suicídio e a raridade da escuta
As campanhas de prevenção frequentemente evocam a fala: “falar é a melhor solução”. Mas há realmente espaços para a escuta? E se há, como são esses espaços? Além disso, se falar é uma estratégia viável de prevenção por que a ênfase nesse aspecto parece ocorrer apenas no mês de setembro?
Desafios quilombolas na luta pela titulação dos territórios
Julgamento do Quilombo Paiol de Telha (PR) espelha desafios nacionais

