Diplô Online
A dimensão pública do presépio
Mais do que um símbolo religioso, o presépio é um dispositivo cultural, pedagógico e histórico cuja presença no espaço público revela tensões centrais do mundo contemporâneo
Educação, direitos humanos e o horizonte político de 2026
Às vésperas de 2026, a escola é convocada à defender a democracia enquanto suas instâncias de decisão são neutralizadas
‘O livro é uma metáfora da Argentina’, reflete a autora de ‘Os Sorrentinos’
Escritora convidada do mês de dezembro da Amora Livros conversou com o Le Monde Diplomatique Brasil sobre a criação de seu romance de estreia e sua tradução para o português, prevista para 2025
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Solidariedade àqueles que atuam na cobertura da operação no Rio de Janeiro
Nota de solidariedade da Associação de Jornalismo Digital (Ajor) – da qual o Le Monde Diplomatique Brasil faz parte – a jornalistas e comunicadores que atuam na cobertura da operação mais letal da história do Rio de Janeiro
Quando a tela vira encontro: de que vive o cinema comunitário no Brasil?
Pesquisa inédita revela desafios do circuito de exibição muito além dos Kinoplex e das plataformas privadas de streaming
O Brasil já tem uma língua brasileira, em vez de língua portuguesa?
As lições do século II a.C. na Península Ibérica até o Modernismo brasileiro (século XX) e a contemporaneidade
A escolha de ser uma nação
O Flamengo, time de futebol com maior apelo popular e midiático do país, acredita que deva ser reconhecido como Nação simbólica pela ONU. O artigo abaixo debate e se posiciona sobre o tema de forma crítica e contundente
O desastre do modelo de mineração: o que virá após Brumadinho?
A mineração de larga escala é uma dessas atividades que chega sem perguntar às populações viventes nos territórios. Através dos governos, cria-se o imaginário de que a instalação de um megaempreendimento minerário trará prosperidade para toda a população, com a criação de mais empregos e equipamentos sociais. Essa história é bastante conhecida no estado de Minas Gerais, mas lideranças comunitárias e moradoras(es) atingidas(os) por megaprojetos de mineração conhecem de perto a farsa das vantagens de um projeto como a Mina Córrego do Feijão da Vale, em Brumadinho.
Palavras de Samuel
Uma crítica liberal do liberalismo do mercado brasileiro.
“A pornografia é a máquina de propaganda do patriarcado”
Entrevista com a socióloga feminista Gail Dines sobre a indústria pornográfica e masculinidades violentas e os impactos na sexualidade de jovens.
MAS define candidatos sob ambiente de repressão na Bolívia
Presidente Evo e militantes escolhem binômio enquanto governo transitório militariza as ruas e implementa estado de exceção com o aumento da violência política
Educação financeira para tapar o sol com a peneira
Ideia de que cada brasileiro endividado é o principal responsável por sua situação financeira encobre graves problemas estruturais na educação e na economia do país.
Memórias de Brumadinho: vidas que não se apagam
“Nosso povo indígena é um povo de resistência há mais de 18 anos e nós somos um povo que está preparado para receber vários afrontamentos. Então, quando a gente vê estas coisas, a gente pede para Tupã e Anderú 1 para não vir nos atingir” Hayò, cacique. Capítulo do livro “Memórias de Brumadinho: vidas que não se apagam”. Escrito pela jornalista Julia Castello Goulart e publicado pela editora Autonomia Literária.
Enfim, a classe trabalhadora chegou ao paraíso?
Parece claro que foram as plataformas digitais de trabalho que chegaram ao paraíso, ao terem a liberdade de impor suas regras e se colocarem (falsamente) como simples mediadoras entre consumidores e fornecedores de serviço.
A China pode crescer mais?
A China cresceu, pelo menos, o dobro da média mundial e dos Estados Unidos. Ao menos seis vezes mais que a Alemanha e sete vezes em comparação com o Brasil. Ou seja, mesmo pequeno em comparação ao seu passado recente de dois dígitos, o crescimento econômico chinês não é nada desprezível diante de um cenário internacional de incertezas aguçadas por uma guerra comercial/tecnológica impetrada pelos Estados Unidos contra a… China. Leia análise do Observatório da Economia Contemporânea.
Um ano do crime ambiental e humano em Brumadinho
O tempo passa. Dia 25 de janeiro de 2020 se completa um ano. A dor, a saudade permanece destas vidas que não se apagam das memórias dos atingidos em Brumadinho. Permanece a pergunta: a justiça foi feita? Alguém foi realmente responsabilizado por este crime ambiental e humano?
A brutalidade democrática contra movimentos autônomos
O Movimento Passe Livre (MPL) não deixa passar o regular abuso do governo e da prefeitura para com os usuários e organiza as jornadas contra o aumento. O movimento, há mais de dez anos, realiza diversas atividades e atos de rua com intuito de trazer a população para o debate sobre a importância de um transporte verdadeiramente público e gratuito.
Governo federal viola direitos culturais
A opinião pública condenou a cópia do discurso de Goebbels por Alvim, mas a fala do ex-secretário apresenta elementos totalitários que vão além do proferido no passado pelo nazista alemão. Ao defender como política de Estado uma arte “enraizada na nobreza dos mitos fundantes do País”, o governo explicita sua intenção de voltar aos ideais colonizadores, em que a produção artística ilustrava o discurso forjado de uma nação em harmonia, em que indígenas e negros escravizados eram protegidos por senhores brancos benevolentes.
Quando o governo Bolsonaro não consegue esconder sua verdadeira face
A arte entra na guerra porque ela joga com os limites da nossa sensibilidade. Não são apenas os nossos juízos e avaliações estéticos que estão em jogo, e sim nossos juízos políticos e morais, isto é, nossa cultura. A arte nos obriga a uma abertura do mundo, ela amplia nossos horizontes, tanto sensíveis quanto intelectuais, e isto é tudo que este governo mais deseja combater.
Parasita: Ninguém está a salvo
Obra-prima do diretor coreano Bong Joon-ho, Parasita mostra que, numa sociedade dilacerada pelas desigualdades, o infortúnio não afeta apenas os desvalidos. Também os opulentos são vítima da deterioração do tecido social, por mais que se escondam atrás de muros, grades ou mundos de faz de conta.
A esquerda precisa voltar a debater economia
Uma explicação sobre o ciclo das políticas fiscais, contracionista e expansionista, a partir da qual é possível refletir a volta do crescimento em 2020.
O crime que pode derrubar o presidente
Em uma rede social no dia 4 de janeiro, o presidente deu a entender que sabe quem está por trás da morte de Marielle, blefe que faz lembrar a máxima de Hélio do Soveral “quanto mais negamos um crime, mais a consciência nos obriga a pensar nele.”
O dia em que eu não vi Miles Davis…
… mas assisti aos shows de Nina Simone, Diane Schuur, John Lurie, Oscar Castro Neves, Ron Carter, Yellow Jackets, Modern Quartet Jazz…
Romper ou dialogar, eis o dilema antibolsonarista
Esquerdas e oposição ao fenômeno bolsonarista e seu produto – o presidente da República – precisam decidir se vão para alguma confrontação ou se conversam com quem está do outro lado
Ode à informalidade
Reunindo os três indicadores com o trabalho familiar auxiliar, que em geral não representa assalariamento, é possível dizer que os últimos dados da Pnad-C sinalizam uma informalidade de 40,3% da população ocupada, o que equivale a cerca de 38 milhões de pessoas. Ou seja, o ano de 2019 encerrou com quase metade da população ocupada inserida ao campo da informalidade, indissociável de uma maior suscetibilidade à precarização das condições de trabalho.
Descoberta coloca Guiana como novo pólo estratégico no continente
Há possibilidades de que o setor petróleo melhore as condições socioeconômicas deste país com baixo grau de desenvolvimento no médio prazo. De todo modo, alguns obstáculos e desafios que o país terá de enfrentar nos próximos anos devem ser considerados. Dentre eles, questões relacionadas à instabilidade política e à administração governamental das receitas petrolíferas, à baixa experiência em regulamentação de uma indústria petrolífera ou em negociação com empresas internacionais, além da falta de infraestrutura necessária para sustentar um cenário de boom do petróleo.

