Diplô Online
Coimbra e Juiz de Fora: a crônica de uma catástrofe anunciada
Em fevereiro, Coimbra e Juiz de Fora, cidades situadas em lados opostos do mundo, enfrentaram desastres ambientais semelhantes
Reforma tributária e educação: o risco de transferir a conta às famílias
A reforma tributária é necessária diante da complexidade do sistema atual, que gera insegurança jurídica, litígios bilionários e ineficiências econômicas
Mais mulheres no poder é questão de democracia – e de proteção à vida
Quem decide as políticas de proteção a meninas e mulheres ainda são majoritariamente os homens
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O patriarcado promete poder, mas entrega solidão, colapso e morte
O patriarcado é um modelo que impede mulheres de viverem em segurança, impede homens de viverem com afeto e impede crianças de crescerem em ambientes emocionalmente saudáveis. Um sistema que desumaniza mulheres pela opressão e desumaniza homens pela amputação emocional
O legado da COP 30 para os pequenos negócios
Essa conferência do clima confirmou algo que nós sempre defendemos: a Amazônia não é margem, é centro. Ela orienta, inspira e impulsiona novas formas de produzir e de entender a economia
O Brasil pode ser a Suíça de amanhã
Em meio à reorganização geopolítica do século XXI, o Brasil reúne condições materiais e institucionais para ocupar um papel discreto, porém decisivo: tornar-se um espaço confiável para energia, dados e estabilidade em um sistema global cada vez mais fragmentado
‘O Agente Secreto’, Wagner Moura e a disputa narrativa do cinema brasileiro
O Agente Secreto é um filme que não pede licença, não busca exotismo e não negocia densidade
Socialismos: entre a reticência e o ponto final
São tempos sombrios. Tanto do lado de quem trabalha para o aniquilamento de outros mundos possíveis e necessários como no interior dos que tentamos viver diferente, há confusões instaladas. Em meio às confusões, tudo se torna difuso. E no difuso se dispersa a possibilidade de captar, mais de perto, o que a fotografia não é capaz de explicitar no movimento real de nossos viveres.
Reforma da Previdência e a seguridade social no Brasil
A Constituição Federal de 1988 criou um inovador sistema de seguridade social e não deixa de ser um forte instrumento de indução institucional, visto que as mudanças que essa Carta introduziu nas políticas sociais “acarretaram a inclusão dos outsiders, mais da metade da população brasileira antes excluída de direitos sociais”, no universo desses direitos
Gestão democrática em tempos de terrorismo na política educacional
Essa nova política do MEC, que beira a um terrorismo de Estado e se caracteriza pela precarização do ensino público, com cortes e ataques a alunos e professores, abre espaço para que as instituições privadas e militares de ensino ganhem cada vez mais espaço. O que se quer é transformar essas premissas não numa “expressão e (…) o caminho de realização democrática”, mas sim num mero slogan atrelado a um passado que se deseja esquecer.
A arte contra a opressão
O atual governo de Bolsonaro não faz questão de esconder seu desprezo – ou será medo? – em relação à produção artística brasileira.
Por que obedecemos?
Sobre o episódio do recolhimento de apostilas escolares em São Paulo, restou a seguinte pergunta: por que milhares de professores e diretores de escola simplesmente cumpriram uma ordem absurda e ilegal?
Alternativa chilena como modelo na regulação no preço dos combustíveis
De acordo com a OCDE, o Chile importa 69% de seu uso interno de combustíveis fósseis, sendo, portanto, consideravelmente vulnerável à volatilidade do preço internacional do petróleo. Buscando atenuar os efeitos das variações dos preços ao consumidor final, o país acumula desde 1990 uma série de experiências com algum sucesso
50 anos do boicote à Bienal de Arte de São Paulo
Se hoje dizem que a memória da ditadura civil-militar brasileira ainda está em processo de revelação, o trabalho de artistas é uma das fontes primordiais de informação sobre uma época de vestígios apagados. Para além da romantização da profissão, artistas têm uma responsabilidade social para com seu tempo e seu espaço. Na conjuntura atual, é preciso que haja arte para fortalecimento da resistência e para produção de evidências que um dia serão elucidativas da história. E é por isso que as artes são atacadas. É perigosa demais. É revolucionária demais. É necessária demais.
Bacurau e Pacarrete: (o interior do) Nordeste é uma ficção
Nordestinos do cinema ganharam notoriedade em Cannes e no Festival de Gramado, com os filmes Bacurau e Pacarrete. Os dois longas enaltecem a identidade nordestina, mesmo com temáticas diferentes. Bacurau, de Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, vencedor do prêmio do júri em Cannes, é uma narrativa catártica, principalmente para quem veio dos sertões. Das semelhanças estéticas com Cangaço e até os Tapuias, índios que recusaram a colonização, Bacurau resgata a ancestralidade sertaneja, enquanto retrata os arquétipos da política.
A estética mórbida do Bolsonarismo e o espírito neoliberal
A superexposição do presidente em roupas hospitalares, com fios e tubos entrando em sua boca ou pelo nariz, pode denotar uma estratégia de vitimização. Contudo, este artigo propõe lançar luz sobre um aspecto menos evidente dessa sua forma de aparição pública. Uma pequena intuição me sugere que a estética mórbida de Bolsonaro encontra uma ressonância na ideologia destrutiva do neoliberalismo.
Amazônia e soberania nacional
A proteção de bens públicos requer uma soberania responsável. Até agora a abordagem mais utilizada são as negociações internacionais, como o Acordo de Paris ou o Protocolo de Quioto. Há também muitos exemplos de mecanismos pró-mercado que recompensam as reduções em emissões de efeito estufa e esforços em reflorestamento.
Quais regiões são socialmente eficientes no Brasil?
Um recente estudo avaliou a eficiência das regiões em transformar o Produto Interno Bruto (PIB) e os gastos públicos em cinco dimensões do desenvolvimento humano (educação, saúde, emprego, condições de moradia e instituições).
Orçamento ou estamento (de classe)?
Segundo o IBGE, havia, até 2018, 8 milhões de imóveis desocupados no Brasil e 7 milhões de famílias (no padrão, com 4 pessoas por família, são 28 milhões de pessoas) que sofrem do que, eufemisticamente chamamos de “déficit habitacional”.
Quem são elas: o perfil das mulheres que abortam no Brasil
Ainda encarado como uma questão moral, a criminalização do aborto impõe medo e solidão para as brasileiras que decidem interromper a gravidez
Função política da imaginação e a universidade pública
A imaginação tem uma função política porque ela nos permite a orientação entre passado e futuro, entre o próximo e o distante. A imaginação tem isto de especial, ela é livre, e portanto não está sujeita, de modo impositivo, às regras do bom senso, e nem mesmo, talvez, às regras da lógica.
Dissidência das Farc volta às armas
Grupo minoritário das FARC alega descumprimento em pontos do acordo enquanto governo reage apostando na violência e repressão.
O autoritarismo de quem fala mais alto
Quem faz as regras nesta sociedade está disposto a respeitá-las? Ou na política tudo é possível e aceitamos o autoritarismo de quem fala mais alto, se refugia na rede social e culpabiliza seus fantasmas ideológicos pelo fracasso.
Evento internacional irá refletir sobre Democracia
Seminário Internacional Democracia em colapso?, que acontece em outubro no Sesc Pinheiros, recupera origens e perspectivas do conceito e conta com convidadas internacionais como Angela Davis, Silvia Federici, Patricia Hill Collins e Michael Löwy
O fim das deduções de saúde no IR pode ser um tiro no pé
Recentemente, o governo vem avaliando a possibilidade de acabar (ou mais recentemente impor teto) com as deduções de saúde. Isto porque, de acordo com o que foi veiculado na imprensa, beneficia apenas a classe média e seria uma fonte de desigualdades.
Desmistificando a reforma da Previdência
Os maiores problemas da Previdência brasileira estão longe de ser as idades mínimas para a aposentadoria. Nota-se que o governo não cobra adequadamente os devedores da Previdência. Empresas privadas e públicas devem mais de 450 bilhões de reais à Previdência. Entre os 50 maiores devedores, 12 são públicos.

