Diplô Online
Como a privatização das infraestruturas vem transformando a urbanização
A suspeita de uma forte associação entre a ampliação dos ganhos dos investidores e a precarização dos serviços urbanos nos levou a investigar as transformações na economia política das infraestruturas urbanas e suas especificidades resultantes de uma trajetória particular de entrelaçamento entre privatização e financeirização
Primeira infância e desigualdade: a conta que o país insiste em adiar
Em um país marcado por profundas disparidades sociais, muitas crianças crescem em contextos de pobreza, insegurança alimentar e exposição à violência
1912, o Carnaval que nunca acabou
O carnaval já foi também palco de disputas políticas e símbolos nacionais. Em 1912, a morte do Barão do Rio Branco transformou a folia em luto – e acabou produzindo um episódio inédito na história brasileira: um carnaval celebrado em dose dupla, entre homenagens, tensões republicanas e o sarcasmo característico dos cariocas
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Moira Millán: “Este livro é uma ferramenta para analisar o capitalismo de outra perspectiva, a dos povos indígenas, de uma mulher indígena”
Confira a entrevista com Moira Millán, autora do livro Terricídio: Sabedoria ancestral para um mundo alternativo
Ciência em rede fortalece a biodiversidade na Amazônia
A Amazônia é um centro de relevância global, mas, na hora de financiar a pesquisa, esse protagonismo ainda não aparece
‘Encomendaram um plano’, de Ricardo Bernhard
Um texto em que se explora o drama da situação, mas também o poder da sátira e da ironia, identidade e alteridade colidem
Os desafios para combater a desinformação na agenda climática da ONU
A COP30, simbólica por vários marcos, entre eles, um território onde conflitos socioambientais com impactos diretos nos territórios tradicionais, coloca o Brasil no epicentro desse debate, pois, Belém foi palco de negociações onde a verdade científica competiu com campanhas organizadas de negação climática e manipulação política, muitas vezes amplificadas por sistemas automatizados e redes coordenadas
Estamos seguros?
Parte dos 7 litros de venenos que cada habitante no Brasil consome por ano, depois de causar os danos em seus corpos, vai chegar, cedo ou tarde, através das águas, em todos os cantos do planeta, porque o “fora” não existe em termos de contaminação ambiental
O crescimento da desigualdade no capitalismo contemporâneo
A história demonstra que é possível conter a escalada da desigualdade social. Não se trata de um problema de falta de ferramentas para realizar essa empreitada, mas de vontade política para isso. Parte do problema está no funcionamento de algumas democracias modernas, que blindaram a economia da interferência democrática, impedindo que a vontade da maioria prevaleça sobre o poder econômico
Da prisão para os palcos: A história de três homens livres pelo teatro
Reinventando suas próprias esperanças, seis detentos unem-se para formar um grupo de teatro dentro da prisão de Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro: o Kriadaki
Homem rendeiro, ou quando é preciso desfazer um ponto para consertar dois
Em entrevista, metalúrgico Sálvio Penna relembra os dias de tortura que sofreu no Dops de Minas Gerais, nos anos 1970
Cordão da Mentira vai às ruas nos 50 anos do AI-5
O bloco, que pauta a memória da ditadura, ressalta a importância da disputa de narrativa em tempos de retrocesso
O uso medicinal da maconha é um passo para o fim da guerra às drogas?
A descriminalização das drogas a partir do enfoque de famílias que têm o seu acesso aos medicamentos restringido, tendo o seu direito à saúde evidentemente violado, é uma forma de chamar atenção para as consequências trágicas da atual política de drogas
Escola sem escola?
Propostas pretendem apenas sucatear escolas públicas, transformando seus alunos em mão de obra subalterna e disciplinada
Os games como uma nova forma de persuasão
Jogos eletrônicos apresentaram ao mundo um novo procedimento persuasivo que tem como foco a interação imersiva
Freud, Boaventura e o exemplo de Temístocles em uma nova racionalidade política
Aqueles que se cegam perante a realidade atual não entendem a necessidade de rediscussão do modelo institucional que está permitindo o avanço de subterfúgios extremistas como solução para problemas conjunturais. Consenso, associação e discussão intelectual são ferramentas importantes para aprofundarmos nos diversos questionamentos
Nunca fomos tão livres
O pacto de paz social venceu e levou junto a esquerda iludida pela lei, criada para manter a regulação do movimento e circulação da mercadoria e do capital
Brasil já tem 707,4 mil imigrantes
Coordenador científico do Observatório das Migrações Internacionais, professor Leonardo Cavalcanti, analisa em entrevista dados inéditos revelados por pesquisa da instituição sobre imigração no Brasil e a inserção do migrante no mercado de trabalho formal
A sociedade do auto espetáculo
Nesse auto espetáculo das redes sociais, o indivíduo se coloca como um cineasta de si mesmo, apagando de sua perspectiva o mundo real por trás dessas imagens que o constituem
G20 precisa se comprometer com o direito à educação
A fotografia do Brasil hoje é de um país cuja aridez imposta pela EC 95 e pela crise política que enfrentamos leva a mortes e a violações graves aos direitos humanos. A taxa de mortalidade infantil voltou a crescer. E os indicadores educacionais seguem estagnados e/ou em iminente derrocada
A memória da democracia em coma: a disputa do tempo presente
Em 2018 a memória viva da democracia ficou nas cordas. Uma construção de sentidos que nunca terminou de decolar na democracia brasileira, desde 1988. Neste ano existiram dois eventos que colocam os sentidos da democracia e sua memória no precipício. O primeiro evento, o assassinato da lutadora pela democracia e seus valores, Marielle Franco. O segundo, a prisão arbitrária do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e com ele, a democracia ficou no cárcere. Neste pequeno artigo refletiremos a partir de dois conceitos, ditadura e democracia, o tempo presente e os sentidos da memória democrática num Brasil na beira do autoritarismo.
Congresso Nacional do Medo
Vamos medindo os dias a colheradas, sem saber distinguir ao certo, a cor da nossa calma da cor do nosso medo. As verdades são encobertas pela quinta pele da mentira e a corrupção com seus dentes sórdidos segue sorrateiramente mastigando a esperança
O Estado Democrático de Direito e o Judiciário
Este artigo é parte do livro Direitos Humanos no Brasil 2018 que será lançado no próximo dia 5 de dezembro em São Paulo. A democracia não pode ficar à mercê do tempo ou da vontade particular dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Precisamos de um judiciário capaz de dar as respostas necessárias para o projeto de democracia do país.
O Golpe no Brasil e a reorganização imperialista em tempo de globalização
O modelo de golpe aplicado no Brasil, complexo e sofisticadamente maleável, talvez já tenha sido transformado em manual para ser levado a outros países, tal como as fórmulas desenvolvidas para as revoluções coloridas e para os golpes em Honduras e Paraguai foram aqui utilizados. A grande pergunta é até onde o capitalismo poderá conduzir processos assim, para enfrentar o esgotamento de seu modo de produção?
O “Comando Jungla” e o assassinato de um mapuche
Camilo Catrillanca tinha 24 anos, uma filha e uma esposa grávida quando foi executado. Era portavoz da comunidade de Temucuicui e sua curta biografia apresenta precocidade e coerência na defesa da autonomia do território.
A separação entre técnica e política em terras de moros
A especificidade do Estado capitalista jaz precisamente na separação entre poder político e poder econômico

