Diplô Online
Educação humanista na recuperação do civismo digital
Como retomar a paideia e ancorar a ágora na educação brasileira? Retomar a paideia não é nostalgia grega: é reaprender a sustentar o comum, manter-se incluso e respeitar as regras: a paidia
Hip-hop, juventude e disputa de cidade em Belo Horizonte
O hip-hop tornou-se, nas últimas décadas, o principal fenômeno juvenil do país porque articula identidade, crítica social, técnica e possibilidade de mobilidade simbólica e material ao mesmo tempo
Sem justiça para os catadores, não há justiça ambiental
O paradoxo é evidente: enquanto governos e empresas promovem metas climáticas e políticas de economia circular, ignoram os trabalhadores que há décadas tornam essa economia possível
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País vive retrocesso ambiental incompatível com o Pacto pela Transformação Ecológica
O mundo esperava um funeral dos combustíveis fósseis, mas o Congresso entregou um funeral da proteção ambiental
Coletivo “O Corre” e a potência criativa das periferias digitais
A força criativa das periferias nunca dependeu da permissão do Estado. A mesma energia que fazia brotar barracas, improviso e comércio nas praias de Salvador se transformou em comunicação digital. O celular substituiu o tabuleiro, e o conteúdo virou mercadoria simbólica. É nesse contexto que surge O Corre
Formações e deformações do desejo
Podemos e devemos observar o desejo individual, mas não nos esqueçamos: o desejo comum também é importante, sobretudo nestes tempos de enrijecimento político-ideológico
ETs, efeitos transgeracionais da violência de Estado da ditadura
A produção de efeitos transgeracionais não é fruto do acaso ou da má sorte, mas, pelo contrário, de um processo social de delimitação dos limites de uma sociedade
Infâncias, eleição e democracia – A Redação
Escolas devem respeitar e provocar o debate das diferenças, responder às perguntas das crianças, ler historias e cuidar da atmosfera democrática necessária para bom aprendizagem.
A produção de verdades falsas: o que o PSL aprendeu com Foucault
O candidato apresenta-se claramente como um chefe e busca convencer que para a saída da crise o povo precisa de uma liderança, alguém que seja “honesto, patriota e que tenha Deus no coração”
Steve Bannon e as eleições fake
A extrema-direita utiliza do que há de mais sofisticado em termos de tecnologia de informação e conduz as parcelas menos engajadas do eleitorado a revoltarem-se com boatos que modificam os resultados de uma eleição “democrática”
Os óbices do financiamento
As dificuldades em lidar com patamares e volatilidades excessivos das variáveis macroeconômicas e a conhecida aversão ao risco do setor financeiro privado levaram a que o sistema financeiro brasileiro de longo prazo se constituísse em torno de bancos públicos
Considerações sobre o silêncio
O populismo de direita se apropria do silêncio e dos traumas desses grupos para negar ou diminuir seu sentido e suas dores, formando um bolsão de adeptos
Pra quem sabe ler, um pingo é letra
Existe uma luta permanente entre princípios autoritários (fascistas) X libertários, que nos demandam uma análise mais profunda das instituições e dos valores que os sustentam
A vitória da direita será o caminho para a corrupção voltar aos seus dias de glória
O aparelhamento de todo o sistema para tomar o poder foi realizado de forma bem sucedida pela extrema direita
O porte de “armas” precisa vir antes da posse do título de eleitor
Exijo a redução da idade para o porte de armas, nossas crianças devem ter acesso às armas desde muito jovens
A negação do imprescritível: Como Ustra foi isentado de reparar o assassinato de Merlino
O assassinato de Merlino é representativo do que teve de mais cruel na repressão política organizada pela ditadura brasileira. É também um caso que apresenta muitas informações sobre as circunstâncias da morte e responsáveis, com diferentes testemunhas visuais da tortura e da forma como ele foi privado dos cuidados médicos necessários a salvar sua vida
Carta aos novos intelectuais
Minha mãe deveria estar orgulhosa. Mas não. Ela está com medo
Ao responsabilizar igualmente Haddad e Bolsonaro pela violência, a mídia isenta candidato do PSL
Não se trata de acaso que as principais vítimas da violência eleitoral sejam os grupos mais atacados por Bolsonaro não somente nesta campanha, mas ao longo dos 27 anos de sua vida pública, ou seja, mulheres, negros e a população LGBTI
Quando a grande mídia pedir desculpas por acabar com a democracia, o que faremos?
A Globo, que apoiou o golpe e a política econômica que ele trouxe, criou um terreno perfeito para o crescimento da extrema direita
A mídia e a ascensão do conservadorismo neofascista nos trópicos
O telespectador, o ouvinte e o leitor não se vêm nas imagens, nos sons, nos textos, enxergam e escutam apenas o outro, o diferente, o não ser, despossuídos de direitos, quase sempre o negro, o pobre, aquele que não merece nem mesmo as “grades” das prisões nacionais
Totalitarismo e identidade nacional: o passado é agora
Já existe o desenvolvimento institucional de um movimento de ideário fascista na política brasileira
Eleições 2018 e o reencontro com a história
Como a vertente fascista está mais explícita, minha tentativa será contribuir com o leitor para analisar Jânio Quadros e seu tempo histórico dos anos de 1950 e 1960 para que possa responder a si mesmo por que se fala que há semelhanças entre os candidatos e os dois momentos históricos
O mundo invertido de Bolsonaro
É evidente a inclinação do presidenciável na tentativa de colocar sobre as costas dos pobres os encargos e socializar os lucros com os ricos e seus defensores
A Previdência e a proposta de regimes múltiplos
Apesar da necessidade de olhar esse processo com a cautela necessária para manter sua capacidade de financiamento no longo prazo, o sistema de previdência é, antes de tudo, uma grande massa de recursos públicos cobiçada pelo mercado, e este tem orientado o sentido das reformas desde a instauração do governo Temer
Deus e o diabo na terra de Riobaldo: coisas por demais de muitas!
Querendo entender o mundo, Riobaldo faz, sozinho, um pacto com o diabo. Não com um diabo comum, mas com um diabo paradoxal, invisível, que ora é do mal e ora é do bem. Um diabo humanizado, que ele nomina de renegado, crápula, homem, coxo, jovem, o entristecido… e até “O-que-nunca-se-ri, O-sem-gracejos… porque não existe”
Uma carta sobre o momento político
Curitiba, 12 de outubro de 2018. Neste dia de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, na qualidade de advogado e professor, escrevo aos familiares, amigos e leitores deste jornal sobre o quadro eleitoral que enfrentamos
Por que uma pessoa abriria mão da liberdade e dos direitos para votar em Bolsonaro?
É possível ser cristão e odiar o próximo, ter ojeriza à caridade, e rejeitar por completo o Sermão da Montanha, no qual Cristo falava em nome de uma religião que incluía e que jamais excluiria alguém

