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Medo, ressentimento e esperança nas urnas
Como os brasileiros escolhem seus candidatos? Quantos conhecem de fato seus programas? E quantos são atravessados por medos, frustrações, desejos, identificações, ressentimentos e esperanças? Com base nessas perguntas, começamos a olhar para uma pesquisa que realizamos sobre afetos e extrema direita. Conversamos com pessoas que votaram em Jair Bolsonaro tentando compreender não apenas suas opiniões políticas, mas também como elas se relacionavam com suas histórias. O que encontramos foram escolhas políticas profundamente misturadas à vida delas
Eleições presidenciais e meio ambiente: entre a continuidade e o desmonte
Enquanto o presidente Lula acena com uma continuidade de políticas na área, com avanços e limites igualmente importantes, Flávio Bolsonaro projeta um revival do governo do pai, baseado na destruição das políticas ambientais e no desprezo à agenda climática
O rosto disforme dos evangélicos no Brasil
Pelo acúmulo da última década entendemos que há um padrão no comportamento eleitoral evangélico de sufragar majoritariamente candidatos da direita em geral e do bolsonarismo em particular. Mas quem é esse evangélico? É importante destacar, outra vez, que esse grupo religioso não é uma massa única
Cenários futuros
Como está cenário político brasileiro às vésperas de uma eleição presidencial decisiva entre o atual presidente Lula e Flávio Bolsonaro? O futuro das instituições democráticas e da proteção ambiental está sob grave ameaça
Macron, o pior presidente da Quinta República?
Ao seguir uma agenda de liberalismo extremo e alinhamento internacional, Macron enfraqueceu a soberania diplomática da França e comprometeu os serviços públicos essenciais
A fome que vem por aí
Depois da onda de calor e dos megaincêndios do verão europeu, uma pergunta deveria assombrar os candidatos à presidência da França: como sair de um sistema que produz devastação? A maioria prefere continuar agitando seus chocalhos favoritos: austeridade, imigração, tributação… Um novo flagelo, porém, está em gestação e, em todo o planeta, pode alimentar outro incêndio: o da ira popular
No Pacífico Sul, uma luta pioneira pela justiça climática
Eles são pequenos e quase não poluem; seus adversários, os principais emissores de gases de efeito estufa, são poderosos. Contudo, os povos da Oceania se recusam a assistir passivamente à elevação do nível do mar que ameaça suas ilhas. Sua luta obteve um avanço importante diante da mais alta Corte do mundo
O retorno do magoado
Da hegemonia alemã, os povos europeus – os gregos, em particular – guardam a amarga lembrança dos anos 2010. No entanto, naquela época ainda vigorava o arranjo firmado em 1990, por ocasião da reunificação: motor econômico do Velho Continente, a Alemanha deixava que a França reivindicasse a supremacia militar e diplomática. Esse compromisso chegou ao fim. Desde a invasão russa da Ucrânia, Berlim reestrutura sua economia, militariza sua indústria e mima sua fabricante nacional de armas, a Rheinmetall . Esse grande rearmamento marginaliza Paris e atende aos interesses de Washington, pois, apesar das afrontas infligidas por Donald Trump, a Alemanha espera que os Estados Unidos lhe terceirizem a liderança europeia da Otan
Rheinmetall fora de controle
O governo federal multiplica as compras militares, mas sem um verdadeiro comando estratégico. Nesse vazio, a Rheinmetall se impõe como a grande beneficiária de uma política de defesa cada vez mais opaca e difícil de controlar
A economia militarizada, o novo modelo alemão
Conhecido por sua avareza, o governo alemão despeja centenas de bilhões de euros em sua economia vacilante. A beneficiária desse estímulo sem precedentes é a defesa. Contudo, essa retomada impulsionada pelas armas pode corroer as condições geopolíticas que haviam favorecido os êxitos industriais renanos
Uma conversão amarga
Cada vez mais empresas alemãs reorientam sua produção para o setor militar. Para os trabalhadores e os sindicatos, essa mudança alimenta um dilema difícil de resolver
Donald Trump contra o perigo vermelho
O avanço de candidatos de esquerda nos Estados Unidos levou Donald Trump a fazer da luta contra o comunismo um de seus temas mobilizadores. O tom é fascistizante, e os antigos atentados da extrema direita são silenciados. Ignorando esse contexto, todos os Estados da União Europeia participaram, em Washington, de um colóquio oficial contra o “terrorismo de esquerda”
A lâmina do dólar e a ferida monetária
Washington raramente socorre seus aliados. Ao contrário do que pode parecer, as recentes intervenções do Tesouro norte-americano para sustentar o iene não fogem a essa regra. Longe de serem motivadas por alguma forma de altruísmo, elas respondem às preocupações dos Estados Unidos com o custo de seu endividamento e devolvem à Europa o papel que lhe é reservado: o de quem paga a conta de todas as trapalhadas
Interpol e a repressão política
Tadjiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão já não hesitam em perseguir no exterior seus cidadãos exilados, inclusive em países europeus. Essa repressão transnacional se apoia, entre outras coisas, na emissão de alertas que apresentam alguns solicitantes de asilo como terroristas ou criminosos. Apesar das reformas anunciadas, as expulsões continuam
A recomposição estratégica do Oriente Médio
Enquanto o desfecho do conflito no Irã permanece imprevisível, a região passa por importantes transformações geopolíticas, com dois blocos agora se encontrando frente a frente: de um lado, a aliança entre Arábia Saudita, Turquia e Paquistão; de outro, o eixo Israel, Emirados Árabes Unidos e Índia. Tudo sob o olhar atento dos Estados Unidos, preocupados em não entrar em choque com nenhum dos campos
Um reconhecimento incendiário
Pequeno Estado autoproclamado do Chifre da África, a Somalilândia conseguiu ganhar espaço no jogo geopolítico regional. Agora aliada de Israel, único país a reconhecê-la, ela desenvolve uma estratégia de acordos comerciais e de segurança no Golfo Pérsico. Seus próximos desafios: obter o apoio oficial dos Estados Unidos sem abrir a caixa de Pandora das fronteiras africanas
Pequim na conquista do espaço
A China anunciou a intenção de enviar taikonautas para a Lua antes de 2030. Os Estados Unidos informaram que seus astronautas estariam “no local para recebê-los”. O desenvolvimento de um setor espacial chinês competitivo é visto por Washington como uma ameaça existencial. Sua expansão, contudo, esteve longe de ser um processo tranquilo
A guerra cultural do Exército francês
Como tornar a guerra atraente? Com o slogan de recrutamento “Seja você mesmo”, lançado em 2010, o Exército francês parecia investir no já concorrido campo do desenvolvimento pessoal. Agora, ele aposta no mundo das artes, dos eventos e do espetáculo, e controla sua imagem ao sensibilizar diretores, distribuidores e criadores para as questões militares
Por que o Brasil precisa de um Programa de Garantia de Emprego?
A proposta é simples em sua essência. O Estado assume o compromisso de oferecer uma ocupação remunerada para toda pessoa que queira trabalhar e não encontre uma oportunidade adequada no mercado de trabalho
Você não conhece Luciana, mas deveria
A mítica história do longa-metragem pernambucano Luciana, a comerciária, concluído em 1976 por Mozart Cintra mas sem nunca ter sido lançado comercialmente, está prestes a tornar-se realidade, ganhando as telas, meio século depois, em São Paulo e no Recife
Miscelânia
Confira a resenha dos livros Parcelado: dinâmicas de consumo na periferia, de Kauê Lopes dos Santos; Atlas de Política Experimental, vários autores e Língua portuguesa: geo-história filológica do latim ao presente, de Marcelo Moraes Caetano

