Diplô Online
Uma conversa com André Giusti sobre seu novo romance
Só vale a pena se houver encanto (Caos e Letras, 368 págs.), acompanha um protagonista jornalista que atravessa o cenário político da capital
“O Mar de Vidro”: ao espelho a sua imagem
O livro de Veloso não se compõe como um repositório de estagnações contemplativas ou de deleites narcísicos, ele edifica-se, sim, como um movimento inexorável de passagem
A relatividade do tempo nas metrópoles
Em São Paulo, se morre vinte anos mais cedo na periferia e ainda se perde mais vida no caminho. O deslocamento diário é a face invisível de um holocausto urbano, que tem endereço, classe e cor
Newsletter
Cadastre-se para receber os conteúdos do Diplô
Os cabos que a guerra pode cortar: Ormuz e a fragilidade digital do mundo
Em abril deste ano, uma agência de notícias ligada ao Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica publicou um mapa detalhado dos cabos submarinos de fibra óptica que atravessam o Estreito de Ormuz. Para o Ocidente, a mensagem foi inequívoca: não é só o petróleo que pode ser cortado. Em um conflito no Golfo Pérsico, a infraestrutura digital global pode ser a próxima vítima
Crimson Desert: gameplay e mundo ficcional a serviço das ideias dominantes
Como os jogos eletrônicos conseguem atrair tantos usuários? De onde vem esse magnetismo? Tudo depende da relação entre gameplay e o mundo ficcional, pois de tal dialética forma-se a imersão
Morte de JK pela ditadura reafirma método de assassinatos políticos
O silenciamento e apagamento das perseguições políticas foram uma forma de retirar a culpa dos agentes do estado dos crimes cometidos
O levante da canção e da música baiana: você conhece o Coletivo Outras Vozes?
O Coletivo Outras Vozes é um novo movimento musical que se alimenta do passado para construir o futuro. Eles bebem das fontes de Caymmi, dos tropicalistas, dos Novos Baianos, mas com a sede de criar algo novo, algo que ecoe pelos tempos que virão
Agronegócio avança sobre o Cerrado e pressiona comunidades tradicionais com veneno
Grande produtor de soja, município de Balsas desmatou 145 campos de futebol por dia nos últimos cinco anos. Casos de pulverização aérea de agrotóxicos sobre comunidades se espalham pelo estado
A pipa da TV não sobe mais?
Vai Silvio Santos, mas permanecem os velhos interesses políticos e econômicos que sustentaram a história da televisão brasileira
Uma ação para barrar a ameaça silenciosa dos agrotóxicos
Enquanto em algumas políticas públicas a mudança de governo realmente foi refletida nas suas decisões, o tema dos agrotóxicos seguiu com o mesmo ritmo de liberação de venenos do governo anterior
O conto fantástico da reparação e o desastre-crime da Samarco, Vale e BHP Billiton
A leitura crítica da decisão judicial reforça que o maior benefício da criação de uma fundação como a Renova foi retirar de cena as verdadeiras responsáveis pelo desastre e por tantos outros danos gerados por um processo de reparação moroso, insuficiente e que propaga novos contornos de um desastre-crime na vida das pessoas atingidas
Marco Temporal: presente de branco…
Não existe espaço para se omitir nem tempo para postergar: se posicionar contra o ataque a indígenas é um dever
Meio ambiente: prioridade negada, futuro ameaçado
O homem é o único animal que destrói seu habitat. Tudo em função da produção econômica baseada na busca do lucro máximo. Trata-se de uma crise de civilização. O estilo de vida que herdamos da sociedade industrial está ameaçado. O futuro será baseado em energias renováveis ou não haverá futuro
Por que Basaglia, por que agora?
Em 2024, comemoramos o centenário de Franco Basaglia. Sua presença no Brasil deixou ecos permanentes, auxiliando nas denúncias de violações de direitos humanos e no surgimento do Movimento da Luta Antimanicomial
Entre o despejo e a xenofobia: o futuro incerto dos refugiados em campos não-oficiais na Cidade do Cabo
“Nós somos como peixe em um aquário. Mesmo gritando, ninguém pode ouvir nossas vozes. Mesmo chorando, ninguém pode ver nossas lágrimas”, relata morador do campo de refugiados de Wingfield
Filosofia: ainda vale alguma coisa?
Diante da marginalização da Filosofia não somente como disciplina, mas como ferramenta no auxílio do pensamento crítico, há motivos para comemorar esse dia?
A autonomia universitária é um salvo-conduto para promover o racismo institucional?
Há justificativa razoável para contratar apenas 5 de cada 1.000 pessoas negras potenciais destinatárias da Lei nº 12.990/2014? Reconhecer o racismo é a primeira medida para superá-lo
As Olimpíadas, a meritocracia e o valor relativo da vitória
Perante contexto segregatício, o esporte serve como ferramenta para suturar o tecido social e ensinar melhores parâmetros filosóficos à vida comum
Em seu novo livro, Dia Nobre investiga apagamento de Maria de Araújo, protagonista dos milagres do Padre Cícero
Em “Incêndios da Alma”, a autora defende que o percurso da beata é fundamentado em uma aniquilação de si: dos desejos, do próprio corpo e, finalmente, de sua memória
50 anos da retomada sino-brasileira: o retrato de um imperativo de Terceiro Mundo
Após uma ruptura marcada por paranoia ideológica no Golpe de Estado de 1964, as relações sino-brasileiras foram retomadas ainda na mesma ditadura que as execrou
Por uma ética da responsabilidade: autonomia e democracia como princípios necessários da política externa de Lula 3
Os princípios da autonomia e da democracia precisam ser combinados na política externa do governo Lula, a fim de melhor refletir o pacto eleitoral de 2022, no âmbito doméstico, e aumentar as margens de manobra do Brasil e de seus vizinhos em relação tanto aos EUA quanto à China, no âmbito internacional
Livro de goiano premiado aborda dilemas internos de um protagonista negro em meio a Brasil politicamente dividido
“A União das Coreias”, de Luiz Gustavo Medeiros, escancara as complexidades da identidade individual em um país marcado por tensões
Redes sociais: o poder massivo da mobilização do ódio
A informação, acima de tudo, deve deixar de ser chuva torrencial diária a enxarcar diariamente a todos nós como fenômeno natural
O retorno à mãe terra pelos Guarani e Kaiowá e a urgente recuperação da humanidade perdida no Capital
Seja na agricultura de produção de commodities ou na extração de minérios e combustíveis fosseis, o modo de produção capitalista não respeita os ciclos da natureza e coloca em risco a sobrevivência da humanidade
Notas sobre as lágrimas nas olimpíadas (e desigualdade social)
Apesar das divisões políticas e da ridícula discrepância econômica do país, o ritual festivo gerado pelo jogo coloca essas questões de lado pelo sentimento de pertença
A insustentável leveza olímpica
O ciclo de acumulação baseado na expulsão e na privatização da terra é intermitente e se realiza de forma cíclica sob a justificativa do desenvolvimento da cidade. Não há leveza na modernidade colonizadora que o ideal olímpico expressa.

