Diplô Online
A terra é amor, é a nossa vida
Poema de aluna ticuna do Departamento de Filosofia Latino-Americana da Unila escrito durante visita de estudantes da universidade a acampamento do MST
A condição da mulher em ‘Ecos da Floresta’
Obra americana desafia os papéis de gênero, mas desenrola-se para o improvável
Não há mais espaço para normalizar o horror
A brutalidade contra mulheres se expande como crise nacional, atravessando corpos e instituições, e expondo um país que normalizou o intolerável
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Por que a frente evangélica se distancia da agenda ambiental?
Em um Brasil majoritariamente cristão, a discussão ambiental ultrapassa o campo científico e engloba questões éticas, culturais e religiosas
Uma proposta de paz na Palestina e muitas desconfianças
Os crimes de Israel serão varridos para debaixo do tapete, mas essa não é a pior notícia. A nova proposta de Trump para a “paz” na Palestina anima alguns líderes mundiais, mas chega tarde e é recebida com grande desconfiança pelos palestinos
Healing Fiction, ancestralidade e crítica social: uma conversa com a autora nipo-brasileira Verônica Yamada
Em Tempos Amarelos, a autora reflete sobre sobrecarga de trabalho e traumas familiares no mundo contemporâneo
Androides Sonham com Coca-Cola e Metanol?
Os recentes casos brasileiros de intoxicação por bebidas alcoólicas são o retrato de práticas comerciais e sanitárias bastante negligentes ou até predatórias, que parecem assolar o mercado. Frente a situação, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) de São Paulo, comentou em um tom de “brincadeira” infeliz que “No dia em que começarem a falsificar Coca-Cola, eu vou me preocupar”. A verdade, governador, é que grandes empresas agem com falsidade ou omissão a muito tempo
Coronavírus é de Esquerda ou de Direita?
Além dessa especulação referente às consequências da essência desse vírus, o que será à direita ou à esquerda quando estivermos nos referindo à reação que devemos ter a ele?
A fatura do descaso com o setor de bens de capital e o desenvolvimento tecnológico
Desde os anos 1980, as cadeias produtivas industriais brasileiras vêm sendo corroídas com vários de seus elos substituídos por importações. A crise da Covid-19 expõe como a dependente participação da indústria de máquinas nas cadeias globais de valor fragiliza a economia
Um cenário que atualiza uma política estatal de extermínio dos indígenas
O governo Bolsonaro é o protagonista deste atual momento histórico e com ele, vem uma avalanche de problemas, além da pandemia da Covid-19 que, até o momento da escrita deste texto, ceifou a vida de sete indígenas, todos da região amazônica: seis deles em Manaus (Amazonas) e um jovem Yanomami em Boa Vista (Roraima), que foi enterrado em um cemitério urbano sem que seus familiares soubessem e autorizassem.
A morte está dada
A esperada oportunidade aos que desejavam enterrar os corpos matáveis. Não é uma guerra, mas as covas abertas em massa mostram que enquanto humanidade perdemos
O repúdio à realidade
Em plena pandemia, Jair Bolsonaro ‘corre nu pelas ruas’ mas, ao contrário de gritar Eureka e de possuir a inteligência de Arquimedes, suas atitudes e nudez revelam a incapacidade de respostas coerentes e uma deterioração cognitiva
A derrocada de Bolsonaro
Em seu discurso, Bolsonaro fissura a Constituição e coloca em xeque o pacto constitucional firmado pelo constituinte originário em 1988
Quem foi Sergio Vieira de Mello?
O elitismo dentro do Itamaraty e no judiciário brasileiro
Covid-19, desigualdade social e tragédia no Brasil
Por que o Amazonas e o Ceará estão entre os principais focos da Covid-19 no Brasil? Artigo correlaciona a explosão de casos com os dados de saneamento básico nesses estados, e apresenta novos estudos que demonstram a persistência do coronavírus nas fezes de pessoas infectadas, mesmo as assintomáticas
Causa mortis determinada: a prisão
Da sarna à tuberculose, passando pelos surtos de sarampo e casos de meningite meningocócica, os cárceres – imundos, superlotados, com racionamento de água, sem assistência médica e falta de produtos de higiene e limpeza – são ambientes ideais para a propagação da Covid-19. Ademais, soma-se ao vírus novas camadas de opacidade no fluxo dos cadáveres
Sergipe segue modelo Bolsonaro de combate ao coronavírus
Em meio à explosão de casos e com um sistema de atendimento débil, Governador de Sergipe e prefeito da capital decidem pela abertura do comércio. Nos primeiros trinta dias desde o primeiro caso, o estado de Sergipe havia contabilizado 48 pessoas infectadas pelo novo coronavírus e 3 óbitos por covid-19. Mas o que parecia um caso de sucesso de controle da pandemia, se frustrou nos doze dias seguintes. Com a chegada de testes rápidos os números de covid-19 saltaram de 3 para 11 mortos e de 48 para 282 infectados.
Festival Varilux Em Casa oferece 50 filmes de graça
Iniciativa surge para amenizar os dias de isolamento social, recomendados diante do avanço da Covid-19 no Brasil. A edição Varilux 2020 nos cinemas será anunciada em breve
Difusão espacial do coronavírus: diálogo multidisciplinar
O enfrentamento à doença se trata de um desafio multidisciplinar. Dessa maneira, como o novo coronavírus ainda avança sobre o território fica complicado tecer qualquer perspectiva a respeito. As ciências trabalham, portanto, com dados e fatos, podendo, no máximo, efetuar prognósticos, projeções, mas sabendo da possibilidade dos erros e das generalizações, nesses casos, tendo em vista a dinâmica de transformações das múltiplas variáveis.
O uso espúrio do conceito de determinantes sociais da saúde
Os determinantes sociais da saúde compreendem “as condições em que as pessoas nascem, crescem, vivem, trabalham e envelhecem”, e que são “moldadas pela distribuição de dinheiro, poder e recursos”. Portanto, sabemos do impacto exercido por condições materiais de vida, incluindo emprego e renda, sobre a saúde das pessoas.
Não somos deste mundo
Não podemos mais nos permitir explorar o planeta como temos feito. O desequilíbrio ambiental, instituído pelo sistema capitalista, notadamente, em sua versão hipermoderna, o neoliberalismo, é uma desgraça só negada por quem se beneficia num curtíssimo prazo
Em 2019, a educação perdeu R$ 32,6 bi para o Teto de Gastos
A suspensão da Emenda Constitucional 95, que impõe um Teto de Gastos para as áreas sociais, é urgente e cada dia que passa nessa pandemia são milhares de pessoas que perdem suas vidas
Do sofrimento em se isolar ao agir coletivo na solitude
Passamos por um momento em que estar a par dos fatos pode também contribuir para a angústia e o sofrimento. A situação é séria e o melhor a fazer, para os que não suportam o bombardeio contemporâneo de informações, é afastar-se dessa sobrecarga de preocupação e agir de acordo com o que podemos
O eclipse da cidade e os “sem direitos”
Limitada pelo aprisionamento do corpo, relegado aos espaços privados, a vida urbana passa a ser mediada pelas redes e mídias sociais, que criam a sensação de proximidade e diálogo ainda que virtual. Mas a densidade do uso do espaço urbano revela, todavia, o grau diferenciado da intensidade dos sons iluminando, inequivocamente, a desigualdade vivida através do modo como os cidadãos lidam (ou são obrigados a lidar) com a pandemia. O eclipse é parcial.
O teatro bolsonarista
Por qual motivo, porém, retomar Shakespeare no Brasil atual? Talvez seja essa uma pergunta desnecessária, uma vez que a posteridade comprovou que Shakespeare é atemporal. Ou seja, em qualquer momento ele pode ser utilizado para pensar os nossos dias. Shakespeare foi um mestre da linguagem e por meio dela dominou a eternidade. Soube adentrar na alma humana profundamente, nos deixando um legado permanente para errar, mesmo com seus já antigos avisos.
Militares do governo Bolsonaro engrossam o nevoeiro
Do que foi apresentado podemos inferir que Paulo Guedes e sua equipe estão perdendo força. Afinal de contas, seus delírios e medidas envergonham os neoliberais mais ortodoxos. Ele não consegue pensar em outra solução para atenuar as chamas do nosso inferno que não seja o Deus “mercado”. Guedes não admite renunciar aos ensinamentos dos pais da economia neoclássica, como Jean-Baptiste Say e Frédéric Bastiat, nem que seja temporariamente. Portanto, não é nada improvável que o caminho de Guedes e da sua equipe seja o da rua.
O sequestro do último adeus
Velado o corpo, basta enterrá-lo. Isso, claro, se tudo vai bem. Quando a normalidade vinga, a exceção da morte é rapidamente resolvida. Em uma sociedade moderna e capitalista como a nossa, os seguros cobrem tudo: a preparação do corpo e a cerimônia de adeus são terceirizadas.

