Diplô Online
Hugo Motta: nem bêbado, nem equilibrista
Entre o simbolismo da democracia e a prática do poder, o presidente da Câmara patina, acumula derrotas e perde autoridade no plenário
Flávio Bolsonaro e a disputa pelo capital político da extrema direita
Qual é o preço e o tamanho do apoio que a família Bolsonaro ainda pode oferecer a um candidato competitivo à Presidência?
Sonia Gomes e a sinfonia das múltiplas materialidades
Sonia nos apresenta uma nova revolução de conceitos, particularmente do barroco, cujas delimitações são nebulosas, as definições são as mais variadas possíveis, e suas vertentes e subestilos também o são. Em exposição no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, até 8 de fevereiro de 2026
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A guerra invisível e a nova fronteira da luta humanitária
O genocídio sudanês expõe os limites morais da ordem global e convoca o Sul a construir uma nova diplomacia pela paz africana
Uma cartografia do conhecimento insurgente
Estruturada em formato de verbetes, a obra abrange um léxico vital para os debates atuais
Um novo elo entre governo e povo
Uma escolha não apenas política, mas também simbólica
Pedagogia da ansiedade
Uma análise sobre o texto A pedagogia da ansiedade nas protoprisões escolares
Reconstruir as instituições e ressuscitar a Constituição Federal
Tocar fogo na democracia e nos seus valores deixam duas alternativas: o fechamento do regime ou sua reabertura para horizontes redemocratizantes. Esse é o tabuleiro do jogo. Não há peças neutras. É preciso um mapa para no qual fique evidente quem atua para a consolidação do autoritarismo bolsonarista. Ele e seu clã não são os únicos responsáveis.
Sentidos da aniquilação
Os sentidos da aniquilação que deflagram o espírito vingativo de um tempo insano são apenas o substrato que prepara a linguagem para uma nova safra.
As formas do neoliberalismo autoritário
Um novo ciclo de conferências da série Mutações começa no dia 1 de outubro em São Paulo no Sesc da Avenida Paulista e no dia 7 no Rio de Janeiro no ArteSesc ( rua Marquês de Abrantes, Flamengo). Ainda sob a tempestade é o título do ciclo que busca analisar as formas do neoliberalismo autoritário que surge em várias partes do mundo. Participam do ciclo filósofos do Brasil e da França, entre eles Marilena Chauí, Grégoire Chamayou, Vladimir Safatle, Éric Fassin, Franklin Leopoldo e Silva, Renato Lessa, Renato Janine Ribeiro, Márcia de Sá Cavalcante, Pedro Duarte, Olgaria Matos, Newton Bignotto e outros.
Previdência, o debate desonesto
A Seguridade Social do Brasil está sob sua maior ameaça de destruição com a PEC nº6/2019, a proposta de reforma da Previdência da dupla Bolsonaro-Paulo Guedes – a “Nova Previdência”. E, com ela, está em curso a destruição de um dos mecanismos mais eficientes de distribuição de renda no Brasil. Eduardo Fagnani é um dos maiores conhecedores do conteúdo econômico, histórico e político do tema da Previdência. Há décadas vem se dedicando ao tema com paixão e envolvimento incomuns. Não emprega apenas seu saber científico, mas usa de uma profunda sensibilidade.
O tempo que vem e o campo que há no sertão de Bacurau
Bacurau é sobre o sertão, mas, como bem notou Guimarães Rosa, “o sertão é do tamanho do mundo”. O Nordeste está sobretudo na linguagem que o filme adota para contar uma história tão universal quanto sua cena de abertura.
A devastação do Cerrado segue sendo ignorada pela sociedade
O Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro, ocupa 24% do território nacional e é considerado a savana mais biodiversa do mundo, concentrando 5% de toda a biodiversidade do planeta e 30% da biodiversidade do Brasil.
Uma relação de amor e ódio entre democracia e capitalismo
Quando os candidatos das esquerdas lideram as pesquisas de intenção de voto, a mídia logo divulga a insatisfação do mercado, explana os números negativos da Bolsa de Valores, como está fazendo a imprensa argentina depois da vitória nas primárias da chapa de Cristina Kirchner.
A fome, o analfabetismo e a questão racial nas raízes do Brasil
A fome, o analfabetismo e o racismo compõem uma trajetória histórica da desigualdade superáveis por boa fé? Ou demonstram fraturas estruturais que exigem o forjar de uma outra feitura política societária?
Petróleo, guerra e corrupção: para entender Curitiba
A visão do petróleo como uma “commmodity geopolítica” explica a utilização de todo e qualquer meio que seja necessário para assegurar o controle dos novos recursos e mercados que apareçam, mesmo que seja necessário mudar regimes e governos, ou corromper governantes, políticos e executivos, ou mesmo juízes, procuradores, religiosos e quem quer que seja necessário para a realização de seus objetivos estratégicos.
A busca por um messias e nossas raízes autoritárias
A síndrome personalista do Brasil em tempos de fragilização da democracia e de crise institucional
Templos indígenas da Amazônia estão ameaçados
O aumento da geração de energia hidrelétrica no Brasil ameaça sítios arqueológicos e lugares sagrados para a cosmologia de etnias da floresta amazônica.
O escracho de Bolsonaro e o bom-senso de Macron
Macron acusou o brasileiro de mentiroso em temas ambientais, enquanto Bolsonaro apagou o comentário machista grosseiro que fez. Insinuou que só aceitaria os 20 milhões de dólares oferecidos pelo G7 caso Macron lhe pedisse desculpas, enquanto seu ministro da Educação chamava o francês de “calhorda oportunista” e “sem caráter”, e o próprio presidente taxava seu colega como “de esquerda”.
Recessão global e possíveis impactos para o Brasil
O governo vem apostando em reformas pelo lado da “oferta” da economia (tributária, trabalhista, previdenciária, liberdade econômica) para gerar crescimento, são reformas que podem ser importantes dependendo do seu desenho, mas não resultam necessariamente em maior crescimento no curto prazo, talvez nem no médio prazo.
Presos em greve nos Estados Unidos
Este texto foi publicado pela primeira vez em francês em 4 de setembro de 2018, em La Vie des Idées, e republicado em inglês em 15 de outubro, em Books & Ideas. Vem a público agora em português pela tradução de Roberta Olivato Canheo, Alexandre Nogueira Martins, Carolina Soares Nunes Pereira e Rafael Godoi.
Mais-valia e previdência social
No entender de Marx e Engels, a mais-valia poderia ser expressa pela diferença entre a soma total dos salários pagos pelos capitalistas e o valor global dos produtos e serviços produzidos e prestados, ou, em outras palavras, o valor global da riqueza produzida é apropriada pelos capitalistas.
Quebrada: São Paulo na visão dos cria
Mostra fotográfica reúne trabalho de jovens da periferia e egressos do sistema socioeducativo sobre suas visões dos territórios da cidade de São Paulo
O “Future-se” no capitalismo dependente brasileiro
A avaliação dos reais objetivos e do significado do Future-se, a recente proposta do governo Bolsonaro para às Instituições Federais de Ensino Superior (IFES), exige, necessariamente, a compreensão da natureza estrutural do capitalismo dependente brasileiro e de sua burguesia.
Esquerda reconciliada
O concílio, expressão derivada do latim concilium, originalmente designa reuniões, assembleias e conselhos, quando transformada em verbo está associada à construção de acordo, de alianças, de paz nas relações e de harmonia. Para partes inconciliadas, agir junto e compatibilizar entendimentos é uma impossibilidade. Ao que tudo indica, as esquerdas brasileiras sofrem duas inconciliações, uma entre elas e outra com uma boa parte da sociedade civil.
Ação desastrosa da Prefeitura empareda moradias na região da Luz
Ao invés de propor soluções às demandas habitacionais da população no centro de São Paulo, intervenções públicas removem pessoas, inflam a necessidade por auxílio aluguel, agravam a situação das famílias mais vulneráveis e aumentam a demanda por moradia. A ação desastrosa é um triste exemplo de como a ação direta do poder público tem feito crescer o déficit habitacional da cidade.

