Diplô Online
A disputa jurídica que encara o modelo de negócios das plataformas digitais
Processos contra Big Techs questionam o modelo de negócio baseado na captura da atenção e rompem com o imaginário de neutralidade na rede
Segurança Pública e Sistema Prisional no Brasil: uma leitura crítica a partir do Relatório da Human Rights Watch (2026)
A partir da perspectiva da Pastoral Carcerária Nacional, a leitura crítica do relatório reforça a compreensão de que a centralidade do encarceramento em massa como resposta à violência tem produzido graves violações e aprofundado desigualdades, sem enfrentar as causas estruturais da insegurança, contribuindo até para a sua reprodução
O STF e o futuro da ação climática voluntária
Políticas públicas ou decisões judiciais tem o poder de enfraquecer iniciativas que ajudam a proteger a floresta, colocam em risco não apenas o patrimônio ambiental brasileiro, mas também a segurança hídrica, energética e alimentar do país
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Para onde foram as mobilizações pela educação pública?
Sob a lógica do teto de gastos e das prioridades fiscais, os investimentos públicos passam por uma seleção política que raramente é neutra. No campo da educação, essa dinâmica tem produzido um deslocamento sistemático de recursos da educação básica para o ensino superior, aprofundando desigualdades sociais e consolidando a precarização da escola pública como parte de um projeto neoliberal mais amplo, com impactos diretos sobre a democracia
Nega Pataxó entregou o seu peito à lança: a impunidade do crime do Invasão Zero na Bahia
Dois anos depois, a memória de Nega Pataxó não se organiza apenas em torno da violência de sua morte, mas em torno daquilo que ela continua a produzir. Sua última imagem – o corpo estendido no pasto, o maracá ainda erguido – não é apenas vestígio da violência, é um acontecimento que desloca e instaura sentidos
Imperialismo sem civilização
O imperialismo sem civilização também se manifesta por meio do que podemos chamar de encontros imperiais. O mundo contemporâneo já não é estruturado por um único centro hegemônico capaz de impor sua narrativa universal, mas por zonas de fricção onde diferentes projetos imperiais (antigos e emergentes) se cruzam, se sobrepõem e se confrontam
Um lobo com fome de literatura
Lobo Mau com dor de dente concilia fundo e forma, de modo que o projeto gráfico, assinado pelo próprio autor, não é meramente ilustrativo, mas conta a parte da história que o texto “engoliu”
A indústria de semicondutores na guerra contemporânea: as sanções dos EUA
Para compreendermos a política dos EUA relativamente à Rússia e à China, é preciso associar os aspectos da guerra que se vinculam ao lado comercial da indústria de semicondutores com a inserção destes países na indústria global
Bitcoin: a utopia tecnocrática do dinheiro apolítico
Confira resenha do livro de Edemilson Paraná, Bitcoin: a utopia tecnocrática do dinheiro apolítico (Autonomia Literária, 2020)
O calcanhar de Aquiles das democracias autoritárias
A prisão de Julian Assange é uma resposta institucional de blindagem de um status quo marcado pelo agudo conflito entre segredo incondicional e revelação escandalosa. O WikiLeaks – fundado por Assange – vazou centenas de documentos que comprovam a morte de civis por soldados norte-americanos em diferentes guerras, entre outros documentos considerados secretos pelo governo dos EUA
A guerra na Ucrânia, as outras e a saúde global
Conflito e doenças andam dolorosamente juntos em diferentes conflitos espalhados pelo mundo, não só na Ucrânia. Eles são muito menos visíveis do que no cenário europeu, centro mundial do capitalismo, mas não menos importantes
Ofuscamentos das tensões pelo fetiche estatal na guerra da Ucrânia
A fetichização tem predominando e até substituído a realidade na determinação das relações sociais e das visões de mundo. Estas idealizações estão longe de constituir a totalidade dos mecanismos utilizados pelos capitais – e pelos Estados nacionais como seus porta-vozes – em sua marcha expansionista
Por que, para o realismo internacional, é compreensível o que Putin está fazendo?
É possível compreender o que Vladmir Putin está fazendo sob a perspectiva da teoria realista das relações internacionais – o que não implica aprovar suas ações ou muito menos torcer para que deem certo. Nesse caso, parte-se do princípio de que o Sistema Internacional é formado por Estados que atuam conforme interesses próprios, visando única e exclusivamente à sua segurança nacional
A Ucrânia, os direitos humanos e o cinismo Ocidental
O que mais chama a atenção é a reação desproporcional à invasão russa. Não há dúvida que uma invasão é um fato deplorável e com consequências terríveis para a população. Contudo, vale a pena lembrar que invasões e guerras já foram e são praticadas pelo EUA e seus aliados e em nenhum desses casos a UE ou Washington se dispôs a colocar sua máquina política e econômica para impedir massacre e violações dos direitos humanos de palestinos, por exemplo
Nova velha ordem internacional e as interpretações da invasão
O que motiva mudança no relacionamento entre as nações, ou o ordenamento das relações internacionais não é, de fato, a superação da situação de conflitos, mas a natureza dos conflitos em sua expressão real
Russofobia e “choque de civilizações”
O conflito assume inequívocos traços russofóbicos, expressos não apenas nas sanções econômicas e políticas, mas sobretudo naquelas de caráter cultural. Essas retaliações se voltam não apenas contra o Estado, mas também contra a totalidade da população russa
Não existe desastre natural
Após as chuvas que assolaram Petrópolis em fevereiro, republicamos artigo clássico do geógrafo Neil Smith, o qual reflete sobre a naturalização da catástrofe social evidenciada por um evento natural de grandes proporções
Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos não utiliza verba disponível para o combate à violência de gênero
Com a menor verba dos últimos quatro anos, os recursos voltados ao combate da violência contra a mulher também passam por execuções mais baixas do que os valores autorizados e atraso nas remessas aos estados e municípios.
Acabar com o agronegócio para destruir o capitalismo
O fortalecimento da agroecologia – que deve contar inclusive com incentivos do Estado e suas políticas públicas – é o caminho para o início de uma possível revolução social
As guerras e a produção da vida nua
O conceito de vida nua é pertinente para a análise de fenômenos contemporâneos como esses que estamos vivendo atualmente, que utiliza um estado de exceção como política de governo
Debate sobre a Ucrânia apaga papel do capitalismo no conflito
Uma Ucrânia próxima ao Ocidente fornece vantagens incomparáveis aos Estados Unidos e ameaça os interesses dos produtores russos. Já uma Ucrânia dominada pelo Kremlin daria controle total à Rússia sobre a própria rota de gasodutos
Governo e Congresso na contramão do meio ambiente
O primeiro semestre de 2022 pode deixar em escombros o nosso ordenamento jurídico ambiental.
Resistências e re-existências: mulheres, território e meio ambiente
Confira resenha do livro Resistências e re-existências: mulheres, território e meio ambiente, organizado por Elisangela Paim Soldatelli e lançado em 2021 pela Editora Funilaria e pela Fundação Rosa Luxemburgo
Proteção ambiental da Mata Atlântica
Das estratégias políticas para combater o desmatamento localmente, devemos nos perguntar qual é a mais eficaz e adequada para nós como indivíduos: o voto, o lobby ou a conscientização da comunidade?
Bovespa em máxima histórica, PIB em frangalhos
A financeirização exacerba a lógica rentista, impede com que capitais gerem produção, emprego, renda e consumo, e fomenta os espaços especulativos da economia, como o mercado secundário da bolsa de valores
Do pensamento social afro-pindorâmico à filosofia política quilombola
Nego Bispo lança seu livro “Colonização, Quilombos modos e significações” na Festa Literária das Periferias (Flup). O autor diz que a publicação não é um livro “é uma relatoria. Eu não inventei nada, todo mundo sabe o que tá aí”
A (dupla) ofensiva do agro nas escolas
Além de interferir na alimentação que é servida nas escolas públicas, o agro quer influenciar o currículo da educação básica e o conteúdo dos livros didáticos das escolas públicas e privadas

