Diplô Online
Dia Nobre: “Eu não queria colocar a violência no centro; queria que a voz dessas mulheres ganhasse destaque”
Boca do Mundo é o romance de estreia de Dia Nobre, autora que também é historiadora. Ao construir a narrativa, Dia mobiliza não apenas sua formação acadêmica – que lhe dá rigor, contexto e profundidade – mas também as vivências que carrega desde a infância. Esses dois elementos se entrelaçam de maneira orgânica: a pesquisadora e a mulher que cresceu observando o mundo se encontram na escrita, dando ao livro uma densidade sensível e, ao mesmo tempo, enraizada na realidade social que retrata
Pitangas verdes: o amadurecimento negado às mulheres
Pitangas Verdes, vencedor do concurso literário Vila-Labrador, aborda a violência estrutural e a responsabilidade precoce a que as mulheres são submetidas, e oferece outro caminho: o de imaginar
50 anos da declaração de Independência
Em 28 de Novembro de 1975, por meio Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente (FRETILIN), Timor-Leste declarou a sua independência após séculos do colonialismo português
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Historiografando o trauma familiar da violência de Estado da ditadura
Como narrar o trauma familiar da violência de Estado?
Repensar o valor em tempos de colapso climático
O que está em jogo não é apenas a estabilidade climática, mas a própria possibilidade de manter meios favoráveis à vida
Copa do mundo de clubes e o capital-imperialismo no futebol
O futebol europeu abriga hoje os melhores times do mundo. São os melhores porque são mais ricos, compram jogadores mais valorizados e, na maioria dos casos, mais técnicos e com mais valências para a competição futebolística
Lula, a tarifa zero é um clarão para o combate às desigualdades
Presidente solicitou um estudo para técnicos do governo federal para buscar caminhos para reduzir ou zerar a tarifa de ônibus no Brasil
Um resgate necessário: o Brasil de combate à fome
Mesmo que existam diferenças entre progressos e retrocessos, faz alguns anos que os relatórios apontam algo entre setecentos milhões e um bilhão de famintos no mundo. Contudo, além dos números que se modificam anualmente, as causas da fome também se modificam a cada novo relatório. Se em 2017 o principal ator responsável pelo cenário de crescimento da fome eram os conflitos, em 2018 eram as mudanças climáticas. Já em 2019, a FAO aponta como causa as desacelerações ou contrações econômicas. Por isso, inclusive, o relatório tem como subtítulo “Salvaguarda contra desacelerações e contrações econômicas.”
Ampliar o Fundeb é ato de responsabilidade cidadã
Quando comparamos internacionalmente o investimento público dos governos centrais (União) em educação, o Brasil gasta menos do que os países emergentes e os latinos. O orçamento total executado do Ministério da Educação (MEC) registrou uma queda de 7% entre 2014 e 2019, quando corrigido pela inflação. O orçamento previsto para 2020 é 17% menor do que o do ano passado. Em 2019, se reduziu em 33% a verba repassada para a construção de creches/pré-escolas e melhoria da infraestrutura em relação à 2018.
Políticas identitárias
O governo Bolsonaro tem nos dado a triste lição de que estamos perdendo essa luta ou disputa quando ele coloca as vítimas históricas para desempenharem o papel de nossos algozes. Damares e Camargo respectivamente machistas e racistas são a ponta de um iceberg bem mais complexo e que nos obrigado, pelo menos assim percebo, a refinar nossos discursos e ampliar os nossos horizontes em face dos modos de lidar com a opressão.
O assassinato como política pública
Ao reforçar capacidade letal de suas polícias, lideranças políticas apostam que seu eleitorado aceita ser protegido através do extermínio.
A desinformação influencia eleições ao redor do mundo
Segundo um levantamento feito pela organização International Center for Journalists no estudo “A Short Guide To History of Fake News” publicado em julho de 2018, o uso da desinformação como ferramenta para a manipulação da opinião pública tem seus primeiros registros datados do século IV a.C.
Jaraguá é Guarani
Estudos publicados pela Funai indicam a presença dos Guarani na região desde o século XVII, demonstrando a relação sociocultural, afetiva e religiosa desses povos com o território.
Future-se leva adiante política de supressão da autonomia universitária
A política que preconiza que a educação é uma área a ser convertida em locus da difusão do fundamentalismo ideológico anti-iluminista, antissecularista e claramente irracionalista está fortemente enraizada nas prioridades do governo Bolsonaro
Depois da lama realidade virou ficção
Em 2015, a barragem de Fundão em Mariana (MG) rompeu e devastou as comunidades rurais atingidas pela lama tóxica; quatro anos depois a família D’Ângelo tenta reconstruir a vida, mas para o patriarca, de lá para cá, vida virou ficção
Campos de veneno
Reportagem acompanhou os impactos da monocultura no meio ambiente e na vida dos habitantes da região do Planalto Santareno, no Baixo Rio Tapajós. “A maioria da população é afetada negativamente: aumenta a pobreza, aumenta a miséria, aumenta a fome, a insegurança pública, a violência. Concentra renda, concentra terra e aumentam os impactos negativos na área social”
A crise da democracia também está no cotidiano
Para além da dinâmica entre princípios democráticos e capitalismo e o abismo entre representantes e representados, a convivência com o outro na vida ordinária também é um termômetro do estado da democracia.
O desastre do modelo de mineração: o que virá após Brumadinho?
A mineração de larga escala é uma dessas atividades que chega sem perguntar às populações viventes nos territórios. Através dos governos, cria-se o imaginário de que a instalação de um megaempreendimento minerário trará prosperidade para toda a população, com a criação de mais empregos e equipamentos sociais. Essa história é bastante conhecida no estado de Minas Gerais, mas lideranças comunitárias e moradoras(es) atingidas(os) por megaprojetos de mineração conhecem de perto a farsa das vantagens de um projeto como a Mina Córrego do Feijão da Vale, em Brumadinho.
Palavras de Samuel
Uma crítica liberal do liberalismo do mercado brasileiro.
“A pornografia é a máquina de propaganda do patriarcado”
Entrevista com a socióloga feminista Gail Dines sobre a indústria pornográfica e masculinidades violentas e os impactos na sexualidade de jovens.
MAS define candidatos sob ambiente de repressão na Bolívia
Presidente Evo e militantes escolhem binômio enquanto governo transitório militariza as ruas e implementa estado de exceção com o aumento da violência política
Educação financeira para tapar o sol com a peneira
Ideia de que cada brasileiro endividado é o principal responsável por sua situação financeira encobre graves problemas estruturais na educação e na economia do país.
Memórias de Brumadinho: vidas que não se apagam
“Nosso povo indígena é um povo de resistência há mais de 18 anos e nós somos um povo que está preparado para receber vários afrontamentos. Então, quando a gente vê estas coisas, a gente pede para Tupã e Anderú 1 para não vir nos atingir” Hayò, cacique. Capítulo do livro “Memórias de Brumadinho: vidas que não se apagam”. Escrito pela jornalista Julia Castello Goulart e publicado pela editora Autonomia Literária.
Enfim, a classe trabalhadora chegou ao paraíso?
Parece claro que foram as plataformas digitais de trabalho que chegaram ao paraíso, ao terem a liberdade de impor suas regras e se colocarem (falsamente) como simples mediadoras entre consumidores e fornecedores de serviço.
A China pode crescer mais?
A China cresceu, pelo menos, o dobro da média mundial e dos Estados Unidos. Ao menos seis vezes mais que a Alemanha e sete vezes em comparação com o Brasil. Ou seja, mesmo pequeno em comparação ao seu passado recente de dois dígitos, o crescimento econômico chinês não é nada desprezível diante de um cenário internacional de incertezas aguçadas por uma guerra comercial/tecnológica impetrada pelos Estados Unidos contra a… China. Leia análise do Observatório da Economia Contemporânea.

