Diplô Online
Produção de desigualdade cognitiva: o desafio da inteligência artificial para a educação
A rápida difusão da inteligência artificial tem sido apresentada como um destino tecnológico incontornável. No campo educacional, porém, seu avanço está longe de ser neutro ou inevitável: suscita cautela, alarme e disputas profundas sobre seus efeitos formativos. Embora o discurso dominante celebre a IA como instrumento de produtividade e democratização do conhecimento, uma análise histórica e sociológica revela um risco distinto e mais profundo: a inauguração de um novo regime de desigualdade, menos visível e mais radical
Sete livros para entender a Amazônia escritos por autores da região
Os sete livros apresentados neste texto servem como introdução aos estudos regionais e levantam tanto velhas quanto novas problemáticas: o capitalismo internacional, o movimento indígena, a cosmologia ancestral, a colonização, a devastação ambiental, a relação entre ideias e sociedade e o colonialismo interno
Como os EUA fizeram para bombardear a Venezuela e sequestrar Maduro em menos de 5 horas antes da primeira segunda-feira do ano?
Em janeiro de 2026, os Estados Unidos inauguraram um novo patamar de intervenção ao bombardear a Venezuela e capturar seu chefe de Estado em uma operação relâmpago, sem declaração formal de guerra e com mínima fricção institucional. Mais do que um episódio excepcional, a Operação Absolute Resolve revela a consolidação de um modelo contemporâneo de conflito baseado na integração entre ação militar, controle informacional e gestão jurídica da violência
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Repensar a violência terrorista dez anos após o atentado que abalou a França
Debate sobre as causas do terrorismo é complexo e não deve se resumir a apenas uma variável
Autoextermínio social
O recente massacre no Rio de Janeiro não é um episódio isolado. É parte de um projeto histórico de higienização social, em que as populações marginalizadas são tratadas como ameaça à ordem e não como sujeitos de direitos
É justo transformar tragédias reais em entretenimento?
A espetacularização da tragédia vai, aos poucos, sendo banalizada, e somente um agente ganha: a empresa proprietária do streaming
Wallace Armani critica a dominação capitalista nas organizações em ‘Por uma administração socialista’
A obra demonstra como a chamada “administração científica” é uma ferramenta de dominação que permeia todas as esferas da sociedade, das empresas às igrejas
O desastre do modelo de mineração: o que virá após Brumadinho?
A mineração de larga escala é uma dessas atividades que chega sem perguntar às populações viventes nos territórios. Através dos governos, cria-se o imaginário de que a instalação de um megaempreendimento minerário trará prosperidade para toda a população, com a criação de mais empregos e equipamentos sociais. Essa história é bastante conhecida no estado de Minas Gerais, mas lideranças comunitárias e moradoras(es) atingidas(os) por megaprojetos de mineração conhecem de perto a farsa das vantagens de um projeto como a Mina Córrego do Feijão da Vale, em Brumadinho.
Palavras de Samuel
Uma crítica liberal do liberalismo do mercado brasileiro.
“A pornografia é a máquina de propaganda do patriarcado”
Entrevista com a socióloga feminista Gail Dines sobre a indústria pornográfica e masculinidades violentas e os impactos na sexualidade de jovens.
MAS define candidatos sob ambiente de repressão na Bolívia
Presidente Evo e militantes escolhem binômio enquanto governo transitório militariza as ruas e implementa estado de exceção com o aumento da violência política
Educação financeira para tapar o sol com a peneira
Ideia de que cada brasileiro endividado é o principal responsável por sua situação financeira encobre graves problemas estruturais na educação e na economia do país.
Memórias de Brumadinho: vidas que não se apagam
“Nosso povo indígena é um povo de resistência há mais de 18 anos e nós somos um povo que está preparado para receber vários afrontamentos. Então, quando a gente vê estas coisas, a gente pede para Tupã e Anderú 1 para não vir nos atingir” Hayò, cacique. Capítulo do livro “Memórias de Brumadinho: vidas que não se apagam”. Escrito pela jornalista Julia Castello Goulart e publicado pela editora Autonomia Literária.
Enfim, a classe trabalhadora chegou ao paraíso?
Parece claro que foram as plataformas digitais de trabalho que chegaram ao paraíso, ao terem a liberdade de impor suas regras e se colocarem (falsamente) como simples mediadoras entre consumidores e fornecedores de serviço.
A China pode crescer mais?
A China cresceu, pelo menos, o dobro da média mundial e dos Estados Unidos. Ao menos seis vezes mais que a Alemanha e sete vezes em comparação com o Brasil. Ou seja, mesmo pequeno em comparação ao seu passado recente de dois dígitos, o crescimento econômico chinês não é nada desprezível diante de um cenário internacional de incertezas aguçadas por uma guerra comercial/tecnológica impetrada pelos Estados Unidos contra a… China. Leia análise do Observatório da Economia Contemporânea.
Um ano do crime ambiental e humano em Brumadinho
O tempo passa. Dia 25 de janeiro de 2020 se completa um ano. A dor, a saudade permanece destas vidas que não se apagam das memórias dos atingidos em Brumadinho. Permanece a pergunta: a justiça foi feita? Alguém foi realmente responsabilizado por este crime ambiental e humano?
A brutalidade democrática contra movimentos autônomos
O Movimento Passe Livre (MPL) não deixa passar o regular abuso do governo e da prefeitura para com os usuários e organiza as jornadas contra o aumento. O movimento, há mais de dez anos, realiza diversas atividades e atos de rua com intuito de trazer a população para o debate sobre a importância de um transporte verdadeiramente público e gratuito.
Governo federal viola direitos culturais
A opinião pública condenou a cópia do discurso de Goebbels por Alvim, mas a fala do ex-secretário apresenta elementos totalitários que vão além do proferido no passado pelo nazista alemão. Ao defender como política de Estado uma arte “enraizada na nobreza dos mitos fundantes do País”, o governo explicita sua intenção de voltar aos ideais colonizadores, em que a produção artística ilustrava o discurso forjado de uma nação em harmonia, em que indígenas e negros escravizados eram protegidos por senhores brancos benevolentes.
Quando o governo Bolsonaro não consegue esconder sua verdadeira face
A arte entra na guerra porque ela joga com os limites da nossa sensibilidade. Não são apenas os nossos juízos e avaliações estéticos que estão em jogo, e sim nossos juízos políticos e morais, isto é, nossa cultura. A arte nos obriga a uma abertura do mundo, ela amplia nossos horizontes, tanto sensíveis quanto intelectuais, e isto é tudo que este governo mais deseja combater.
Parasita: Ninguém está a salvo
Obra-prima do diretor coreano Bong Joon-ho, Parasita mostra que, numa sociedade dilacerada pelas desigualdades, o infortúnio não afeta apenas os desvalidos. Também os opulentos são vítima da deterioração do tecido social, por mais que se escondam atrás de muros, grades ou mundos de faz de conta.
A esquerda precisa voltar a debater economia
Uma explicação sobre o ciclo das políticas fiscais, contracionista e expansionista, a partir da qual é possível refletir a volta do crescimento em 2020.
O crime que pode derrubar o presidente
Em uma rede social no dia 4 de janeiro, o presidente deu a entender que sabe quem está por trás da morte de Marielle, blefe que faz lembrar a máxima de Hélio do Soveral “quanto mais negamos um crime, mais a consciência nos obriga a pensar nele.”
O dia em que eu não vi Miles Davis…
… mas assisti aos shows de Nina Simone, Diane Schuur, John Lurie, Oscar Castro Neves, Ron Carter, Yellow Jackets, Modern Quartet Jazz…
Romper ou dialogar, eis o dilema antibolsonarista
Esquerdas e oposição ao fenômeno bolsonarista e seu produto – o presidente da República – precisam decidir se vão para alguma confrontação ou se conversam com quem está do outro lado
Ode à informalidade
Reunindo os três indicadores com o trabalho familiar auxiliar, que em geral não representa assalariamento, é possível dizer que os últimos dados da Pnad-C sinalizam uma informalidade de 40,3% da população ocupada, o que equivale a cerca de 38 milhões de pessoas. Ou seja, o ano de 2019 encerrou com quase metade da população ocupada inserida ao campo da informalidade, indissociável de uma maior suscetibilidade à precarização das condições de trabalho.
Descoberta coloca Guiana como novo pólo estratégico no continente
Há possibilidades de que o setor petróleo melhore as condições socioeconômicas deste país com baixo grau de desenvolvimento no médio prazo. De todo modo, alguns obstáculos e desafios que o país terá de enfrentar nos próximos anos devem ser considerados. Dentre eles, questões relacionadas à instabilidade política e à administração governamental das receitas petrolíferas, à baixa experiência em regulamentação de uma indústria petrolífera ou em negociação com empresas internacionais, além da falta de infraestrutura necessária para sustentar um cenário de boom do petróleo.

