Diplô Online
O avanço do negacionismo e a nova dependência geopolítica
O ensaio analisa as eleições legislativas argentinas de 2025, que consolidaram o poder de Javier Milei e revelaram a crescente influência dos Estados Unidos sobre a política e a economia do país. Discute-se o avanço do negacionismo histórico e o enfraquecimento da memória democrática diante da aliança ultraliberal com Washington. A Argentina surge em uma encruzilhada entre dependência externa, erosão institucional e promessas de modernização tecnológica subordinada
Sobre doenças, magia e políticas do encanto
A cultura de direita produz “máquinas mitológicas” como dispositivos narrativos combinando fatos e ficções politicamente capitalizáveis
O debate sobre Armas autônomas letais e sua discussão na ONU
O que antes habitava a ficção científica agora redefine o poder e a guerra: máquinas que decidem quem vive e quem morre
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Brasil se projeta como liderança climática, mas ainda é um dos países que mais violenta defensores ambientais
Entre 2023 e 2024, 87% dos assassinatos de ativistas de direitos humanos atingiram defensores ambientais que lutam por terra e meio ambiente
Cultura, política e civilização em transição
A existência da comunidade LGBTQIA+ em si é um ato político, porque rompe, pela rebeldia, com códigos estabelecidos de gênero e sexualidade
Um olhar sensível sobre a Amazônia
O filme acerta em dar protagonismo para a própria região e seus habitantes, sem cair no erro de transformar o lugar em mero cenário para uma trama importada e adaptada à força para o contexto amazônico
A metamorfose do PCC em conglomerado empresarial e sua ameaça à economia
Operação “Carbono Oculto” é mais do que a crônica de um esquema criminoso de proporções inéditas: pode ser um alerta vermelho internacional
Vozes à margem: periferias, estética e política
Resenha do livro Vozes à margem: periferias, estética e política, organizado por Giordano Barbin Bertelli e Gabriel Feltran (São Carlos: EdUFSCar, 2017)
No intenso outrora
Percebemos assim que a ideia de “intenso agora” veiculada pelo filme é aquela de um presente esgotado, encerrado em si mesmo. Um intenso outrora de cuja temporalidade passageira só resta uma melancolia inerte
Prejuízos do preconceito
No Brasil, desde 1985, o Conselho Federal de Medicina não a associa a homossexualidade a um desvio. Denota-se um consenso na área da saúde de que se trata de uma variação natural da sexualidade sem qualquer efeito danoso. Como não há doença, não há que se falar em cura. Em contrapartida, o efeito prejudicial à mente e à saúde de uma pessoa ao se tentar “curar” sua sexualidade pode ser bastante alto
O golpe de 2016 e seu estudo nas universidades
Se várias universidades resolveram colocar o tema “O golpe de 2016” como objeto de reflexão e ensino, é porque o assunto é digno de ser abordado de maneira científica, metódica e sistemática. Os que possuem outra concepção dos acontecimentos de 2016 também têm autonomia para criar disciplinas e cursos que analisem a realidade sob outra ótica
8 de Março e a intervenção militar: a alegoria colonial do Brasil futurístico
Viajemos dos Estados Unidos imaginados por Margaret Atwood em The Handmade’s Tale para o Brasil, ano 2018. No dia 16 de fevereiro, logo após o carnaval, o governo federal anunciava uma intervenção federal no Rio de Janeiro. Desde então, as notícias sobre as ações no Rio de Janeiro são cada vez mais “distópicas”
Revolução em versos
A nova linguagem poética surgia juntamente com a figura do “novo homem socialista”. Era preciso uma linguagem que dialogasse com o homem das fábricas e das ruas, que abandonasse o transcendental tipicamente simbolista; uma linguagem veloz e que acompanhasse o ritmo histórico daqueles tempos
O idiota tecnológico: uma estratégia para a manutenção do capitalismo
A tecnologia não serve para mudar a sociedade, apesar de o senso comum acreditar nessa ideia e de muitos comerciais usarem a palavra “revolução” para anunciar seus produtos
Eleições na Itália, um país dividido em três
Mesmo antes da formação do governo já é possível tirar algumas conclusões sobre o que essa campanha eleitoral significa para o futuro da Europa e da Itália
E o que diz a voz do morro?
Muito se tem escrito sobre a artimanha utilizada pelo Palácio do Planalto para não sofrer uma derrota constrangedora no pacote da Previdência. Seguramente veio a calhar, mas é pouco. O que levaria o prefeito e o governador do Rio de Janeiro a estarem fora da cidade no evento comemorativo mais importante do Brasil?
A nova era dos extremos
Se antes o pensamento progressista era o novo, defendido pelos jovens, hoje é visto como retrógrado, defendido pelos velhos. Discursos de ódio, conservadores, potencializam e se beneficiam com esta inclinação ao conservadorismo, em que não faltam atores que elegem seus inimigos, semeando a discórdia entre os seguimentos sociais, e elegendo a democracia como o mal a ser suplantado.
O inimigo está no poder
Hoje, provavelmente, todos terão medo de ir à aula, assim como amanhã e depois e todos os dias sequentes desta operação absurda
Contra o retorno às raízes: identidade e identitarismo no centro do debate
A exaltação da identidade como fixo e não relativo é a pura expressão da forma de valorização do capital como fim em si mesmo que precisa assegurar alguns indivíduos como colônia ainda viável de exploração
Três elementos para compreender as preferências políticas e o conservadorismo da classe média
É importante lembrar que o sentimento de descrença com os processos políticos, que geralmente vem acompanhado pelo autoritarismo e a violência, é uma semente que costuma germinar em terrenos fertilizados pela insatisfação com a economia. Portanto, é curioso que Jair Bolsonaro esteja tão bem cotado nos segmentos sociais mais abastados e supostamente “esclarecidos”
Narrativas e simbologias da condenação de Lula
Na época das mentiras transformadas em “pós-verdades”, era previsível que a condenação de Lula tivesse caráter mais narrativo do que propriamente jurídico. O regime da versão dos fatos é fechado na subjetividade, basta por si, enquanto o regime do factual é aberto ao escrutínio público e à contestação.
Venezuela e intervenção no Rio: estratégias para uma unidade forjada
As classes dirigentes vão novamente mobilizar as massas a se unirem contra um mal maior para, assim, controlar a indignação popular. Como o desejo de “pureza” que tocou a população alemã nos pródomos da Segunda Guerra Mundial, estamos mais uma vez submersos em uma situação que nos impele (de forma manipulada) a negar a liberdade em prol da segurança
China’s Economy
Kroeber faz prova de um bom senso impressionante: “Em qualquer país os verdadeiros inimigos na luta por uma prosperidade de base ampla não são os competidores internacionais, mas elites domésticas que batalham constantemente para preservar os seus próprios privilégios às custas de todos os outros. Inovação, educação, abertura, e uma Estado redistributivo constituem armas confiáveis nesta batalha. ”
Nova Operação Condor, agora contra os mapuches
O ensaio de articulação repressiva entre os dois governos tem como base o combate às “novas ameaças” regionais. O perigo apresentado pelo relato oficial chileno é o da Coordenadora Arauco-Malleco (CAM) e o argentino é o da Resistência Ancestral Mapuche (RAM). Se a primeira tem presença na organização comunitária no centro sul de Chile, a segunda é uma sigla de escassa e fantasmagórica aparição
Os antolhos da adesão brasileira à OCDE
Para além da análise técnica, o movimento do governo brasileiro em solicitar adesão à OCDE não pode deixar de levar em consideração as consequências para a agenda da política externa brasileira que essa adesão pode causar
Costa Rica define presidente e se aproxima do polo conservador da América Latina
Forças conservadoras dominam eleição marcada pela defesa da família tradicional costaricense e pelo tema da corrupção pública
Lula e o Brasil: cenários do pós julgamento
No Brasil, o anteparo que mais perturba a compreensão dos fatos políticos é o descompasso extraordinário entre a realidade empírica e a narrativa noticiosa da imprensa secular. São divorciados no papel e no religioso

