Diplô Online
O Decreto nº 12.600/2025 e o futuro do patrimônio indígena
Este artigo analisa os impactos territoriais, arqueológicos e jurídicos associados à política hidroviária prevista no Decreto nº 12.600/2025, com foco na bacia do Tapajós e nos povos indígenas potencialmente afetados. Parte-se da hipótese de que a transformação do rio em corredor logístico estratégico produz uma reconfiguração normativa do território, tensionando direitos constitucionais e colocando em risco patrimônios materiais e imateriais vinculados à presença indígena histórica na região
Para resistir aos abusos das Big Techs, precisamos de “santuários da atenção”
As transformações impulsionadas pelas big techs avançaram em ritmo muito mais acelerado do que a capacidade de nossas instituições e da própria cultura de assimilá-las e regulá-las. Para enfrentá-las, será necessário construir novas formas de ação coletiva, em todas as escalas da vida social – da esfera interpessoal à cultural e à política
Por uma aceitação radical da diferença
Dialogando com as reflexões de Erving Goffman sobre estigma e desvio, até que ponto a chamada normalidade é um dado da natureza – e não uma construção social que transforma diferença em doença, incômodo em diagnóstico e singularidade em algo a ser corrigido ou excluído?
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A literatura e o direito em conexões interpretativas: UERJ como paradigma
Reflexões acerca do tema da redação do vestibular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro: “No mundo atual, é possível ser fiel a si mesmo como aconselha Polônio?”
O futuro ameaçado do programa pioneiro
Às vésperas de completar cinquenta anos, o Programa de Atendimento a Refugiados e Solicitantes de Refúgio da Cáritas Arquidiocesana, do Rio de Janeiro, vive uma crise que sintetiza os desafios das políticas de acolhimento no Brasil
Quando a comoção midiática inspira novos ataques
Expor nomes e métodos de autores de massacres tanto na imprensa quanto nas redes sociais pode estimular novos ataques em poucos dias, funcionando como gatilho para crimes por imitação
A quem se pergunta se deve pesquisar em meio aos escombros da universidade
Pesquisar é manter acesa uma chama pequena em meio ao vendaval. É proteger o que ainda resiste. É anunciar que, apesar dos escombros, ainda há futuro
A torturante função da educação na década de 1970
Os anos 1970 demarcaram a consolidação de uma geração educada no vazio político, com um silêncio ensurdecedor e gritos contestáveis nos porões da ditadura. Confira aqui a continuação deste artigo
A fibra do diabo
Engenheira civil e de segurança no trabalho Fernanda Giannasi explica em entrevista por que o amianto ainda é produzido e comercializado no Brasil
A cilada da violência
O discurso do simples endurecimento da política de segurança por si mesmo, ao invés de solucionar a crise, a agravará ainda mais
Retardocracia
Será que libertar o país das amarras de um socialismo que nunca existiu por aqui e combater o politicamente correto (entenda-se permitir toda forma de brutalidade moral, verbal e física) vai resolver nossos problemas e fazer com que nosso povo viva melhor?
E agora? Em defesa da Universidade Pública
Universidade implica universalidade e isso tem significados tão plurais quanto o próprio conceito. É justamente em função da universalidade que não se pode admitir proposições como a da “escola sem partido”, pois a universidade é o espaço do contraditório e do pensamento crítico e qualquer raciocínio crítico percebe que o conhecimento, a ciência e a tecnologia, a inovação não são neutras
Extinção do Consea: comida de verdade e cidadania golpeadas
Acabar com o Consea representa um grave retrocesso, a negação de um espaço público plural no debate e controle social das políticas de segurança alimentar e nutricional: como o combate à fome e à miséria; a inclusão do direito à alimentação na Constituição Federal e a aprovação da Lei Orgânica, a Política e o Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional
Inteligência Artificial – riscos e oportunidades
O que a IA significará para os nossos empregos e para a plenitude da realização humana. Quais as suas consequências no sentido da vida e na construção de nossos destinos?
A proteção dos direitos de crianças e adolescentes em contexto de obras de grande impacto
É preciso buscar estabelecer parâmetros e ações para a responsabilização do Estado, das empresas e das instituições financeiras na tarefa de proteger os direitos de crianças e adolescentes em contexto de obras e empreendimentos. A construção da Usina de Belo Monte e o rompimento da barragem em Mariana (MG) são exemplos de empreendimentos econômicos que trouxeram diversos impactos negativos como a exploração sexual, prejuízo à convivência familiar e comunitária e déficit de acesso à educação escolar.
Trouxeste a chave?
O amor já não é semeado no vento e, como você profetizou, chegou o tempo em que perderíamos os afetos. Não adianta morrer. Chegou o tempo em que viver é uma ordem
Crise do fujimorismo e a instabilidade dos poderes no Peru
Movimento se debilita após briga entre clã familiar, prisão de Keiko e polêmica sobre indulto do ex-presidente Alberto Fujimori enquanto setores do judiciário e novo presidente Vizcarra medem força
A nova geopolítica do petróleo no século XXI
A sustentabilidade ambiental e climática, assim como as possibilidades abertas pelas inovações tecnológicas, certamente são motores que impõe a necessidade de que Estados e empresas petrolíferas se debrucem sobre estratégias de transição da matriz energética. Entretanto, abaixo da ponta desse iceberg há outros motivos geopolíticos e financeiros menos nobres, e mais contraditórios
Apologia a uma ciência que supere o “achismo”
O que é absolutamente paradoxal é o fato de conseguirmos visualizar um gráfico que mostra o aumento do conhecimento científico – e de um maior poder de difusão desse conhecimento – e, ao mesmo tempo, o aumento da estupidez humana
Alberto Acosta: “Governos progressistas apostaram na expansão do extrativismo”
Nessa entrevista, Acosta fala sobre os temas de seu último livro e como os governos da América do Sul, progressistas ou não, têm se utilizado das práticas extrativistas para criar um desenvolvimento econômico predatório.
Rotulagem nutricional: do que a indústria de alimentos tem medo?
Modelo de rotulagem defendido pelos fabricantes pode confundir o consumidor. Todos nós temos o direito de saber o que comemos. O que ingerimos tem impacto direto na nossa saúde e bem-estar
No front contra o Escola Sem Partido
Historiador Fernando Penna articula movimentos de defesa da educação desde 2015. Para 2019, convida a todos para a Ação Educação Democrática: ‘Temos a possibilidade de fortalecer a resistência. A hora é agora’
A Pedagogia do Oprimido no Brasil: 50 anos de pertinência
Depois de 50 anos de sua publicação, “Pedagogia do Oprimido” continua atual e se faz necessária e fundamental, porque Educação é muito mais que garantir boas notas em testes, como pretende os interesses das classes dominantes. O fazer educativo é um processo vivo, orgânico, cotidiano de formação humana e socialização
Erica Malunguinho, na luta contra o racismo e o patriarcado
Ao Le Monde Diplomatique Brasil, Erica Malunguinho falou sobre alternância de poder, Escola sem Partido, a vitória de Bolsonaro e a reestruturação da esquerda.
A política industrial recente no Brasil: uma avaliação
É importante que empresas de menor desenvolvimento relativo possam sobreviver e avançar, pois geram muito emprego e têm potencial para evoluir na estrutura produtiva. Confira artigo do Observatório da Economia Contemporânea
Paulo Freire: A tentativa de se matar ainda mais aquele que já partiu
Acaba que, ao longo desse processo, Paulo Freire foi escolhido como um patrono às avessas. De acordo com a fração que se encontra no poder, ele representa aquilo que deve ser banido, aquilo que não deveria existir, aquilo que deve ser extirpado, mesmo depois de morto. Por quê?
Uma inovação brasileira: o fascismo servil
Fanáticos do neoliberalismo junto com fanáticos religiosos, os mais cínicos oportunistas ao lado de criacionistas, impacientes partidários da modernização tecnológica alinhados com terraplanistas… a lista se prolonga em um patético pandemônio de contradições no qual uma rara constante é o entusiasmado nacionalismo, que só confunde o olhar externo porque, no caso, a “pátria amada” são os Estados Unidos da América

